Fátima Windlin Psicóloga

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Fátima Windlin Psicóloga Consultório de Psicologia com atendimento individual, familiar e de casais.

O desejo é da estrutura do sujeito humano, não é escolha, o desejo está na constituição. Sustentar um desejo quando ele ...
02/08/2026

O desejo é da estrutura do sujeito humano, não é escolha, o desejo está na constituição.

Sustentar um desejo quando ele começa a confrontar com a realidade, com a imperfeição e a responsabilidade pelas consequências, quando ele.comeca a exigir renúncias e constância é outra coisa.

Desejar uma vida com alguém não significa estar preparada para ela. E nas relações amorosas como isso acontece?
Existem homens, mulheres também, apaixonados pela ideia do amor, do construir juntos, etc. Quando encontra alguém, dá aquela sensação de "finalmente!" Mas totalmente despreparados para viver o cotidiano quando os compromissos, as diferenças, as renúncias e constância com a relação aparecem.

Desejar uma vida a dois não significa estar preparado para construi_la, isso exige prática, investimento emocional, não é só desejar.

Por que as pessoas não cumprem o que prometem sobre construir futuro juntos, construir a casa dos sonhos, conhecer e até construir uma família?
Pode não ser manipulação e frieza, embora possa ser, mas as vezes a pessoa acredita naquele momento e naquilo que está sentindo no agora, cria uma história mas não calcula a prática.

Existem pessoas apaixonadas pela ideia do amor mas completamente despreparadas para viver o cotidiano e as responsabilidades que uma vida a dois exige. Antes de fazer promessas, pense no que você está buscando na prática, pois desejo não se materializa só pelo desejo, a realização é uma escolha de futuro.

Toda relação comprometida exige conversas difíceis, prioridades, renúncias, acordos, rotina e responsabilidade afetiva. Quando existe a confusão entre desejo e prática muitos descobrem que queria o sentimento e não o compromisso que acompanha esse sentimento, e vão embora, ou continuam no discurso, confundem intensidade com capacidade.

Quando conhecer alguém responda a pergunta: o comportamento dele/dela continua coerente com aquilo que ele diz querer? Palavras impressionam, constância confirma.

Existencialmente,  a dor do rompimento não se explica so pelo afeto, mas pelo colapso de tudo aquilo que se construi em ...
14/01/2026

Existencialmente, a dor do rompimento não se explica so pelo afeto, mas pelo colapso de tudo aquilo que se construi em torno do outro. Identidade, projetos, tempo, futuro, sentido....

Mesmo quando a relação está adoecida, ela ainda é um lugar habitado, e todo lugar habitado oferece uma forma de pertencimento, ainda que dolorosa.

O rompimento é uma pequena"morte". Nao morre apenas a relação, morre a versão de si que existia dentro dela. Morre o nós que organizava a vida, os rituais, as expectativas, mesmo quando a relação está ruim, reagimos a perda do vínculo.

Existencialmente, tememos mais o vazio (aquilo que temo acontecer) do que a dor conhecida. Uma.relacao adoecida ainda da previsibilidade, eu sei quem eu sou ali, romper é cair no indeterminado, e o indeterminado ativa angústia.

Escolher sair de um lugar adoecido é um ato de responsabilidade pela própria vida. Isso retira o álibi do sofrimento passivo "(sofro por causa do outro") e nos colocamos diante de nós mesmos.

Dói porque romper é deixar um lugar que machuca sem ter ainda onde repousar, mas, é uma dor que aponta para a vida e passa, é dor de transição.

Manter no adoecimento, aponta para a morte emocional, a dor se cristaliza e normaliza, porque é dor de renúncia de si.

Desejo não um ano perfeito, mas um ano em que não terceirizamos ao tempo aquilo que só pode ser enfrentado pela consciên...
27/12/2025

Desejo não um ano perfeito, mas um ano em que não terceirizamos ao tempo aquilo que só pode ser enfrentado pela consciência.

Desejo que possamos assumir , compromissos com a nossa vida, com o que precisa ser feito, dito, encerrado ou iniciado.

Desejo que as mudanças deixe de ser promessa e torne convocação.

Que possamos refletir : o que em mim, sustenta exatamente o que eu quero que mude na minha vida?
Que parte da minha vida contradiz os votos que faço?

Mudar é sempre um ato solitário, ninguém assume a responsabilidade pelas escolhas que evitamos .

O mundo nao se reorganiza para nos poupar, ele continua exigente, indiferente e real.

Feliz 2026, que haja coragem para sustentar escolhas, lucidez para abandonar o que não faz mais sentido e delicadeza para permanecer onde ha verdade e presença.

