Psicóloga Camila Samogim

Psicóloga Camila Samogim • Encorajando famílias dos desafios da parentalidade real
• Atendimento Infanto-juvenil e orientação de pais
• CRP 06/165558
• Golden Office, Jundiaí-SP

Há algumas semanas, um paciente trouxe essa reflexão extremamente pertinente. Terapia não existe para ensinar ninguém a ...
02/04/2026

Há algumas semanas, um paciente trouxe essa reflexão extremamente pertinente. Terapia não existe para ensinar ninguém a parecer “menos autista”, apesar desses conceitos se confundirem no senso comum. O objetivo da terapia é ajudar a pessoa a conhecer mais sobre si e, a partir daí, construir estratégias que façam sentido para as necessidades dela.

Funcionalidade é diferente de padronização! A identificação de dificuldades individuais que acarretam determinados sofrimentos, é parte essencial do processo de aceitação de si e construção de um repertório de habilidades adaptativas que contribuam para uma vida mais funcional em diversas áreas.

Só que na intervenção com pessoas autistas, esse discurso pode facilmente ser confundido com o que chamamos de “masking”. Às vezes a estereotipia não se torna uma queixa por acarretar prejuízo ao indivíduo em si, mas pela reação de estranhamento que o outro tem.
E é sobre isso que estou falando. Se a pessoa compreende que para ser aceita socialmente precisa esconder todos os traços autísticos, entra em um ciclo de exaustão intensa, que no fim das contas se torna menos sofrido manter-se em exclusão.

Então nesse dia 02 de Abril, conhecido como o dia mundial da conscientização do Autismo, eu quero falar sobre o básico: a aceitação dele, especialmente pelo olhar social. Pessoas neurodivergentes não precisam fazer terapia para “curar” nada, elas fazem terapia pelo mesmo motivo que qualquer outra pessoa neurotípica pode fazer: conhecer seu funcionamento e buscar estratégias para um repertório adaptativo. 💙

Você já precisou mudar uma planta para um vaso maior quando suas raízes crescem? Assim é a vida. A maternidade e paterni...
18/02/2026

Você já precisou mudar uma planta para um vaso maior quando suas raízes crescem?

Assim é a vida. A maternidade e paternidade são repletas de descobertas e adaptações.
A criança que antes precisava de colo, agora precisa de uma escuta ativa. A criança que antes precisava de ajuda para se vestir, agora define o próprio estilo de roupa. A criança que antes amava os aparelhos de trabalho dos pais, agora escolhe uma profissão diferente.

E assim o espaço vai se abrindo, para nascer um ser que agora é pensante. Mas não um espaço vazio, e sim de presença, diálogo e afeto.

Vamos falar de Roblox e o que está por trás dessa reação em massa?
21/01/2026

Vamos falar de Roblox e o que está por trás dessa reação em massa?

Ah, a criança de 10 anos! A criança de 10 anos que já não faz mais palhaçadas espontâneas, que não se expõe em caretas s...
15/01/2026

Ah, a criança de 10 anos!

A criança de 10 anos que já não faz mais palhaçadas espontâneas, que não se expõe em caretas só para gerar riso. De quem começa se esperar tarefas reais, e não apenas “ajudas fofinhas”. A criança de 10 anos que passa a construir opiniões sobre assuntos que, talvez, nem façam parte dos interesses ou expectativas dos adultos. Aquela que começa a manifestar vontades próprias, o que já não provoca a mesma graça de antes – como quando tinha 3 anos e queria escolher uma roupa que não combinava.

A presença da criança de 10 anos nos eventos familiares já começa a ser diferente, talvez menos ativa e mais silenciosa. E são nesses momentos que, sem querer, ela pode se sentir desinteressante para você, e você para ela.

A transição para adolescência, quando vista pela perspectiva unilateral das perdas, pode ser dolorosa e frustrante. Mas é importante relembrar que a vida nos desperta constantemente emoções múltiplas que coexistem em uma mesma experiência! Perder os traços da infância pode gerar tristeza, saudades, mas também pode inspirar alegria sobre uma fase de amadurecimento que se inicia. E, apesar de contraditórias, essas duas percepções não se anulam.

O tempo de qualidade não precisa acabar, ele pode ser diferente. O vínculo não se perde, ele se transforma.

Talvez a conexão já não aconteça mais em rir das caretas ou brincar junto por horas, mas em demonstrar interesse genuíno em aprender mais sobre os novos gostos. Em elogiar e encorajar as habilidades que estão sendo descobertas. Talvez a conexão esteja nos diálogos sobre assuntos profundos, na escuta acolhedora do desabafo e na validação desses conflitos como problemas reais – apesar de parecerem simples para nós, adultos.

Talvez a conexão aconteça mais silenciosa. Na curiosidade de aprender sobre essa transformação. Na aceitação dessa versão como verdadeiramente nova, e não somente como resquícios que ficaram de uma infância que aos poucos se encerra.

