Psicóloga Mariana Caroline Pradella

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Psicóloga Mariana Caroline Pradella Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Psicóloga Mariana Caroline Pradella, Psicólogo/a, Edifício In Design/Rua J. J. Rodrigues, 21/Vila Arens, Jundiaí.

Especializada em atendimento psicológico clínico na abordagem psicanalítica.
​O tratamento presencial ou online é oferecido por meio de consultas com hora marcada.

“Vocês estão discutindo o problema ou tentando dizer, através dele, algo que ainda não conseguiram falar?”Uma conversa c...
12/08/2026

“Vocês estão discutindo o problema ou tentando dizer, através dele, algo que ainda não conseguiram falar?”

Uma conversa começa por algo aparentemente pequeno e, em poucos minutos, vocês já estão discutindo coisas que aconteceram há meses — ou há anos.

Um sente que nunca é ouvido.
O outro sente que tudo o que faz é criticado.
Um insiste para que o outro fale. O outro se fecha.
Quanto mais um procura uma resposta, mais o outro se distancia.

E, depois de tantas discussões, pode surgir a sensação de que vocês já não sabem exatamente o que estão tentando resolver.

Na clínica psicanalítica de casal, o conflito não é compreendido apenas pelo conteúdo da discussão. Interessa também aquilo que se repete na relação: os lugares que cada um ocupa, as expectativas que são depositadas no outro e os sentimentos que, muitas vezes sem perceber, um acaba despertando no outro.

É possível que vocês estejam discutindo sobre dinheiro, filhos, s**o, família, ciúmes ou divisão das tarefas — mas que, por baixo de tudo isso, exista uma experiência muito mais difícil de nomear: “eu não me sinto importante para você”, “eu não consigo confiar em você”, “tenho medo de ser abandonado”, “sinto que nunca sou suficiente”.

É nesse ponto que a contribuição de Bion se torna especialmente interessante. Nem toda experiência emocional consegue ser imediatamente pensada e transformada em palavras. Algumas são vividas primeiro como angústia, irritação, silêncio ou necessidade de atacar e se defender. No vínculo, aquilo que não pôde ser pensado pode acabar sendo atuado.

Por isso, na terapia de casal, não se trata simplesmente de descobrir quem está certo.

Trata-se de compreender o que acontece entre vocês quando algo não pode mais ser pensado sozinho.

Porque, às vezes, o casal não está apenas brigando pelo que aconteceu.

Está tentando, através da briga, comunicar algo que ainda não conseguiu dizer.

E talvez seja justamente isso que precise ser escutado.

A abordagem da identif**ação projetiva é uma das referências psicanalíticas utilizadas para compreender esses movimentos no vínculo conjugal, inclusive a forma como sentimentos e posições podem circular entre os parceiros.

Antes da pandemia, a análise exclusivamente online era uma possibilidade bastante restrita. A presença no consultório fa...
11/08/2026

Antes da pandemia, a análise exclusivamente online era uma possibilidade bastante restrita. A presença no consultório fazia parte da prática cotidiana da maioria dos analistas.

A pandemia mudou isso — e precisava mudar.

O atendimento remoto foi, naquele contexto, uma solução necessária para que muitos tratamentos pudessem continuar.

Mas o que acontece quando uma solução produzida por uma circunstância excepcional passa a ser tratada como equivalente ao presencial e, mais ainda, como modelo permanente?

Hoje existem analistas que trabalham exclusivamente online, sem sequer manter um consultório.

E talvez precisemos fazer uma pergunta menos confortável:

Quanto dessa transformação pertence à clínica e quanto pertence à conveniência?

Freud não tratava o enquadre como uma formalidade externa ao tratamento. Em Sobre o início do tratamento (1913), dedica atenção ao tempo, à frequência, ao pagamento e às condições concretas em que o tratamento acontece.

O paciente que vai ao consultório não está simplesmente fazendo uma chamada de vídeo em outro endereço.

Ele se desloca.

Sai de um espaço e entra em outro.

Há um tempo e um lugar destinados à análise. Há a presença física de dois corpos. Há uma experiência espacial, corporal e temporal que não se reproduz da mesma maneira diante de uma tela.

Isso não signif**a que o online seja inadequado.

Signif**a que é outro dispositivo.

E se é outro dispositivo, deveria ser pensado clinicamente — e não simplesmente naturalizado.

Existe uma diferença entre ampliar as possibilidades da psicanálise e adaptar a psicanálise às possibilidades oferecidas pela tecnologia.

