Danila Zorzi - Psicóloga Clínica

Danila Zorzi  - Psicóloga Clínica Atendimento Clínico: Adulto / Adolecentes / Infantil e Avaliação Vocacional.

Doenças PsicológicasNos dias de hoje, muitas doenças psicológicas são atribuídas ao estilo de vida, à cultura e à socied...
15/01/2015

Doenças Psicológicas

Nos dias de hoje, muitas doenças psicológicas são atribuídas ao estilo de vida, à cultura e à sociedade em que a pessoa vive.

Pessoas que apresentam uma doença psicológica não costumam exibir manifestações físicas aparentes. Chamadas mais comumente de distúrbios, disfunções, transtornos ou perturbações, muitas doenças psicológicas conhecidas atualmente são atribuídas ao estilo de vida, cultura e sociedade em que a pessoa vive. Depressão e ansiedade são exemplos de doenças psicológicas comuns nas atuais sociedades industrializadas.

Nos serviços de saúde são utilizados como referência o Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM) e a Classificação Internacional de Doenças (CID).

O DSM é um sistema de classificação que organiza cada diagnóstico psiquiátrico em cinco níveis, relacionando neles distúrbios, transtornos, perturbações e disfunções. Esse manual é seguido por todos os profissionais da área de saúde mental.

Eixo I: transtornos clínicos, incluindo principalmente transtornos mentais, bem como problemas do desenvolvimento e aprendizado. Nesse eixo é comum incluir transtornos como depressão, ansiedade, distúrbio bipolar, TDAH e esquizofrenia;
Eixo II: transtornos de personalidade ou invasivos, bem como retardo mental. No eixo II incluem-se transtornos como transtorno de personalidade borderline, transtorno de personalidade esquizoide, transtorno de personalidade antissocial e transtorno de personalidade narcisista;
Eixo III: condições médicas agudas ou desordens físicas;
Eixo IV: fatores ambientais ou psicossociais contribuindo para desordens;
Eixo V: Avaliação Global das Funções (Global Assessment of Functioning) ou Escala de Avaliação Global para Crianças (Children’s Global Assessment Scale) para jovens abaixo de 18 anos.
Assim como o DSM, a classificação das doenças psicológicas no CID também é seguida por profissionais de saúde mental.

1- Transtornos Mentais e do Comportamento

1.1- Transtornos mentais orgânicos, inclusive os sintomáticos;

1.2- Transtornos mentais e comportamentais em decorrência do uso de substância psicoativa;

1.3- Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes;

1.4- Transtornos do humor [afetivos];

1.5- Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o estresse e transtornos somatoformes;

1.6- Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores físicos;

1.7- Distorções da personalidade e do comportamento adulto;

1.8- Retardo mental;

1.9- Transtornos do desenvolvimento psicológico;

1.10- Transtorno do comportamento e transtornos emocionais que aparecem habitualmente durante a infância ou a adolescência;

1.11- Transtorno mental não especificado.

Na seção Doenças Psicológicas você terá acesso a artigos relacionados a transtornos e perturbações mentais que afetam as pessoas nas sociedades atuais. São artigos que informam sobre as causas, sintomas e tratamento dessas doenças.

Vamos aprender mais um pouco sobre elas?

Paula Louredo
Graduada em Biologia

15/01/2015

Há a “prática” inconsciente, frequente, de viver vivendo uma situação imaginária... Simbólica!

Tal “atitude” vem como um mecanismo de defesa que remete a um quadro de carência e insegurança acentuada devido a traumas vividos - e contextos de vida - desde a infância.
É uma forma de o Sujeito suportar o conflito penoso entre seus desejos e a frustração imposta pela “realidade”.

Reedito, pois um escrito em releitura.

Princípios e valores...

É melhor tê-los como SENSORES (belas flores!) - NÃO censores - que brotam para indicar e “iluminar” o caminho, para “auxiliar” - como um “filtro sensor de amor” ao Sujeito - o EGO a “viver e ser” melhor!

Princípios e valores...

Como é bom tê-los como Sensores (belas flores!) e NÃO censores...

Pessoas devem permitir-se viver - em princípios e valores sensores – com menos confrontos, inquietantes, constantes (consigo) e buscas incessantes insuportáveis por situações que se lhes impõem e opõem (a eles: princípios e valores intrínsecos).

Princípios e valores...
SENSORES!

Belas flores (que brotam!)!

(Marcos Castro)

Foto: Marcos Castro

15/01/2015



Hemofilia é um grupo de doenças genéticas hereditárias que prejudicam a capacidade do corpo em controlar a circulação do sangue ou de coagulação, o qual é utilizado para parar a hemorragia de um vaso sanguíneo, quando é quebrado. A hemofilia (deficiência de fator VIII de coagulação) é a forma mais comum de desordem, presente em cerca de 1 em 5.000-10.000 nascimentos do s**o masculino.1 A hemofilia B (deficiência do fator IX) ocorre em cerca de 1 em aproximadamente 20,000-34,000 nascimentos do s**o masculino.

