12/08/2026
Quando o cuidado começa a decidir pelo outro?
Com o envelhecimento, é natural que surjam preocupações: quedas, esquecimentos, medicações, acidentes, medo de que algo aconteça quando ninguém estiver por perto.
Mas reconhecer um risco não signif**a necessariamente retirar da pessoa idosa o direito de participar das decisões sobre a própria vida.
Talvez, antes de decidir por ela, seja preciso perguntar:
O que ela deseja?
Que ajuda aceitaria?
É possível adaptar o cuidado conforme suas necessidades mudem?
Porque nenhuma escolha vem sem consequências.
Morar sozinha pode envolver riscos.
Mudar para a casa dos filhos também.
Segurança importa. Autonomia também.
Talvez cuidar seja justamente construir, junto com a pessoa que envelhece, uma forma possível de equilibrar as duas.