Nem tudo o que a tecnologia tornou possível precisa se tornar regra clínica.

O online pode ser uma possibilidade, mas oferecer online para todos é uma coisa, considerar que todos são do online é outra.

Às vezes, sustentar a psicanálise também signif**a sustentar aquilo que a lógica contemporânea tenta eliminar:

o limite, a espera, o deslocamento e a presença.

Para aqueles que tem interesse no tema, sugiro a leitura dos dois textos abaixo do Freud:

Freud, S. (1912) Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise.
E (1913) Sobre o início do tratamento.

Nem sempre o sofrimento aparece apenas como tristeza.Às vezes ele se manifesta como ansiedade constante, dificuldade par...
06/08/2026

Nem sempre o sofrimento aparece apenas como tristeza.

Às vezes ele se manifesta como ansiedade constante, dificuldade para dormir, irritabilidade, conflitos nos relacionamentos, sensação de vazio, insegurança, sobrecarga emocional ou a impressão de que, por mais que você tente, continua repetindo os mesmos padrões.

A psicoterapia oferece um espaço de escuta qualif**ada, ética e absolutamente sigilosa, onde é possível compreender, com maior profundidade, aquilo que muitas vezes permanece inconsciente e influencia pensamentos, emoções e comportamentos.

Sou Mariana Pradella, Psicóloga (CRP 06/101098), formada pela Universidade São Francisco desde 2008 e Psicanalista, com atuação clínica voltada ao atendimento de adolescentes, adultos, idosos e casais.

Acompanho pessoas em diferentes momentos da vida, oferecendo um atendimento individualizado, fundamentado na Psicanálise e conduzido com absoluto respeito à de Ética.

Meu compromisso é proporcionar um ambiente seguro, reservado e livre de julgamentos, para que cada paciente possa construir um processo terapêutico consistente, respeitando seu tempo, sua história e sua singularidade.

Atendo pessoas que enfrentam:

• Ansiedade
• Depressão
• Estresse e Burnout
• Baixa autoestima
• Luto
• Conflitos familiares
• Dificuldades nos relacionamentos
• Sofrimento emocional
• Insegurança
• Terapia de casal
• Outras questões relacionadas à saúde mental.

📍 Atendimento presencial, consultório localizado no Edifício In Design Office, 21 – Vila Arens (próximo ao McDonald’s).

💻 Atendimento online para todo o Brasil e exterior.

🧾 Atendimento particular, com emissão de nota fiscal para solicitação de reembolso junto ao convênio, quando aplicável.

Se você deseja iniciar um acompanhamento psicológico com seriedade, ética e compromisso com seu processo, será um prazer acolher sua história.

Agende sua consulta pelo link disponível na bio.

Vivemos uma época em que opinião virou produto e visibilidade virou credencial.Nunca foi tão fácil ocupar o lugar de esp...
17/06/2026

Vivemos uma época em que opinião virou produto e visibilidade virou credencial.

Nunca foi tão fácil ocupar o lugar de especialista. Basta uma câmera, algumas experiências pessoais, frases de efeito e milhares de seguidores dispostos a ouvir.

O problema não é alguém estudar de forma independente. O problema começa quando vivências pessoais passam a ser vendidas como conhecimento universal.

“Funcionou comigo.”

“Funcionou com meus filhos.”

“Funcionou com meus pacientes.”

Mas experiência não é método. Experiência não é pesquisa. Experiência não é evidência.

O diploma, por si só, não transforma ninguém em autoridade. Existem profissionais formados que exercem suas funções de maneira medíocre. Mas também é perigoso fingir que anos de estudo, supervisão, pesquisa e responsabilidade ética não fazem diferença.

Quando assuntos complexos são reduzidos a opiniões pessoais, quem escuta corre o risco de confundir convicção com conhecimento.

A internet criou uma geração de especialistas autoproclamados. Pessoas que falam sobre educação sem estudar pedagogia. Sobre saúde mental sem estudar psicologia. Sobre comportamento humano sem conhecer as teorias que sustentam aquilo que afirmam.

O resultado é uma avalanche de certezas onde deveria existir prudência.

Não se trata de elitismo intelectual. Trata-se de responsabilidade.

Quanto maior o impacto das suas palavras na vida das pessoas, maior deveria ser seu compromisso com o estudo, os limites do próprio conhecimento e a honestidade intelectual.

Porque seguidores não substituem formação.

Popularidade não substitui conhecimento.

E opinião jamais deveria ser confundida com especialidade.