Como a maioria recessiva ligada ao s**o, cromossomo patias X, é mais provável a hemofilia ocorrer em homens do que em mulheres. Isso ocorre porque as mulheres têm dois cromossomos X, enquanto os homens têm apenas um, de modo que o gene defeituoso está garantido a se manifestar em qualquer homem que o carrega. Como as mulheres têm dois cromossomos X e hemofilia é rara, a chance de uma mulher ter duas cópias defeituosas do gene é muito remota, por isso as mulheres são quase exclusivamente portadoras assintomáticas da doença. Mulheres portadoras podem herdar o gene defeituoso de ambos a sua mãe ou pai, ou pode ser uma mutação nova. Embora não seja impossível uma mulher ter hemofilia, é incomum: uma mulher com hemofilia A ou B, teria que ser a filha de ambos hemofílicos transportadores homem e mulher, enquanto que a hemofilia C não ligação ao s**o é devida à deficiência de fator XI coagulante, que pode afetar ambos os s**os, é mais comum em judeus de descendência asquenazes (leste europeu),2 mas rara em outros grupos populacionais.

A hemofilia reduz os níveis do fator de coagulação do plasma sanguíneo 3 dos fatores de coagulação necessários para um processo de coagulação normal. Assim, quando um vaso sanguíneo é lesado, a sarna temporária se forma, mas os factores de coagulação em falta evitam a formação de fibrina, que é necessária para manter o coágulo do sangue. Um hemofílico não sangra mais intensamente do que uma pessoa sem ele, mas pode sangrar por muito mais tempo. Em hemofílicos graves, mesmo uma pequena lesão pode resultar em perda de sangue durando dias ou semanas, ou mesmo nunca curar completamente. Em áreas como o cérebro ou articulações internas, isso pode ser fatal ou permanentemente debilitante.

SINAIS E SINTOMAS:

Os sintomas característicos variam de acordo com a gravidade. Em geral os sintomas são episódios de sangramento interno ou externo, que são chamados de "sangrias".4 Pacientes com hemofilia mais grave sofrem sangramentos mais graves e mais frequentes, enquanto os pacientes com hemofilia leve geralmente sofrem os sintomas mais leves, exceto após a cirurgia ou trauma grave. Hemofílicos moderados têm sintomas variáveis que se manifestam ao longo de um espectro entre formas graves e leves.

Em ambas hemofilias A e B, ocorre sangramento espontâneo, mas um tempo de sangramento normal, tempo de protrombina normal, o tempo normal de trombina, mas prolonga o tempo de tromboplastina parcial. Hemorragia interna é comum em pessoas com hemofilia A grave e algumas pessoas com hemofilia moderada. O tipo mais característico de hemorragia interna é um sangramento articular onde o sangue entra nos espaços articulares.5 Isso é mais comum com os hemofílicos graves e podem ocorrer espontaneamente (sem trauma evidente). Se não for tratada rapidamente, hemorragias nas articulações podem levar a lesões articulares permanentes e desfiguração.5 Sangramento em tecidos moles, como músculos e tecidos subcutâneos é menos grave, mas pode levar a danos e requer tratamento.

20/12/2014

Critérios para o autismo, no DSM-V

A última edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ,o chamado DSM-V, inclui algumas mudanças significativas para os critérios diagnósticos para o autismo, agrupando várias doenças anteriormente separada sem um guarda-chuva. Se você ou seu filho estão no espectro do autismo ou você está no processo de ser diagnosticada, é importante entender essas mudanças no DSM-V, as razões para a nova definição, e como as mudanças podem afetá-lo.

Nossos Critérios Diagnósticos para Transtorno do Espectro do Autismo
Quando um médico ou psicólogo dão o diagnóstico alguém com autismo, ele ou ela compara o comportamento do indivíduo com os critérios estabelecidos no DSM. Se o comportamento se encaixa na descrição listados no texto, então o indivíduo pode ser diagnosticado com um Transtorno do Espectro do Autismo.
A nova revisão do DSMincluída uma definição diferente de TEA (ASD em inglês). Para ser diagnosticado com TEA, o indivíduo deve ter exibido sintomas que começam na infância precoce, e esses sintomas devem comprometer a capacidade do indivíduo em função da sua vida e do dia-a-dia.
Os déficits sociais e de comunicação

A fim de receber um diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo, uma pessoa deve ter as três seguintes déficits:-
- Problemas de interação social ou emocional alternativo - Isso pode incluir a dificuldade de estabelecer ou manter o vai-e-vem de conversas e interações, a incapacidade de iniciar uma interação, e problemas com a atenção compartilhada ou partilha de emoções e interesses com os outros.
- Graves problemas para manter relações - Isso pode envolver uma completa falta de interesse em outras pessoas, as dificuldades de jogar fingir e se engajar em atividades sociais apropriadas à idade e problemas de adaptação a diferentes expectativas sociais.
- Problemas de comunicação não-verbal - o que pode incluir o contatoanormal dos olhos, postura, expressões faciais, tom de voz e gestos, bem como a incapacidade de entender esses sinais não-verbais de outras pessoas.

