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Onde está a lesão? Essa é a pergunta que mais aproxima do diagnóstico certo 🧠Os tumores glioneuronais e neuronais são ra...
18/09/2026

Onde está a lesão? Essa é a pergunta que mais aproxima do diagnóstico certo 🧠

Os tumores glioneuronais e neuronais são raros, mas seguem padrões de imagem surpreendentemente característicos quando você organiza o raciocínio pela localização: cortical, substância branca, periventricular, linha média, cerebelo, intraventricular ou leptomeníngeo.

Cada território tem seus "suspeitos de sempre" do ganglioglioma no lobo temporal do paciente jovem com epilepsia ao neurocitoma central junto ao septo pelúcido, passando pelo padrão tigroide típico da doença de Lhermitte-Duclos no cerebelo.

A grande virada da OMS 2021 não foi nomear mais entidades foi mostrar que localização, morfologia e genética precisam ser lidas juntas.
📌 Fecha aqui a trilha "tumores que parecem, mas não são".

Salva os três carrosséis — viram seu guia de bolso no diagnóstico diferencial.

Dr. Ramon S. Junqueira
Neurocirurgia | RQE nº 71894

Topografia é diagnóstico: continuando a trilha dos tumores glioneuronais.Junto ao ventrículo, PGNT e MGNT entram no dife...
16/09/2026

Topografia é diagnóstico: continuando a trilha dos tumores glioneuronais.

Junto ao ventrículo, PGNT e MGNT entram no diferencial pela fusão PRKCA e mutação PDGFRA. Na linha média — quarto ventrículo, aqueduto, tálamo — pense em RGNT. No cerebelo, dois padrões quase fecham o caso sozinhos: o aspecto tigroide da doença de Lhermitte-Duclos e a gordura macroscópica do liponeurocitoma. E no septo pelúcido, o clássico neurocitoma central, com seu aspecto em "bolhas de sabão".

Próximo carrossel: acometimento leptomeníngeo, fechando a trilha completa.

Dr. Ramon S. Junqueira
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Onde está a lesão? Essa pergunta já reduz metade do diagnóstico diferencial.Nos tumores glioneuronais, cada território c...
14/09/2026

Onde está a lesão? Essa pergunta já reduz metade do diagnóstico diferencial.

Nos tumores glioneuronais, cada território cerebral tem seus "suspeitos de sempre". No córtex, paciente jovem com epilepsia aponta para ganglioglioma, gangliocitoma ou DNET. Na substância branca, nódulos subcorticais agrupados sugerem o MVNT.

Localização + morfologia + genética: esse é o raciocínio que a OMS 2021 consolidou.
Próximo carrossel: lesões periventriculares, de linha média e do cerebelo.

Dr. Ramon S. Junqueira
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Se a lesão dural crescer rápido demais, sangrar, necrosar ou não tiver hiperostose... talvez ela não seja o que parece.R...
11/09/2026

Se a lesão dural crescer rápido demais, sangrar, necrosar ou não tiver hiperostose... talvez ela não seja o que parece.

Reuni aqui os principais "imitadores de meningioma" descritos na literatura recente do tumor fibroso solitário aos sarcomas intracranianos raros, passando pelas entidades de diferenciação incerta que só a genética consegue definir.
O ponto central: a morfologia levanta a suspeita, mas cada vez mais é o perfil molecular (STAT6, ALK, CIC::DUX4, DICER1...) que fecha o diagnóstico — e em alguns casos, ainda abre porta pra terapia-alvo.

📌 Guarda esse post. Vai ser útil na próxima lesão dural que não fechar o quadro clássico de meningioma.

Dr. Ramon S. Junqueira
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Nem toda lesão dural redondinha e bem delimitada na RM é meningioma — e essa confusão pode custar tempo (e conduta).A 5ª...
09/09/2026

Nem toda lesão dural redondinha e bem delimitada na RM é meningioma — e essa confusão pode custar tempo (e conduta).

A 5ª edição da classificação da OMS para tumores do SNC (WHO CNS5) trouxe uma mudança importante: hoje, o diagnóstico dos tumores mesenquimais não meningoteliais exige olhar para três frentes ao mesmo tempo onde a lesão está, como ela se comporta na imagem e o que a biologia molecular revela.

Isso significa que perfis moleculares específicos (como NAB2::STAT6 ou fusões FET::CREB) hoje fazem parte do raciocínio diagnóstico, não só a morfologia.

