Ana Otorrino

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Ana Otorrino Sou Médica, palestrante e mulher com nanismo. Minha missão é inspirar e ensinar.

Falo sobre saúde, inclusão e mostro que capacidade não se mede em centímetros e que a beleza existe em todas as formas.

17/08/2026

Nem sempre as pessoas vão enxergar em nós aquilo que somos capazes de fazer.

Às vezes, elas olham para a nossa aparência.
Para a nossa deficiência.
Para a nossa história.
E, antes mesmo de nos conhecer, criam uma expectativa sobre até onde podemos chegar.

Mas a expectativa do outro não precisa se transformar no nosso limite.

Ao longo da minha vida, precisei fazer escolhas sem ter a garantia de que dariam certo. Escolhi a medicina. Escolhi a dança. Escolhi ocupar espaços. Escolhi falar sobre inclusão.

E muitas das respostas que eu procurava só apareceram depois que eu tive coragem de tentar.

Talvez você também esteja esperando alguém acreditar em você.

Mas e se, desta vez, você começar acreditando em si?

O que você faria se parasse de esperar a aprovação dos outros?

Hoje o meu coração transborda gratidão ao falar sobre eles: os pais atípicos. E, em especial, o meu pai.Se hoje eu sou u...
09/08/2026

Hoje o meu coração transborda gratidão ao falar sobre eles: os pais atípicos. E, em especial, o meu pai.

Se hoje eu sou uma mulher confiante, médica e palestrante, é porque lá atrás existiu um homem que me olhou com amor puro e me garantiu que eu poderia ser o que eu quisesse. Ele nunca me escondeu. Pelo contrário, ele me preparou para voar.

A presença de um pai na vida de uma criança com deficiência é um presente transformador. É aquele pai que vai às consultas, que vibra com cada pequena conquista e que olha para o filho com um orgulho que ilumina qualquer ambiente.

Aos pais que seguram a mão dos seus filhos e decidem enfrentar o mundo junto com eles: muito obrigada. Vocês estão criando pessoas gigantes por dentro.Arraste para o lado para ler uma pequena homenagem.

Vamos espalhar gratidão hoje? Marque aqui nos comentários um pai de criança atípica que faz um trabalho lindo e merece todo o nosso reconhecimento!

30/07/2026

No último sábado vivi um dia que ficará guardado com muito carinho.

Fui convidada para participar do passeio do Jipe Eficiente Jundiaí, um projeto que reúne apaixonados por veículos 4x4 para proporcionar uma experiência inesquecível a crianças e pessoas com deficiência.

Mais do que um passeio, é um encontro que celebra alegria, inclusão e pertencimento.

E, para minha surpresa e felicidade, recebi o convite para ser Embaixadora do Jipe Eficiente Jundiaí.

Recebo essa missão com muita gratidão e com o compromisso de continuar dando voz à inclusão, dentro e fora dos consultórios e das palestras.

Meu sincero agradecimento a toda a equipe do Jipe Eficiente e jipe integração Jundiaí pela confiança, pelo carinho e por mostrar, na prática, que inclusão acontece quando pessoas decidem fazer a diferença.

Que venham muitos quilômetros de histórias, encontros e sorrisos. ❤️🚙

Hoje, 24 de julho, celebramos o aniversário da Lei de Cotas. Sem dúvida, essa foi a ferramenta que abriu as portas do me...
24/07/2026

Hoje, 24 de julho, celebramos o aniversário da Lei de Cotas. Sem dúvida, essa foi a ferramenta que abriu as portas do mercado de trabalho para nós.

Mas, 33 anos depois, eu te pergunto: a sua empresa apenas nos contrata para cumprir tabela ou realmente escuta o que temos a dizer?

Como médica e mulher com nanismo, eu sei que a cota garante o nosso acesso. Mas é o fim do capacitismo que nos permite sentar à mesa de decisão. Nós não somos apenas números em uma planilha de RH para evitar multas. Somos profissionais qualificados, temos talentos e queremos oportunidades reais de liderança.

Mais do que cumprir uma cota, o mercado precisa aprender a escutar a nossa voz. A verdadeira inclusão não adapta apenas o espaço físico, ela transforma a cultura da empresa.