Comportamentos repetitivos e restritiva
Além disso, o indivíduo deve apresentar pelo menos dois destes comportamentos:

- Apego extremo a rotinas e padrões e resistência a mudanças nas rotinas
Fala ou movimentos repetitivos
Interesses intensos e restritiva
Dificuldade em integrar informação sensorial ou forte procura ou evitar comportamentos de estímulos sensoriais

DSM-V Mudanças para desordens do espectro autista

A última revisão do DSM vai ser lançado Agora em maio de 2013, mas muitos profissionais já estão trabalhando fora das revisões propostas. Há algumas mudanças significativas para a definição de autismo.
Um Transtorno, ao invés de cinco...
Anteriormente, havia cinco transtornos do espectro do autismo, cada um dos quais tinha um diagnóstico único: Transtorno Autista ou autismo clássico, Transtorno de Asperger ,Transtorno Invasivo do Desenvolvimento - Sem Outra Especificação ( PDD-NOS ), Síndrome de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância...

Na última revisão do DSM, esses transtornos não existirá como diagnósticos distintos no espectro do autismo. Em vez disso, com exceção da síndrome de Rett, eles vão ser incluídos no diagnóstico de "Transtorno do Espectro do Autismo." Síndromede Rett vai se tornar uma entidade própria e deixará de ser parte do espectro do autismo.
De acordo com a Associação Americana de PsiquiatriaDSM-V Development Team , os padrões para o diagnóstico de transtornos do espectro do autismo mudaram por várias razões:

Embora seja possível distinguir claramente a diferença entre as pessoas com TEA’s e aqueles com o funcionamento neuro típico, é mais difícil de diagnosticar os sub-tipos válidos e consistente.
Uma vez que todas as pessoas com transtornos do espectro autista exibem alguns dos comportamentos típicos, é melhor para redefinir o diagnóstico por gravidade do que ter um rótulo completamente separado.
Um único diagnóstico de TEA reflete melhor o atual pesquisa sobre a apresentação e patologia do autismo.

Alterações principais critérios diagnósticos

A versão anterior do DSM tinha três critérios principais para diagnóstico:
Desafios de Linguagem
Déficits sociais
Comportamentos estereotipados ou repetitivos
O novo DSM terá apenas duas áreas principais: comunicação social e os déficits e os comportamentos fixos ou repetitivos

O DSM-V DevelopmentTeam explica que é difícil separar os déficits de comunicação e os déficits sociais, uma vez que estas duas áreas se sobrepõem de forma significativa. A comunicação é frequentemente utilizado para fins sociais, e os déficits de comunicação podem afetar drasticamente o desempenho social.

Os atrasos de linguagem não faz parte do Diagnóstico
Anteriormente, uma traso de linguagem foi um fator significativo no diagnóstico de autismo clássico. Além disso, os indivíduos com Transtorno de Asperger não poderia ter um atraso de linguagem, a fim de receber esse diagnóstico.
A nova versão do DSM não incluem atraso de linguagem como um critério para o diagnóstico. Devido atrasos de linguagem podem ocorrer por muitas razões e não foram consistente sem todo o espectro do autismo, a Equipe de Desenvolvimento DSM-V sentiu que eles não devem ser necessária para o diagnóstico.
Como essas mudanças podem afetar você
De acordo com Autism Speaks ,existem algumas maneiras essas revisões poderiam afetá-lo:
A Associação Psiquiátrica Americana ainda não indicou que aqueles que já têm um diagnóstico de TEA será capaz de manter este diagnóstico. Isto significa que algumas pessoas podem precisar de ser reavaliado para ver se cumprem os novos critérios.
Aqueles com síndrome de Asperger, que deixará de ser um diagnóstico,pode querer continuar a usar este rótulo para se descrever. A comunidade de Asperger é bem estabelecida, e mudando o nome pode ser inconveniente e incômodo. Não está claro se esta etiqueta continuará a ser usa do informalmente.
Os requisitos rigorosos para os sintomas centrais do TEA pode resultarem menor número de pessoas diagnosticadas. Isto pode afetar especialmente diagnóstico de crianças pequenas, que ainda não pode mostrar todos os sinais de autismo.
Se você tiver preocupações sobre se você ou seu filho pode perder o seu diagnóstico, conta o seu médico para obter mais informações. Apenas o seu médico conhece os sintomas específicos que afetam você ou seu filho.
Verdadeiramente um Espectro
Embora a definição de autismo está a mudar, as características principais da doença permanecem as mesmas. Uma vez que as pessoas com todos os níveis de autismo apresentam muitas das mesmas características, mas variam no grau ao qual eles exibem eles, os novos critérios DSM-V pode refletir melhor que o autismo é um espectro de, ao invés de um grupo de doenças distintas.