Não estou falando aqui das relações abusivas, tóxicas  e ou violentas.Na perspectiva existencial,  viver a dois com grat...
02/12/2025

Não estou falando aqui das relações abusivas, tóxicas e ou violentas.

Na perspectiva existencial, viver a dois com gratificação, não é habitar um território plano, sem fricçoes, sem arestas, sem a dor de se encontrar com o outro e consigo. É, antes, aceitar que toda relação verdadeira traz consigo a possibilidade do encontro e da ruptura, do atrito que revela o que ainda não sabemos sobre nós mesmos.

O conflito nessa visão não é uma falha do amor, mas o momento em que a relação se torna mais nítida . É o instante que aquilo que estava oculto - um medo antigo, uma expectativa silenciosa, um desejo não dito, um limite que não sabemos nomear, uma lembrança do nosso passado - vem a tona, pedindo elaboração. Conflito é em essencia a vida pedindo passagem dentro da relação.

A gratificação de viver a dois não nasce da ausência de tempestade, mas da capacidade de atravessa_la sem destruir o barco. É olhar para o impasse não como ameaça a continuidade do vinculo mas como convite a crescer em lucidez, em sinceridade, em responsabilidade afetiva.

O amor existencial é sempre um projeto em aberto, um vir-a-ser . E o conflito é o momento em que esse projeto pergunta: quem somos nós agora? O que ainda precisamos aprender para continuar escolhendo um ao outro?

F.W

Terapia individual e de casais.

Na perspectiva existencial,  viver a dois com gratificação,  não é habitar um território plano, sem friccoes
02/12/2025

Na perspectiva existencial, viver a dois com gratificação, não é habitar um território plano, sem friccoes

O ciumes pode,  ser compreendido como fragilidade  de autonomia afetiva, porque ele surge quando o sujeito transfere  o ...
27/10/2025

O ciumes pode, ser compreendido como fragilidade de autonomia afetiva, porque ele surge quando o sujeito transfere o centro de sua segurança emocional para fora de si - para o outro, para a confirmação externa de seu valor. Nesse movimento o sujeito deixa de se autor da própria experiência afetiva e passa a depender do desejo e da presença alheia para sustentar seu sentimento de identidade e de amor proprio.

O ciumes não é apenas uma emoção possessiva ou insegurança diante do outro, é antes de tudo, uma experiência do ser em falta, um abalo de como o sujeito se relaciona com sua própria liberdade e com a liberdade do outro.

O ciumes nasce com o desejo de ser o sentido da existência do outro, de ser para ele uma presença indispensave. Quando essa centralidade é ameacada de forma real ou imaginaria, o sujeito se sente reduzido , perde sua liberdade e tenta aprisionar a liberdade alheia para se reafirmar.

No ciumes o sujeito deseja o amor do outro como afirmação da sua própria exiistência , mas o amor só tem valor se for livre, na tentativa de garantir o amor do outro o ciumento nega a liberdade que o torna possível ele quer que o outro o ame a sua maneira, mas tomado pelo medo da perda destrói o próprio sentido do vínculo.

O ciumes não é sinal de amor

Relações que se iniciam de forma  intensa, muitas vezes nascem antes que haja maturidade emocional suficiente para suste...
21/10/2025

Relações que se iniciam de forma intensa, muitas vezes nascem antes que haja maturidade emocional suficiente para sustentar o encontro real com o outro.

O desejo de sentir algo intenso leva a fusão rápida mas sem estrutura interna para suportar as diferenças e os conflitos inevitáveis.

É o amor com projeção, o outro é visto como ideal e não como real, a chance de frustração nesse formato de relação é muito grande, pois começa sem enraizamento.

Quando o outro visto como ideal se desfaz, não suporta a dor, a espera, o conflito, a imperfeição, o amor desmonta porque não há projeto comum.

São relações marcadas pelo impulso, pela idealizacao, , carencia, pela pressa de preencher vazio. Quando o outro não confirma essa imagem idealizada, vem a desistência.

O amor que nasce de forma impetuosa, precoce, não está condenado, pode florescer, mas só se deixarem de ser aquilo que era no início: uma fuga, uma idealização, um espelho.

Agradar o outro para ser aprovado, é um desvio quase imperceptível,  de quem começa andar por um caminho que não nasceu ...
07/10/2025

Agradar o outro para ser aprovado, é um desvio quase imperceptível, de quem começa andar por um caminho que não nasceu de si.

