05/08/2026
Por muitos anos, eu também achei que o corpo era o problema.
Achava que alguns sintomas simplesmente faziam parte da vida.
Que era normal viver cansada.
Que era normal apertar os dentes.
Que era normal ter dores constantes.
Que era normal adoecer repetidas vezes.
Mas, ao longo da minha trajetória clínica, comecei a perceber uma pergunta que poucas mulheres faziam a si mesmas:
O que eu tenho carregado?
Muitas mulheres vivem tentando corresponder às expectativas de todos.
Engolem o que gostariam de dizer.
Suportam relações que já as machucam.
Assumem responsabilidades que não são delas.
Sentem culpa quando colocam limites.
Acreditam que precisam dar conta de tudo.
E, pouco a pouco, deixam de ocupar o próprio lugar.
Foi isso que me fez entender que, além de investigar o funcionamento do corpo, também precisamos olhar para a forma como estamos vivendo.
Porque, às vezes, o maior peso que carregamos não está nos ombros.
Está na dificuldade de dizer “não”.
Na necessidade de agradar.
No medo de decepcionar.
Na sensação de que precisamos sustentar tudo sozinhas.
Talvez hoje seja um bom dia para se perguntar:
O que eu continuo carregando que nunca foi minha responsabilidade?
💬 Quero saber de você: qual desses sintomas ou reflexões mais chamou sua atenção?