30/11/2014

UMA INTRODUÇÃO À PSICOTERAPIA

por Artur Scarpato

A Psicoterapia é um método de tratamento, uma aplicação dos conhecimentos da Psicologia e da Psicopatologia na clínica psicológica, sendo também chamada de Psicologia Clínica.

A psicoterapia é um valioso recurso para lidar com as dificuldades da existência em todas as formas que o sofrimento humano pode assumir como transtornos psicopatológicos, distúrbios psicossomáticos, crises existenciais , estados de sofrimento, conflitos interpessoais, etc.

A psicoterapia é também um espaço favorável ao crescimento e amadurecimento, um lugar/tempo/modo privilegiado de criar intimidade consigo mesmo, de estabelecer diálogos construtivos e transformar padrões estereotipados de funcionamento, restabelecendo o processo formativo e criativo de cada um.

A Psicoterapia oferece uma oportunidade de compreender e mudar os padrões relacionamento interpessoal. Os problemas vinculares são fonte de incontáveis sofrimentos, favorecendo a ocorrência de inúmeras doenças.

Em alguns casos, a Psicoterapia cumpre também uma função de educação para a vida, oferecendo um espaço de aprendizado, com instrumentos e conhecimentos que podem ajudar na orientação e condução da vida. Esta função torna-se fundamental em situações de desestruturação decorrente de crises ou casos de imaturidade psicológica, quando a pessoa se sente verdadeiramente inapta para lidar com os enfrentamentos e dificuldades em sua vida.

ALGUMAS APLICAÇÕES DA PSICOTERAPIA

A psicoterapia é um processo que permite transformações profundas da pessoa, com resultados evidentes em diversas situações como:

tratamento de transtornos psicológicos como transtorno do pânico, fobias, transtorno dissociativo, depressão, anorexia, estresse pós traumático etc.
tratamento de transtornos de personalidade como transtorno borderline, transtorno esquizóide, transtorno paranóide, etc
trabalho sobre conflitos pessoais, conjugais, familiares, interpessoais e grupais que podem produzir ou contribuir para o sofrimento psicológico.
elaboração de crises existenciais, de transições difíceis (luto, crises profissionais, etc) e dificuldades nas mudanças de fases de vida (puberdade, adolescência, vida adulta, menopausa, envelhecimento, etc.)
A Psicoterapia pode trazer enormes benefícios como:

desenvolvimento da capacidade de autogerenciamento, aprendendo a dialogar com os estados internos, a regular os estados emocionais e adquirir autonomia.
desenvolvimento da capacidade de auto-observação e auto-reflexão
sair dos padrões estereotipados e criar novas narrativas de si, novos modos de compreender e conduzir a própria vida
desenvolver habilidades interpessoais como capacidade empática - saber se colocar no lugar do outro -, capacidade de comunicação, assertividade, resolução de conflitos, etc.
fortalecimento psicológico - ampliação da resiliência - para aumentar a tolerância e a capacidade de crescer com as dificuldades que a vida apresenta.
favorecer a saúde integral, física e psicológica
busca de sentido existencial
amadurecimento psicológico

UMA ABORDAGEM INTEGRADA

A Psicologia Clínica ocupa um lugar fundamental na área da saúde, por oferecer uma visão integrada do ser humano, incluindo as dimensões psíquica, orgânica, social e espiritual agindo conjuntamente na produção da existência humana, assim como de seus equilíbrios e desequilíbrios.

Não é possível hoje se falar em "doenças orgânicas" sem uma consideração pela dimensão psicológica e emocional, sendo evidente a natureza psicossomática da existência humana.

Já há algum tempo as pesquisas científicas tem demonstrado que as experiências de vida influenciam diretamente o processo de ativação genética, assim como influenciam as mudanças estruturais que ocorrem no cérebro. Deste modo torna-se cada vez mais artificial a distinção entre doenças mentais e doenças orgânicas (1).

Cada ser humano - psicossomático por natureza - vive uma história de interações, encontros e acontecimentos em que as doenças, quer se manifestem mais no corpo ou na "mente", sofrem forte influência dos desequilíbrios existenciais e de soluções inadequadas de vida. Os aspectos psicológicos participam não somente da formação de muitas doenças como tem um papel fundamental na sua recuperação. A psicoterapia oferece recursos importantes para uma compreensão mais ampla do processo de adoecimento assim como estratégias para uma vida mais saudável e integrada.

