E agora, Freud?

E agora, Freud? Plataforma para divulgação de conteúdos de Psicologia.

No Brasil, até maio deste ano, haviam cerca de 33.969 crianças acolhidas. Destas, apenas 5.040 estavam disponíveis para ...
10/11/2020

No Brasil, até maio deste ano, haviam cerca de 33.969 crianças acolhidas. Destas, apenas 5.040 estavam disponíveis para adoção, e 2.701 já estavam em processo de adoção. Os pretendentes disponíveis eram 36.437. Ou seja, há 31.397 pretendentes a mais que o número de crianças a serem adotadas. E, por que essa conta não fecha?

Muitas crianças acabam crescendo dentro das casas de acolhimento devido a lentidão burocrática para os processos de destituição do poder familiar, e quanto mais velhas f**am menor é a chance de adoção. Infelizmente, segundo os cálculos do CNJ, apenas 2,7% dos pretendentes à adoção aceitam adotar crianças acima de 10 anos, e estas são 83% das crianças disponíveis. Enquanto, 92,7% dos pretendentes desejam uma criança de zero à 05 anos, e estes são apenas 8,8% das crianças e adolescentes aptos para adoção.

Há também os grupos de irmãos, 36,82% das tem pelo menos um irmão também a ser adotado, e há um baixo o índice de pretendentes à adoção dispostos a acolher de uma só vez dois ou mais irmãos. A justiça prioriza que os irmãos sejam adotados juntos, para que não sofram mais uma brusca separação, mas há casos onde a justiça acaba por separar os irmãos, quando há mais chances de ocorrer uma adoção para um deles.

No mês da consciência negra, vale ressaltar que outra barreira são as questões de raça e cor. A grande maioria (66%) das crianças são pretas e pardas (segundo o CNA e CNCA), e 33% das crianças são brancas. Por mais que muitas barreiras de preconceito tenham sido quebradas, segundo o CNJ, e quase metade dos pretendentes se dizem indiferentes à raça, apenas 10% das crianças adotadas são negras. No Norte, por exemplo, 67% dos pretendentes dizem aceitar uma criança negra. O percentual cai para 44,6% no Sul – índice que já foi muito menor: 29,4%, em 2012.

Devido à isso, existem Grupos de Apoio à Adoção que trabalham com a preparação de pretendentes, em parceria com os fóruns locais, para desmistif**ar a adoção e tornar o perfil dos pretendentes mais próximo da realidade das crianças à serem adotadas. Em Jundiaí, por exemplo, existem o GAA Semente, que além dos módulos preparatórios para os pretendentes, fazem reuniões mensais, grupos com crianças e adolescentes, atuam com projetos nas casas de acolhimento, e fazem campanha para divulgar a adoção legal, segura e para sempre.

Estes trabalhos tem por objetivo cumprir com o direito de toda criança e adolescente à viver em família, assegurado pelos Direitos Humanos e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, auxiliar que as adoções sejam efetivas e diminuir o índice de devoluções, para a criança não sofrer com um novo abandono.

MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRADia 20 de novembro, no Brasil, é comemorado o dia da Consciência negra. Essa data se refere ao f...
03/11/2020

MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Dia 20 de novembro, no Brasil, é comemorado o dia da Consciência negra. Essa data se refere ao falecimento de Zumbi dos Palmares, que era líder do Quilombo dos Palmares, localizado entre Alagoas e Pernambuco, e que se tornou símbolo de luta e resistência contra a escravidão e referência à liberdade. Durante três séculos, as mãos negras dos Africanos e seus descendentes construíram o Brasil, sendo hostilizados e massacrados.

Durante o período colonial e escravocrata, o Quilombo dos Palmares se tornou uma república, com cerca de 20 mil habitantes que trabalhavam de forma coletiva, e eram referência de produtividade, sustentabilidade e fartura, sendo símbolo de prosperidade e organização social. Produziam para próprio consumo e comercializavam com as fazendas da região. O Quilombo foi destruído e sua população brutalmente dizimada devido ao impacto que tinham no sistema econômico da época. Mas, seu aniquilamento não matou a memória dos que fizeram. Daí a importância do 20 de novembro em nossa sociedade atual.

A população negra brasileira corresponde a mais de 50% da população geral, e ainda sofre com os resquícios de uma sociedade ra***ta e exploradora, como bem colocou Darcy Ribeiro: escravos ontem, hoje sub assalariado. Quantos médicos negros já te atenderam? Quantos professores negros você teve? Quantos empresários negros são referência no Brasil?