O risco de quem quer agradar para evitar conflitos é tornar se prisioneiro de um papel que você mesmo ajudou a escrever por medo de não ser aceito fora do roteiro do outro. Querer agradar para ser aceito, acaba sendo amado pelo personagem, e nao por si.

Ser autentido é resistir a frustração, a expectativa, a insistência do outro - não negando o outro- mas permanecendo fiel ao que dentro de nós pede expressão, mesmo que isso nos afasta de expectativas, papeis e aplausos.

ENTAO EU NUNCA POSSO AGRADAR O OUTRO??

NAO, não se trata de nunca agradar o outro, mas de não se perder para agradar o outro.

Há uma diferença essencial entre agradar por amor e agradar por medo. Quando você agrada por amor, o gesto nasce de você, é espontâneo, livre, é expressão do seu querer.

E quando agradar por medo? O gesto nasce da necessidade de ser aceito, é submissão, é renúncia da própria verdade para caber no mundo do outro.

O problema não é o ato de agradar, mas o motivo que o move.

DESAFIOS:

1. AGRADAR SEM SE TRAIR
2. CEDER SEM SE APAGAR
3. AMAR SE SE ANULAR.

Quando um casal decide morar juntos,  a convivência cotidiana traz a tona uma série de desafios que antes estavam oculto...
04/10/2025

Quando um casal decide morar juntos, a convivência cotidiana traz a tona uma série de desafios que antes estavam ocultos (ou não queríam ver) pela distância ou pelo tempo limitado compartilhado.

A dificuldade de adaptação nasce, pelo choque de entre duas subjetividades completas que de repente, precisam organizar um mesmo espaço físico, emocional e simbólico.

Morar junto é mais do que dividir um teto, é um.exercício radical de existência compartilhada. O que parecia simples - o amor - passa a exigir um constante trabalho de conciliação entre duas liberdades. Quando um casal.passa a viver junto, essa liberdade entra em confronto com a liberdade do outro. O café deixado sobre a mesa, o modo de organizar a casa, a hora de dormir, nada é mais banal e ao mesmo tempo, nada revela tão claramente o embate entre dois modos de existir.

O lar compartilhado torna se um espaço de criação de valores, É PRECISO INVENTAR NOVOS RITUAIS, novas regras, novas formas de convivência que não seja uma reprodução do que já faziam antes de morar juntos. Se o casal.nao cria, acaba reproduzindo e ressentindo .

Alguns pontos centrais das dificuladaes:

Ruptura da idealização: a convivência diária expõe manias, hábitos e imperfeições. Isso pode gerar muitos conflitos se o casal não tiver habilidades mínimas necessárias para um.bom convívio - comunicação, boa vontade, tolerancia,paciencia...

Perda de individualidade: a rotina compartilhada exige negociação constante, horários, divisão de tarefas, organização da casa, gastos...

Choque se expectativas: cada um traz pra convivência um jeito particular de lidar com dinheiro, limpeza, refeições, horários, visitas...quando essa referências não são conversados viram.fonte de conflitos.

A adaptação não é apenas logística é também simbólica, construir uma casa a dois é inventar uma.nova linguagem de intimidade e cumplicidade em que cada gesto ou arranjo se torna marca da relação.

Perguntas para si mesmo: qual a minha participação no "caos"?
Quais habilidades mínimas necessarias devo desenvolver para um bom convivio?
O que eu espero do outro, eu pratico?
Como eu afeto o outro com o meu jeito de ser?

O fim da relação não é apenas perda, mas a chance de um renascimento - não para repetir o passado,  mas para inventar -s...
03/09/2025

O fim da relação não é apenas perda, mas a chance de um renascimento - não para repetir o passado, mas para inventar -se de novo.

Quando tudo acaba numa relação o medo nao é da separação em si, mas do vazio que se abre quando o outro deixa de ser moldura onde projetavamos nossas certezas .

O medo paralisa porque exige morrer para um modo de existir e nascer para outro ainda sem forma . É mais "facil" permanecer na ruína conhecida do que arriscar o desconhecido. O coração sabe que já não há vida no espaço partilhado, mas a mente se agarra a ilusões de estabilidade .

O medo fabrica desculpas, "talvez mude", "talvez melhore", "talvez seja só uma fase". E assim se adia o passo que poderia libertar.

Partir ainda que doa, é um ato de fidelidade ao que dentro de nós pede vida.

Permanecer numa relação morta é enganar a si mesmo para não encarar o peso da liberdade. A ilusão de segurança se torna mais confortável do que o risco de ser, sozinho, o autor da própria história.

Dar um passo não é fácil, mas um gesto fiel a sua liberdade.

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