AS ABORDAGENS TEÓRICAS

Há diversas escolas teóricas na Psicologia que podem ser agrupadas em cinco principais perspectivas, com seus ramos e derivações:

- Psicodinâmica (Psicanálise, Psicologia Analítica, etc)

- Humanista (Gestalt, Psicodrama, etc)

- Corporal (Reichiana, Bioenergética, etc)

- Cognitivo-comportamental

- Sistêmica

A diversidade decorre tanto da complexidade do tema - a psique humana - como da origem e desenvolvimento da Psicologia a partir da influência de diferentes ramos do conhecimento, da Filosofia, da Medicina, das Religiões, etc.

No geral, as diferentes abordagens teóricas apresentam alguns elementos básicos, como: (1) uma teoria sobre o funcionamento menal, (2) uma teoria do desenvolvimento, (3) uma explicação sobre a origem do sofrimento (psicopatologia) e (4) uma visão sobre o processo terapêutico.

Ultimamente tem sido comum que terapeutas de uma abordagem teórica utilizem técnicas originadas em outras escolas. A busca de melhores resultados na clínica parece estar promovendo estes intercâmbios. Talvez isto indique um movimento na Psicologia de integração entre as diferentes abordagens teóricas.

OS TIPOS DE PSICOTERAPIA

Há alguns tipos de psicoterapia, conforme as necessidades e a configuração dos problemas, sendo o s principais:

Psicoterapia Individual para crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Psicoterapia de Grupo
Psicoterapia de Casal
Psicoterapia de Família
Psicoterapia Institucional
OS PRAZOS VARIAM COM OS OBJETIVOS

Um século de pesquisas e desenvolvimento permitem que a Psicoterapia alcance resultados cada vez maiores e mais significativos.

No geral, os prazos de tratamento são relativos aos objetivos almejados e à gravidade do problema.

Há vários desenvolvimentos recentes em psicoterapias breves, que são focadas em objetivos específicos. Atualmente é possível atingir resultados significativos em períodos de 6 a 12 meses e há processos terapêuticos mais profundos que se encerram satisfatoriamente em prazos inferiores a 3 anos.

Há casos que demandam um trabalho terapêutico mais demorado, geralmente com problemática mais séria, envolvendo traumas precoces, desorganização psicológica, problemas vinculares, imaturidade psicológica etc. Estes trabalhos podem exigir anos de trabalho contínuo, compensados por mudanças significativas que o trabalho psicoterapêutico pode propiciar.

Algumas pessoas encontram na terapia um ambente fundamental de acompanhamento de seu processo de vida, de auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal, onde são trabalhadas transformações profundas ao longo de vários anos. São situações em que o processo terapêutico não tem um prazo definido, em comum acordo entre o profissional e o cliente.

Apesar de poder parecer, à primeira vista, um tratamento oneroso em termos de tempo e dinheiro, a psicoterapia tem se mostrado, na realidade, um modo econômico de tratamento. Pesquisas indicam, por exemplo, que a psicoterapia diminui os índices de consumo de medicamentos e de internações hospitalares(2). A psicoterapia tem se mostrado também um tratamento economicamente compensador por prevenir e tratar problemas psicológicos que, quando não tratados, trazem enormes prejuízos financeiros para as pessoas, as famílias e mesmo para a economia do país (3).

Os tratamentos psicológicos demonstram uma grande potência de transformação das vidas, compensando os investimentos realizados.

O VÍNCULO NA PSICOTERAPIA

O ser humano nasce, cresce e vive em ambientes vinculares . Destes ambientes depende seu bem estar e suas realizações na vida. Os problemas vinculares - da primeira infância à terceira idade - afetam profundamente a capacidade que as pessoas têm de amar, trabalhar e viver. A psicoterapia é um espaço para se esclarecer e transformar estas dificuldades vinculares. Este processo ocorre através de uma relação saudável com um profissional eticamente comprometido e tecnicamente qualificado.

A base de uma boa terapia está na relação terapêutica. A boa terapia se desenrola num enquadre clínico com um vínculo que favorece este processo. Aí está um dos segredos desta arte e ciência: criar um ambiente que permita a revelação do mundo interno e favoreça o desenvolvimento do processo singular de cada um. Neste clima é possível que o ser mais oculto e amedrontado se mostre, seja ouvido e transforme-se, que o processo formativo possa prosseguir formando vida.

POR QUE A PSICOTERAPIA FUNCIONA ?

As pesquisas demonstram uma grande eficácia da psicoterapia (4). Mesmo as recentes tecnologias de mapeamento cerebral têm permitido demonstrar como o tratamento psicológico age transformando o funcionamento cerebral. A eficácia do tratamento psicológico, que já era conhecida há várias décadas, tem sido corroborado recentemente pelos novos conhecimentos das neurociências (5).