Como o Quilombo dos Palmares, precisamos ser resistência! Devemos combater qualquer tipo de discriminação e preconceito de raça ou etnia. Segundo o Conselho Federal de Psicologia, a Psicologia não pode ser conivente ou se omitir frente ao racismo. O papel do psicólogo é respeitar e compreender que pessoas com identidades e características psicológicas diferentes precisam ter um atendimento que considere suas especificidades. Segundo a psicóloga Célia Zenaide, integrante do CFP, quando se pensa na prática da Psicologia pautada pela raça é possível dar mais qualidade ao atendimento, a partir da equidade.

Por: Patrícia Pacanaro

Referências:
https://site.cfp.org.br/tag/racismo/

https://www.redeasta.com.br/post/por-que-consciencianegra?gclid=CjwKCAiAnIT9BRAmEiwANaoE1Y31Qp7eNo9pRSI

🔸 A lesão autoprovocada intencionalmente é o ato de machucar de propósito o próprio corpo.🔸 Esse fenômeno acontece com m...
28/10/2020

🔸 A lesão autoprovocada intencionalmente é o ato de machucar de propósito o próprio corpo.

🔸 Esse fenômeno acontece com mais frequência na adolescência, podendo se estender até a fase adulta.

⚠️ É um comportamento que requer muita atenção!

🔸 Na publicação de hoje, trouxemos algumas informações a respeito do assunto.

--

Por: Paola Monezzi

Parabéns a todos os professores ✨
15/10/2020

Parabéns a todos os professores ✨

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres no país. A...
15/10/2020

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres no país.

A redução dos fatores de risco e o diagnóstico precoce da doença seguem sendo as principais formas de redução da mortalidade pela doença.

A adoção de alguns hábitos pode reduzir em 28% o risco de uma mulher desenvolver o câncer de mama, tais como: praticar atividades físicas regularmente, alimentar-se de forma saudável, não fumar, ter o peso corporal adequado, evitar uso de hormônios sintéticos em altas doses e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Já o diagnóstico precoce possibilita que as chances de cura sejam muito maiores, chegando a 95%.

Por isso, é necessário que as mulheres conheçam seu corpo e suas mamas, estejam atentas a qualquer alteração que possa indicar alguma anormalidade, e busque atendimento médico para exames periódicos.

🌷

Fontes: FEMANA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama)

INCA (Instituto Nacional de Câncer)

Por: Paola Monezzi

Entrei na brincadeira.Será que ficou parecido? 😅
06/10/2020

Entrei na brincadeira.
Será que ficou parecido? 😅

🔹 O Transtorno Afetivo Bipolar é um transtorno de humor, cuja principal característica é a ocorrência de episódios depre...
02/10/2020

🔹 O Transtorno Afetivo Bipolar é um transtorno de humor, cuja principal característica é a ocorrência de episódios depressivos e maníacos e a transição entre esses episódios. Todavia, essa transição não costuma ser tão rápida quanto imaginamos, e a pessoa acometida por esse transtorno geralmente passa alguns meses vivenciando uma depressão intensa, antes de transitar para a fase maníaca, cuja qual também irá perdurar por algum tempo.⁣

🔸 Durante os episódios depressivos a pessoa passa por momentos de muito desânimo, humor rebaixado, falta de energia, falta de apetite e de prazer com coisas que antes lhe traziam alegria. Durante essa fase a pessoa costuma isolar-se socialmente, evitando contato com todos ao redor, culpando-se por tudo o que acontece, e em alguns casos há até mesmo ideação suicida.⁣

🔹 Já durante os períodos de mania, há uma aceleração psicomotora, e geralmente a pessoa se sente cheia de energia, com o humor elevado. Muitas vezes há o aumento do ritmo normal de trabalho e das atividades sociais (levando a gastos excessivos) e, consequentemente, uma diminuição da necessidade de sono, levando a pessoa a experienciar sensação de grandiosidade e otimismo excessivo. Além disso, durante a fase maníaca pode surgir também um aumento signif**ativo da irritabilidade, e episódios de compulsão ou exposição a situações de risco.⁣

🔸 A pessoa que sofre desse transtorno também pode apresentar episódios mistos, que é a alternância rápida de sintomas maníacos e depressivos. ⁣

🔹 Neste contexto, é importante lembrar que em pessoas acometidas por esse transtorno, por trás de uma irritabilidade excessiva, um comportamento antissocial, um episódio compulsivo, uma banalização dos sentimentos e das situações de riscos, um riso descontrolado ou uma ideação suicida, há um sofrimento psíquico real e verdadeiro, que deve ser tratado corretamente e livre de preconceitos.⁣

Por: Paola Monezzi e Tamires Anjos

Depressão não é doença de rico. Suicídio não é fuga de gente fraca. Não é vitimismo, muito menos necessidade de chamar a...
30/09/2020

Depressão não é doença de rico. Suicídio não é fuga de gente fraca. Não é vitimismo, muito menos necessidade de chamar a atenção. Mas, quando comunicado o sofrimento, precisamos dar toda atenção possível sim a quem sofre.