Desde que fiz meu primeiro curso sobre Transtorno do Espectro Autista, em 2019, me pergunto: em que módulo falaremos sob...
17/09/2025

Desde que fiz meu primeiro curso sobre Transtorno do Espectro Autista, em 2019, me pergunto: em que módulo falaremos sobre os adolescentes e adultos?
E foi assim que passei a priorizar especializações que olham para a neurodivergência não só na fase da infância, mas sim nos desafios globais e em como podemos auxiliar o indivíduo ao longo da sua vida inteira.

Em Psicoterapia e projetos de grupos que ministrei, ouço de muitos adolescentes e adultos sobre a frustração de serem olhados como crianças, e meu maior objetivo como profissional é que as pessoas sejam olhadas como pessoas, para além inclusive de seus diagnósticos. Afinal, mesmo alguns sinais podendo se assemelhar, cada ser é único e apresentará suas próprias necessidades dentro do processo terapêutico e da sua vida!

Feliz dia dos psicólogos às colegas e aos colegas de profissão que tanto admiro! ♥️
27/08/2025

Feliz dia dos psicólogos às colegas e aos colegas de profissão que tanto admiro! ♥️

A orientação familiar te convida a esse olhar compassivo em direção à parentalidade, desbravando um caminho de descobert...
29/07/2025

A orientação familiar te convida a esse olhar compassivo em direção à parentalidade, desbravando um caminho de descobertas na educação consciente, que envolvem conhecimentos sobre o desenvolvimento infanto-juvenil e como o afeto seguro pode transformar os comportamentos!

Entre em contato comigo para saber mais!

Posso te dizer que um dos comportamentos campeões dos que mais aparecem no atendimento infantil é a frustração de perder...
03/07/2025

Posso te dizer que um dos comportamentos campeões dos que mais aparecem no atendimento infantil é a frustração de perder! Basta contar os pontos e perceber que não venceu o jogo, e aquele acumulado de raiva e tristeza invadem a nossa sessão.

De fato, ninguém gosta de perder.

O ser humano é condicionado às competições, desde o tempo pré-histórico, e perceber que a dedicação destinada a determinado objetivo teve como resposta um resultado inferior ao que se esperava, é entrar em contato com a própria vulnerabilidade da imperfeição.

E como é difícil se perceber incapaz.

Incapaz de mudar o resultado do jogo.
Incapaz de cessar a chuva em um dia de praia.
Incapaz de extinguir as regras que eu não concordo.
Incapaz de alterar a opinião do outro.
Incapaz de controlar os problemas para que desapareçam.
Incapaz de trazer de volta alguém que se foi.

Perder nos leva para nosso lugar de seres vulneráveis, incapazes de controlar as contingências da vida.

Então hoje eu te digo: talvez a gente nunca aprenda a perder. Mas acolher nossas emoções e aceitar que ocuparemos lugares indesejados às vezes, será um grande passo rumo à resiliência!

*E eu não estou falando só sobre as crianças😉

Enquanto stories viram entretenimento passageiro, adolescentes absorvem um roteiro perigoso: de que a vida real precisa ...
14/05/2025

Enquanto stories viram entretenimento passageiro, adolescentes absorvem um roteiro perigoso: de que a vida real precisa ser editada, filtrada e patrocinada para ter valor.

Por trás de cada link na bio, há uma indústria que lucra com a insegurança dos jovens, vendendo padrões irreais de beleza, consumo e até risco.

A exposição excessiva a esses conteúdos não é inofensiva: ela ensina que sucesso é um produto à venda, não uma construção diária. E o preço dessa lição? Adolescentes confundem likes com autoestima, dívidas com diversão e influência com exemplo.

O debate público recente na CPI das Apostas expõe um pedacinho do que está em jogo, sendo somente a ponta de um iceberg gigantesco que são os riscos do mundo digital.

Não se trata de proibir, mas de desmontar a fantasia: mostrar que por trás de cada ‘vida perfeita’ há interesses comerciais. A verdadeira maturidade começa quando ensinamos nossos adolescentes a questionar e filtrar, não apenas a consumir o que lhes é oferecido.

A internet é um palco. Nossa missão é garantir que eles não troquem sua identidade por um papel escrito por outros.

Ontem foi o início oficial desse projeto lindo, que nasce com uma parceria de profissionais que lutam pelo desenvolvimen...
04/04/2025

Ontem foi o início oficial desse projeto lindo, que nasce com uma parceria de profissionais que lutam pelo desenvolvimento e a saúde emocional dos nossos adolescentes e adultos!

E se você não pôde participar do nosso encontro presencial, entre em contato com uma de nós para ter mais informações! 🥰

Camila (11)971417-5676
Carol (11) 98287-6776

Endereço

Golden Office/Rua Cap. Cassiano Ricardo De Toledo, 191/Chácara Urbana
Jundiaí, SP

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