Existem centenas de livros e pesquisas explorando e explicando porque a psicoterapia funciona. Porém, como simples exercício de compreensão, vamos listar alguns motivos para tentar entender um pouco sobre a efetividade da psicoterapia.

No início da lista, organizada num continuum que vai do mais simples ao mais complexo, temos aqueles motivos que são comuns a outras relações de ajuda, mesmo não profissionais, como uma conversa íntima com um amigo, uma conversa sobre um problema pessoal com um professor, um médico, etc. Avançando na lista vamos chegando aos motivos que são próprios da psicoterapia, até aqueles que lhe são exclusivos - possíveis pelo meticuloso treinamento teórico e técnico adquirido pelo psicólogo em sua trajetória de formação profissional.

Eis alguns motivos pelos quais a psicoterapia funciona:

1 Ao dividir um problema você passa a ter "meio" problema. Compartilhar ajuda a aliviar a carga emocional e o sofrimento

2 Os vínculos de ajuda têm um poder curativo. É mais fácil superar as dores através de uma relação autêntica de respeito mútuo do que sozinho. A relação terapêutica é uma relação de ajuda, de compreensão e apoio.

3 O psicólogo clínico (psicoterapeuta) é um outro , com o olhar e a perspectiva de um outro, o que lhe ajudará ver a sua vida de um modo diferente, lhe fazer perguntas diferentes, ajudá-lo a perceber as coisas de um ângulo que você não tinha visto antes e nem suspeitava ser possível. Assim, a psicoterapia faz você parar para refletir sobre a própria vida. Parar, observar e refletir permite muitas mudanças de orientação, sentido, rumo e aprofundamento da experiência de vida.

4 O psicoterapeuta conhece teorias psicológicas que ajudam na compreensão do que ocorre com você, auxiliam a identificar o que pode estar errado em sua vida, a direção que você está seguindo e as mudanças de rumo necessárias. A partir de seu conhecimento, o psicólogo pode apontar o que olhar, como olhar e o que fazer com o que se descobre, para que estas descobertas possam ser construtivas em sua vida.

5 O psicoterapeuta conhece métodos de investigação que tornam possível descobrir aspectos da sua personalidade que seriam inacessíveis a uma observação não treinada ou a uma conversa comum. Há um amplo espectro de técnicas de investigação psicológica que permitem esclarecer problemas de modo extremamente eficaz.

6 O psicoterapeuta domina técnicas terapêuticas que ajudam a realizar mudanças psicológicas profundas.

7 O psicoterapeuta está preparado para te compreender a partir do vínculo que você estabelece com ele, das respostas emocionais que você suscita nele. Em seu treinamento ele afinou a si mesmo como instrumento de trabalho para reconhecer pequenas nuances do que você mostra na relação com ele (e consequentemente com "os outros") e assim poder compreender seus modos de vinculação e suas dificuldades nos relacionamentos.

8 O psicoterapeuta é capaz de oferecer uma presença autêntica no vínculo com você. Esta relação funciona como catalisador de processos de mudança necessários em sua vida, incluindo a superação dos efeitos de traumas de relacionamentos anteriores.

9 O psicoterapeuta passou por todos estes passos anteriores, tendo estado em todos os papéis, como cliente, como profissional e como observador, o que o habilita a "sentir-se em casa" em situações difíceis , poder caminhar por terrenos inóspitos, cheios de sofrimento e problemas emocionais e saber ajudar seu cliente a encontrar um caminho de melhora.

10 O psicoterapeuta inicia seu cliente num caminho de transformação pessoal. Isto é possível porque o psicoterapeuta tem um know-how, um saber fazer que vai além do conhecimento formal, da teoria e da técnica. É um saber baseado na experiência, experiência de vida e experiêcnia da clínica.

Esta lista poderia ser estendida e aprofundada, mas pretendemos com ela dar uma idéia ao público leigo da natureza do trabalho da Psicologia Clínica numa linguagem diferente daquela do universo teórico, técnico e científico habitual na Psicologia.

UM CAMINHO DE MUDANÇA

O processo terapêutico é como atravessar um túnel. Neste túnel você vai rever muitas cenas da historia da sua vida de um ângulo completamente novo, fazendo conexões inusitadas entre os eventos e percebendo a potência do passado para moldar quem você é hoje e a potência do presente para construir novas possibilidades de vida.

Na travessia deste túnel você vai aprender a reconhecer os seus padrões de comportamento que levam você a se comportar de modo parecido em situações diferentes, muitas vezes "repetindo os mesmos erros". Você vai aprender a reconhecer o "como" do seu comportamento, como você age, como se relaciona, como pensa, como sente e vai aprender caminhos para poder influenciar e transformar estes padrões.