Mariana Pradella
Psicóloga e Psicanalista

Você está cansado ou apenas se acostumou?Acostumou-se a responder mensagens fora do horário, a resolver problemas que nã...
12/06/2026

Você está cansado ou apenas se acostumou?

Acostumou-se a responder mensagens fora do horário, a resolver problemas que não são seus, a assumir responsabilidades que ninguém lhe pediu explicitamente, mas que, de alguma forma, acabaram recaindo sobre você, acostumou-se a estar disponível, a produzir, a entregar, a dar conta…

E talvez o mais curioso seja que, muitas vezes, nem questionamos mais, como se o excesso fosse apenas parte da vida adulta, como se desejar algo diferente fosse um luxo, como se dizer “não” fosse um problema.

A psicanálise pode ser desconfortável justamente porque ela interrompe essa engrenagem.

Ela não pergunta apenas sobre aquilo que esperam de você.

Ela pergunta sobre você.

Sobre aquilo que você faz sem querer.

Sobre aquilo que aceita sem escolher.

Sobre aquilo que repete sem perceber.

Talvez por isso uma das perguntas que mais aparecem em análise seja também uma das mais difíceis de responder:

“Mas o que você quer?”

Não o que sua empresa quer.

Não o que sua família espera.

Não o que seria mais conveniente para os outros.

O que você quer?

E, se essa pergunta lhe parece simples, talvez valha a pena tentar respondê-la sem falar de ninguém além de você.

Mariana Pradella
Psicóloga e Psicanalista

DIA DOS NAMORADOS: O QUE SUSTENTA UM AMOR?Na paixão, muitas vezes acreditamos ter encontrado alguém capaz de preencher t...
10/06/2026

DIA DOS NAMORADOS: O QUE SUSTENTA UM AMOR?

Na paixão, muitas vezes acreditamos ter encontrado alguém capaz de preencher tudo aquilo que nos falta. O outro parece perfeito, indispensável, quase uma resposta para antigas inquietações.

Mas a paixão não costuma enxergar o outro como ele é. Ela se alimenta de idealizações, fantasias e expectativas.

O amor, por outro lado, começa justamente quando a idealização diminui.

É quando descobrimos que o outro não é perfeito, não pensa igual, não existe para atender nossas necessidades e, ainda assim, escolhemos permanecer.

Na psicanálise, amar não signif**a encontrar a metade perdida. Signif**a construir um laço entre duas pessoas que continuarão sendo incompletas.

Por isso, relacionamentos duradouros não se sustentam apenas por intensidade emocional. Sustentam-se pela capacidade de lidar com diferenças, frustrações, limites e mudanças que inevitavelmente surgem ao longo do tempo.

Também é importante distinguir amor de dependência emocional.

Quando o medo de perder o outro se torna maior do que o desejo de estar com ele, o vínculo pode começar a ser atravessado pela angústia, pelo controle, pelo ciúme excessivo ou pela necessidade constante de confirmação.

O amor aproxima.

A dependência aprisiona.

Talvez uma das reflexões mais importantes para este Dia dos Namorados seja perguntar:

Eu amo o outro por quem ele é ou pelo lugar que ele ocupa para mim?

Porque amar não é desaparecer dentro de uma relação.

É conseguir existir nela.

Mês de junho inicia o inverno, estação amada por alguns e odiada por outros. O inverno chega silenciosamente.Os dias f**...
02/06/2026

Mês de junho inicia o inverno, estação amada por alguns e odiada por outros.

O inverno chega silenciosamente.
Os dias f**am mais curtos.
As ruas parecem mais vazias.
As noites se alongam.

E talvez exista algo nessa estação que nos incomode sem que percebamos, porque enquanto o mundo desacelera, f**a mais difícil fugir de nós mesmos.

Há pensamentos que costumam ser abafados pelo barulho da rotina, sentimentos que permanecem adormecidos entre compromissos, notif**ações e distrações.
Perguntas que raramente encontram espaço para existir.

Mas o inverno cria pausas.

E nas pausas, às vezes nos deparamos com uma estranha sensação de vazio, inquietação ou cansaço que não sabemos explicar.

Nem sempre é tristeza.
Nem sempre é sofrimento.
Às vezes é apenas a percepção de que passamos tempo demais olhando para tudo ao redor e tempo de menos olhando para dentro.

Existe uma diferença entre estar ocupado e estar em contato consigo mesmo, talvez por isso algumas pessoas sintam vontade de mudar algo nesta época do ano.
Não porque a vida esteja necessariamente ruim, mas porque já não conseguem ignorar aquilo que pede escuta.

