06/02/2026
✨ Meu parto: médica, mãe e vulnerável ✨
No dia 3 de dezembro, às 2h da manhã, minha bolsa rompeu. Fiquei em choque. Paralisada. Mesmo sendo médica, naquele momento eu era só uma mãe com medo.
Meu marido ligou para minha obstetra, a Dra. Luana Gavioli, que me acalmou e me orientou a ir ao hospital. Os bebês tinham apenas 33+6 semanas — ainda muito cedo. A ideia era inibir o parto, ganhar tempo, proteger.
Cheguei ao hospital por volta das 3h da manhã, com meu marido e meu filho de 3 anos dormindo no colo. Após a internação, exames, antibiótico e corticoide, meu marido voltou para casa com nosso filho, para que ele não ficasse em ambiente hospitalar.
Sem contrações naquele momento, achei que nada aconteceria naquele dia.
Mas o corpo tinha outros planos.
Por volta das 5h da manhã, começaram contrações leves.
Às 8h, elas ficaram mais intensas.
E, durante uma ecografia, veio a frase que muda tudo: “Está nascendo.”
Em poucos minutos, o Magnus nasceu às 10h41, pélvico, de parto normal, rápido, inesperado, sem minha obstetra, sem minha pediatra e sem o papai presente. Só eu, Deus e uma equipe maravilhosa do Hospital Nossa Senhora das Graças, que me acolheu com competência e humanidade.
Depois veio a grande decisão: cesárea ou tentar o parto normal da segunda?
Optamos por seguir com cuidado e responsabilidade. Foi realizada a indução do trabalho de parto, com monitorização contínua, com minha obstetra, Dra. Luana Gavioli, e com a pediatra, Dra. Cíntia Lopes, ao meu lado — e com o papai presente, me apoiando durante todo o processo.
Após horas de trabalho de parto, às 13h30, nasceu a Annelise, também pélvica, de parto normal.
Não foi um parto planejado.
Não foi o cenário ideal.
Mas foi um parto possível, seguro e muito bem assistido.
Eles ficaram 13 dias na UTI neonatal, mais por precaução: ganhar peso, tratar icterícia, fazer exames. Aprenderam a mamar… e então fomos para casa.
Compartilho esse relato para dizer:
👉 mesmo sendo médica, eu senti medo
👉 mesmo entendendo de parto, eu precisei confiar
👉 e, acima de tudo, vivi na pele o que tantas mães vivem
Hoje, eu cuido de crianças.
Mas cuido ainda mais de mães, porque eu também sou uma 🤍