02/06/2026
Mês de junho inicia o inverno, estação amada por alguns e odiada por outros.
O inverno chega silenciosamente.
Os dias f**am mais curtos.
As ruas parecem mais vazias.
As noites se alongam.
E talvez exista algo nessa estação que nos incomode sem que percebamos, porque enquanto o mundo desacelera, f**a mais difícil fugir de nós mesmos.
Há pensamentos que costumam ser abafados pelo barulho da rotina, sentimentos que permanecem adormecidos entre compromissos, notif**ações e distrações.
Perguntas que raramente encontram espaço para existir.
Mas o inverno cria pausas.
E nas pausas, às vezes nos deparamos com uma estranha sensação de vazio, inquietação ou cansaço que não sabemos explicar.
Nem sempre é tristeza.
Nem sempre é sofrimento.
Às vezes é apenas a percepção de que passamos tempo demais olhando para tudo ao redor e tempo de menos olhando para dentro.
Existe uma diferença entre estar ocupado e estar em contato consigo mesmo, talvez por isso algumas pessoas sintam vontade de mudar algo nesta época do ano.
Não porque a vida esteja necessariamente ruim, mas porque já não conseguem ignorar aquilo que pede escuta.
O inverno nos lembra que a natureza também recolhe sua energia para preparar novos ciclos, talvez nós também precisemos, de vez em quando, encontrar um lugar onde possamos simplesmente existir, sem máscaras, sem expectativas e sem pressa.
Porque algumas transformações começam exatamente no momento em que paramos de fugir de nós mesmos.