O inverno nos lembra que a natureza também recolhe sua energia para preparar novos ciclos, talvez nós também precisemos, de vez em quando, encontrar um lugar onde possamos simplesmente existir, sem máscaras, sem expectativas e sem pressa.

Porque algumas transformações começam exatamente no momento em que paramos de fugir de nós mesmos.

Hoje, 6 de maio, não é apenas uma data no calendário — é um marco silencioso que atravessa mais de um século de escuta.É...
06/05/2026

Hoje, 6 de maio, não é apenas uma data no calendário — é um marco silencioso que atravessa mais de um século de escuta.

É o dia em que nasceu Freud.
E, com ele, nasceu também a possibilidade de dar forma ao que antes era apenas sintoma, silêncio ou repetição.

Curiosidade: Freud não pretendia “criar” uma nova área. Seu trabalho começou tentando tratar pacientes com sintomas físicos sem causa orgânica. Foi ao escutar, verdadeiramente escutar, que ele percebeu que havia algo além do corpo falando.

E talvez seja justamente isso que sustenta a psicanálise até hoje: “A aposta de que há sempre algo a ser dito, mesmo quando não sabemos como.”

Ser psicanalista não é ter respostas.
É sustentar perguntas.
É suportar o tempo do outro.
É escutar o que escapa, o que falha, o que insiste.

Hoje é também um dia de homenagem a quem escolhe esse ofício tão pouco óbvio,
de estar presente onde muitos recuam,
de ouvir onde muitos interrompem,
de permanecer onde tudo pede pressa.

A todos os psicanalistas,
que seguem apostando na palavra, no inconsciente e no encontro:

hoje é dia de vocês.

Escuta

Existe uma idealização silenciosa sobre o que seria uma “vida que deu certo”.Funcionar bem.  Dar conta.  Não pesar para ...
04/05/2026

Existe uma idealização silenciosa sobre o que seria uma “vida que deu certo”.

Funcionar bem.
Dar conta.
Não pesar para ninguém.

E, de preferência, fazer tudo isso sem conflito.

Mas uma vida sem conflito não é uma vida resolvida.
É, muitas vezes, uma vida empobrecida.

A tentativa de ser sempre razoável, equilibrado e maduro, pode ser só uma forma sofisticada de não se implicar em nada que realmente toque.

Como já aparece na clínica contemporânea:
não é o excesso que mais adoece hoje,
é o esvaziamento, as comparações.

Relações sem risco.
Desejos negociados até desaparecerem.
Escolhas feitas para não desagradar.

Tudo funciona, mas nada realmente acontece.

A psicanálise não devolve intensidade como quem entrega uma solução, mas ela desmonta o que foi se tornando automático demais.

E, às vezes, isso já é o começo de uma vida menos anestesiada.

1º de Maio — trabalhar ou se perder de si?Nem todo cansaço vem do excesso.  Alguns vêm do desencontro.Vivemos em uma épo...
01/05/2026

1º de Maio — trabalhar ou se perder de si?

Nem todo cansaço vem do excesso.
Alguns vêm do desencontro.

Vivemos em uma época em que trabalhar não é apenas produzir — é provar valor, sustentar uma identidade, justif**ar a própria existência.
E, silenciosamente, algo se desloca: o trabalho deixa de ser meio e passa a ser medida de quem se é.

A filosofia já apontava essa tensão: quando tudo vira utilidade, o sujeito desaparece naquilo que faz.
E a psicanálise escuta exatamente esse ponto — quando o fazer já não responde ao desejo, mas a uma exigência que não tem fim.

Curiosamente, até pensadoras como Ayn Rand — frequentemente associada à exaltação do indivíduo produtivo — defendiam que o trabalho só tem valor quando nasce de uma escolha autêntica, alinhada aos próprios valores.
Ainda assim, na prática, o que vemos é outra coisa: não a afirmação do sujeito, mas sua captura por ideais de desempenho que o afastam de si.

Não é raro encontrar pessoas que “deram certo” por fora, mas que, por dentro, não conseguem mais se localizar:
seguem, produzem, entregam… mas sem saber para quem, nem por quê.

O sofrimento contemporâneo nem sempre grita.
Às vezes, ele se apresenta como uma vida que funciona — mas não faz sentido.

Talvez a questão não seja trabalhar mais, nem trabalhar menos.
Mas poder se perguntar:

o que, no meu trabalho, ainda me pertence?

A análise começa exatamente aí —
onde a resposta automática já não basta.

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