Esta é uma travessia acompanhada, acompanhada de alguém que pode ajudar você a se compreender. Alguém que pode te ajudar a transformar o seu jeito de ser, a mudar e a se conhecer profundamente. É uma travessia que pode mudar profundamente a sua vida.

por Artur Scarpato

30/11/2014

PSICOLOGIA HUMANISTA:

SOBRE A PSICOLOGIA HUMANISTA:

A psicologia humanista surgiu na década de 50, ganhando força nos anos 60 e 70, como uma reação às idéias psicológicas pré-existentes - o behaviorismo e a psicanálise - embora não quisesse revisá-las ou adaptá-las, mas dar uma nova contribuição à psicologia.

As críticas ao comportamentalismo giravam em torno de sua abordagem estreita, artificial e estéril da natureza humana, que reduzia o homem à máquinas e animais propensos ao condicionamento. A divergência à psicanálise se mostrava no questionamento à ênfase no inconsciente, nas questões biológicas e eventos passados, no estudo de pessoas neuróticas e psicóticas e na compartimentalização do indivíduo.

O movimento humanista teve forte influência das filosofias existenciais e da fenomenologia. As convicções e as certezas começam a ruir no século XX, quando a razão começa a entrar em crise devido à existência da corrida armamentista e à pouca contribuição dos avanços tecnológicos na diminuição da desigualdade social no mundo. O existencialismo tem o homem como ponto de partida nos processos de reflexão e a fenomenologia, a consciência do ser sobre algo, a investigação da experiência consciente: o fenômeno. Com Heidegger, filósofo fenomenológico, há um retorno à teoria do conhecimento e das questões ontológicas. O ser e a existência do todo passa a ser a questão central.

O existencialismo fenomenológico, enquanto método apreendido pelo movimento humanista, se pauta em três questões:

- redução fenomenológica
Recurso para se chegar ao fenômeno em sua essência, considerando a sua totalidade e visando, deste modo, a incorporação de uma atitude crítica perante o cotidiano. A concordância entre a intuição, que ocorre na imediatez da vivência, e a significação se faz essencial para a aproximação da realidade observada. A busca pela essência do sintoma permite a recapitulação da realidade total, pois somente ela consente o conhecimento dos fatos.

- intencionalidade
Atribuição de sentido do fenômeno, onde a consciência e o objeto, o sujeito e o mundo estão unificados. Quando esta fusão ocorre, a totalidade é apreendida e a decisão torna-se um processo consciente e libertador. O sujeito pensante e o objeto pensado tornam-se uno. A intencionalidade só surge após a compreensão da realidade, obtida, por sua vez, pela redução fenomenológica.

- subjetividade e intersubjetividade
O encontro entre a própria subjetividade e a do outro é chamado de intersubjetividade. É ela que, através da pluralidade de constituições de vários sujeitos, dá sentido ao mundo. O acoplamento entre a intra-subjetividade e a intersubjetividade é a única forma de efetivação de uma comunicação verdadeira, que faculta a chegada à essência.

É importante frisar que a fenomenologia não visa a explicação do objeto; as coisas, sim, que quando apreendidas, se tornam um momento fenomenológico. A função de sua abordagem é permitir a elaboração de conceitos que expressem adequadamente o fenômeno que se pretende estudar. São estes conceitos que auxiliam a pessoa a como proceder no dia-a-dia, uma vez que a história só é construída à medida que as coisas recebem significados. Logo, embora a realidade exista per si, sofre ressignificação no encontro com a realidade íntima de cada um, o que a torna fluída. O processo terapêutico deve, portanto, conectar a experiência interior ao mundo da objetividade.

A grande contribuição desta nova escola pode ser vista na ênfase da experiência consciente, na crença na integralidade entre natureza e a conduta do ser humano, no livre-arbítrio, espontaneidade e poder de criação do indivíduo, e no estudo de tudo que tenha relevância para a condição humana. Somente mediante a perspectiva da totalidade, que a consciência é entendida.Esta, por sua vez, deve ser submetida à temporalidade, impedindo-a de ficar estática e desmistificando a existência de uma realidade pura. Seu valor reside na relação que estabelece entre as realidades. Experienciar o tempo presente como uma totalidade que sinaliza a integração eu-mundo é fundamental para a libertação das exigências compulsivas do passado e futuro.

A aplicação prática dos conceitos da fenomenologia existencial revelará a direção na formulação de uma nova percepção e na solução de problemas por meio de uma mudança consistente. A lógica da mudança passa por passos - partes, totalidade, consciência, intencionalidade e ação - que devem ser trabalhados na terapia.