Nos próximos carrosséis, vou aprofundar os principais "imitadores de meningioma" que todo neurorradiologista (e neurocirurgião) precisa ter no radar.

📌 Salva esse post — ele vai virar sua referência rápida.

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30 mil.Não é só um número, são 30 mil pessoas que decidiram confiar no conhecimento como caminho pra entender melhor a p...
01/09/2026

30 mil.

Não é só um número, são 30 mil pessoas que decidiram confiar no conhecimento como caminho pra entender melhor a própria saúde.

Cada dúvida respondida, cada conteúdo compartilhado, cada mensagem de vocês reforça o motivo de eu estar aqui.

Gratidão de verdade por cada um que acompanha esse trabalho. Isso é só o começo.

HPN x Ex-Vácuo: a reversível e a impostora. Duas condições que chegam parecidas na tomografia: ventrículos aumentados, p...
31/08/2026

HPN x Ex-Vácuo: a reversível e a impostora. Duas condições que chegam parecidas na tomografia: ventrículos aumentados, pressão intracraniana normal, mas que pedem condutas completamente opostas. Saber diferenciá-las é essencial, porque uma é tratável e a outra não deve nem chegar perto de uma cirurgia.

A Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) é idiopática e típica de idosos. A pressão intracraniana sobe apenas em picos intermitentes, por isso, a punção lombar de rotina sai normal, apesar dos ventrículos dilatados. Clinicamente, ela se manifesta pela tríade clássica: incontinência urinária, marcha magnética (aquele arrastar de pés característico) e declínio cognitivo.

O diagnóstico se confirma com o tap test, a retirada de grande volume de líquor que, se melhorar a marcha do paciente, prediz boa resposta à derivação ventrículo-peritoneal (DVP). É uma das raras causas de demência potencialmente reversível.

Já a Ventriculomegalia Ex-Vácuo é a grande impostora do diagnóstico diferencial. Aqui não existe hidrocefalia de verdade: o cérebro atrofiou por Alzheimer, HIV avançado, doença de Pick, Huntington ou esquizofrenia e os ventrículos apenas ocuparam passivamente o espaço que sobrou. O fluxo e a absorção do líquor permanecem normais, e a tríade da HPN está ausente.

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Diferente da forma comunicante, aqui o problema não é de reabsorção é de trânsito. Na hidrocefalia obstrutiva (ou não co...
28/08/2026

Diferente da forma comunicante, aqui o problema não é de reabsorção é de trânsito. Na hidrocefalia obstrutiva (ou não comunicante), algo impede fisicamente a passagem do líquor dentro do próprio sistema ventricular.

O ponto mais estreito e, por isso, mais vulnerável a esse tipo de obstrução é o aqueduto cerebral, cuja estenose representa a causa congênita mais comum. Mas o bloqueio também pode vir de um cisto coloide, tipicamente localizado no terceiro ventrículo, ou de tumores como meduloblastoma, ependimoma e tumores da região pineal.

O achado radiológico é bastante característico: apenas os ventrículos localizados antes do ponto de obstrução se dilatam, enquanto o restante do sistema permanece com dimensões normais. Esse padrão assimétrico de dilatação não é só um detalhe de imagem é a própria chave diagnóstica, porque ele aponta exatamente onde está a lesão.

Dr. Ramon S. Junqueira
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Você sabia que nem toda hidrocefalia surge de um bloqueio físico? Na hidrocefalia comunicante, o problema não é uma obst...
26/08/2026

Você sabia que nem toda hidrocefalia surge de um bloqueio físico? Na hidrocefalia comunicante, o problema não é uma obstrução nas vias de circulação do líquor, mas sim uma falha na sua reabsorção.

As granulações aracnóideas, responsáveis por devolver o líquido cefalorraquidiano à circulação venosa, perdem eficiência, geralmente porque foram cicatrizadas por um processo inflamatório anterior, como uma meningite ou uma hemorragia subaracnóidea.

O resultado é um acúmulo progressivo de líquor que se distribui por todo o sistema ventricular, e é justamente essa dilatação difusa e simétrica que ajuda a diferenciar esse quadro dos casos obstrutivos. Clinicamente, o paciente evolui com sinais de hipertensão intracraniana: cefaleia persistente, papiledema ao fundo do olho e, nos casos mais graves, risco real de herniação cerebral.

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