Emicida compôs essa música para um amigo, que lhe enviou um áudio num momento de desespero. E, f**a nítido o sofrimento genuíno por questões que podem afligir a todos nós. Se nossas escolhas foram certas; qual o nosso papel no mundo; por que o sofrimento não tem fim? A música deixa claro que não são nossas mazelas ou cicatrizes que nos definem. Precisamos ter (e dar) voz para o nosso sofrimento, comunicar nossas necessidades, nossas verdades. E, não nos enquadrarmos dentro de tabus e preconceitos que nos silenciam para favorecer a opressão.

Por isso, decidimos encerrar o SETEMBRO AMARELO assim, com música! A arte nos permite comunicar e ressignif**ar a vida. E, quão signif**ativa é a frase: "Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro".

Música: AmarElo - , part e

O luto é uma experiência muito dolorosa, pois sofrer pelos que partiram não traz apenas a dor da saudade, mas exige um p...
30/09/2020

O luto é uma experiência muito dolorosa, pois sofrer pelos que partiram não traz apenas a dor da saudade, mas exige um processo de muito ajustamento e superação. Quando há uma morte por suicídio, questionamos a nossa própria existência, nossos propósitos e o sentido de nossas vidas. Sentimos nosso mundo desabar. Buscamos uma explicação ou um signif**ado que nos conforte, devido às questões avassaladoras que nos assombram sobre às motivações de quem partiu; a culpa por não termos sido o elo que ligasse o outro a esta vida; as consequências e responsabilidades que a morte de alguém trará sobre o nosso viver.⁣

Todas as pessoas, que tem contato ou recebem a informação de que alguém pôs um fim à sua vida, recebem um impacto tão signif**ativo que podem colocá-las sob o risco futuro de suicídio e, devido a isto, são chamados de “SOBREVIVENTES (sejam familiares, amigos ou conhecidos). Ao tentarem se reorganizar internamente, vivenciam emoções muito intensas, como: angustia, desesperança, depressão, etc. Consequentemente, podem ter dificuldade em estabelecer novos vínculos, usar de forma abusiva o álcool e outras dr**as, desenvolver de transtornos psiquiátricos e desinvestir na sua própria vida. ⁣

Os sobreviventes também se sentem mal pela ambivalência de emoções, a dor da perda associada a raiva, porque se por um lado se compreende que a pessoa que se matou estava sofrendo, por outro o sentimento há o sentimento de abandono. Não conseguir ressignif**ar a experiência da perda pode tornar a dor do luto tão insuportável quanto a dor de quem partiu, e minar o sentido de existir.⁣

O tabu sobre o suicídio impede que as pessoas dialoguem sobre, pelo medo de preconceito, se isolam, não compartilham sua dor, e mesmo em meio ao caos interior, não recorrem nem ao apoio social e muito menos à ajuda profissional, sendo de extrema importância o suporte especializado nesses casos. Portanto, todo indivíduo que sofre uma perda próxima por suicídio deve procurar apoio profissional para lidar com as questões que disparam angustias quase que impensáveis, afim de proteger a sua própria vida e não ser mais uma vítima desta fatalidade.⁣

Por: Patrícia Pacanaro

O suicídio é um tabu. E, o que é tabu? Aquilo que não pode ser dito, pensado. O não-dito, o mal-dito. Mas acontece? Sim....
26/09/2020

O suicídio é um tabu.
E, o que é tabu? Aquilo que não pode ser dito, pensado. O não-dito, o mal-dito.
Mas acontece? Sim. E eu com isso? Exatamente.
Sofrimento existe, tristeza existe, suicídio acontece.
E, se não olhar, não falar, não dizer sobre?
Toda ferida mal cuidada, apodrece. Por isso, o ato contra si mesmo precisa sair do discurso do absurdo. É preciso entrar no discurso do povo, da gente, do que é nosso. Poder falar sobre o assunto é um ato de cuidado, de amor e de atenção para com quem sofre!
Precisamos olhar o elefante branco na sala e bater um papo com ele, convidá-lo para f**ar e contar a sua história. Sem condenar, julgar e distanciar.

Por: Júlio Barbosa

Endereço

Jundiaí, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando E agora, Freud? posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para E agora, Freud?:

Atalhos

Compartilhar

Categoria