O otimismo acerca da liberdade e do potencial humano é bastante revelador das crenças do movimento. Para atingi-los, a terapia faz uso da mais alta gama de instrumentos, desde a validação da introspecção e da intuição como fonte preciosa de informação, até a análise da literatura.

A teoria humanista tem como principais teóricos Abraham Maslow (1908-1970) e Carl Rogers (1902-1987), os maiores responsáveis pela projeção dos seus postulados no mundo. O primeiro, americano, foi considerado o pai espiritual do movimento humanista. Maslow abandona o comportamentalismo, abraçado no início de sua carreira, por passar a acreditar na tendência inata que cada pessoa traz em si para se tornar auto-realizadora. Este seria o nível mais alto da existência humana, onde a realização do potencial de cada indivíduo seria conquistada. A existência de níveis a serem satisfeitos foi proposta por ele através da hierarquia das necessidades. De acordo com Maslow, estas necessidades seriam inatas e deveriam obedecer a uma ordem de saciação, que se encontra representada na pirâmide abaixo. A grande novidade trazida por Maslow, para a psicologia, foi os estudo de pessoas, consideradas por ele, saudáveis, através dos quais formulou suas teorias.

O segundo, também americano, teve o seu trabalho pautado no valor do indivíduo desde o início. Diferentemente do seu contemporâneo, suas visões advieram do tratamento de indivíduos emocionalmente perturbados. Rogers trabalhou com um conceito semelhante ao da auto-realização de Maslow: a existência de uma única motivação avassaladora que se configura na tendência inata que cada pessoa tem de atualizar as capacidades e potenciais do eu, a tendência atualizante. Ele também defendeu a idéia de autoconceito como sendo um padrão organizado e consistente de características percebidas em cada um desde a infância. Na medida em que se acumulam novas experiências, este conceito pode ser reforçado ou ser substituído por novos. Experiências infantis podem ajudar ou prejudicar a auto-atualização, ainda que esta seja inerente ao homem, mas, de forma alguma, são podem ser consideradas determinantes. A capacidade do homem de poder alterar consciente e racionalmente seus pensamentos e comportamentos indesejáveis fornece ao presente um grande peso na formação da personalidade do indivíduo. Para ele, os indivíduos bem ajustados psicologicamente têm autoconceitos realistas, sendo a angústia psicológica advinda do impasse ou desarmonia entre o autoconceito real (o que se é de fato) e o ideal para si (o que se deseja ser). Por isso, Rogers defendia que o cliente deveria determinar o conteúdo e a direção do tratamento, uma vez que este tem dentro de si vastos recursos para o auto-entendimento e para alterar o autoconceito. O termo terapia centrada no cliente deriva desta idéia e esta é encarada apenas como um facilitador.

As principais críticas ao movimento são atribuídas ao seu escopo vago e à sua falta de cientificidade, tendo seus próprios expoentes reconhecido a sua não aceitação na filosofia da ciência. Tal fato é notado na pouca porcentagem (1%) destinada à psicologia humanista nos livros da área e, ainda assim, fazendo menção apenas à hierarquia das necessidades de Maslow e à terapia centrada na pessoa de Rogers, embora 15 % dos psicólogos atuantes no mundo tenham adotado tal linha. Outros pontos questionáveis desta teoria são a crença de que sua prática não daria suporte necessário às pessoas com distúrbios mais graves, e a confiança na formulação do autoconceito do cliente durante o seu tratamento. Muitos estudiosos, ainda, não a consideram diferenciada suficientemente da gestalt a ponto de justificar a existência de um nome próprio.

Tudo isso fez com que a psicologia humanista tenha sido considerada pelos seus próprios formuladores apenas uma experiência. Não obstante as críticas, a promoção de métodos terapêuticos que acentuam a auto-realização, a responsabilidade pessoal e a liberdade de escolha, além da consideração do contexto familiar, social e de trabalho em que a pessoa se insere, foram de suma importância na ratificação de mudanças já em curso.

No Brasil, a ditadura era uma realidade, ainda que, no mundo, houvesse grande incentivo à liberdade de escolha. Apesar dos entraves políticos, a influência humanista é sentida aqui quando há, finalmente, o processo de regulamentação da profissão e estabelecimento do curso com a lei 4119 de 27 de agosto de 1962. Neste currículo, já aparece de forma seminal a psicologia humanista.

O psicólogo Carl Rogers, conhecido internacionalmente, veio ao país – mais precisamente ao Rio de Janeiro e Recife -, para realizar workshops e difundir suas idéias. Em entrevista à revista Veja em 1977, Rogers cita os principais pontos de sua teoria e afirma, categoricamente, que a abordagem centrada na pessoa é de fácil convivência na democracia.

A grande aceitação da abordagem de Rogers, no Brasil, aconteceu principalmente nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e na Capital Federal, onde vários centros divulgam e formam psicólogos especialistas na abordagem centrada na pessoa.

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