Como é a inclusão onde você trabalha? Os profissionais com deficiência têm voz ativa e plano de carreira? Me conte nos comentários! 👇

21/07/2026

Ontem a Espanha conquistou o mundo. ❤️💛
E hoje, eu celebro as minhas raízes da forma mais bonita que conheço: dançando.

O flamenco me lembra que força e delicadeza podem caminhar juntas. Que cada passo conta uma história e que a coragem aparece quando decidimos seguir em frente, mesmo com medo.

Que este vídeo seja um lembrete: honre quem você é, abrace a sua história e nunca deixe de acreditar no seu potencial.

Olé! Viva España! 🇪🇸❤️💃

05/07/2026

A infância não pode depender de um placar financeiro.

No futebol, todos queremos ver o Brasil vencer. Mas e na saúde pública? Será que as nossas crianças estão entrando em campo com as mesmas oportunidades de vitória?

Recentemente, o Ministério da Saúde decidiu NÃO incorporar o Voxzogo (vosoritida) no SUS. Para quem está de fora, pode parecer apenas a recusa de um medicamento. Mas para as famílias de crianças com acondroplasia (nanismo), essa decisão significa negar o acesso a uma tecnologia capaz de prevenir complicações graves, evitar cirurgias dolorosas e garantir autonomia.

Essa negativa reacende um debate urgente sobre o sistema de saúde no Brasil: quando a ciência nos dá a chance de mudar o futuro de uma criança, o que pesa mais? O custo imediato na planilha do governo ou a vida inteira dessa pessoa?

A saúde é um direito constitucional, não um privilégio.

O que você acha dessa decisão? Deixe sua opinião nos comentários e marque o Alexandre Padilha para mostrarmos que a vida não tem preço! 👇

29/06/2026

A CONITEC recomendou a não incorporação do Voxzogo ao SUS.

Por trás dessa decisão, existem crianças, famílias e histórias reais.

O Voxzogo é o primeiro medicamento aprovado para atuar na causa da acondroplasia, a forma mais comum de nanismo, com potencial para impactar o crescimento e reduzir algumas complicações associadas à condição.

Quando falamos sobre acesso ao tratamento, não estamos falando apenas de números ou custos.

Estamos falando sobre qualidade de vida, saúde e futuro.

Como médica e como pessoa com nanismo, não posso deixar de expressar minha preocupação diante dessa recomendação.

Ainda há etapas importantes nesse processo, e é fundamental que mais pessoas conheçam essa realidade.

Informação gera conscientização. E conscientização gera transformação.

Por isso, peço: compartilhe este vídeo para que mais pessoas entendam o que está em jogo para tantas famílias.

Ministério da Saúde Alexandre Padilha

Alguns sonhos nos acompanham por toda a vida.A dança sempre fez parte da minha história. Muito antes deste palco, ela já...
23/06/2026

Alguns sonhos nos acompanham por toda a vida.

A dança sempre fez parte da minha história. Muito antes deste palco, ela já habitava meus desejos, meus movimentos e a forma como escolho me expressar no mundo.

Na última semana, tive a alegria de subir ao palco ao lado do meu grupo de flamenco e viver mais um capítulo dessa história.

Mais do que uma apresentação, esse momento representou pertencimento, coragem, entrega e a realização de um sonho que segue sendo construído a cada ensaio, a cada passo e a cada escolha.

Porque realizar um sonho não é chegar ao fim de uma caminhada.

É continuar acreditando que ainda existem muitos outros sonhos possíveis.

Que a gente nunca deixe de fazer aquilo que faz a nossa alma dançar. ❤️💃

Quem me vê sorrindo no palco, com o microfone na mão, não imagina o coração acelerado minutos antes.Falar em público é u...
09/06/2026

Quem me vê sorrindo no palco, com o microfone na mão, não imagina o coração acelerado minutos antes.

Falar em público é um ato de extrema vulnerabilidade. É entregar a sua história, as suas dores e as suas vitórias para pessoas que você, muitas vezes, nunca viu. Dá medo? Muito.

Mas quer saber? Eu não trocaria isso por nada. Porque a mágica acontece na conexão. Não é sobre fazer uma apresentação perfeita, é sobre ser real. É sobre usar a minha vivência para mostrar que os nossos limites são muito menores do que a gente imagina.

Arraste para o lado para ler um desabafo sincero sobre o que eu realmente sinto antes, durante e depois de cada palestra.

Agora eu quero saber de você: você também sente esse frio na barriga quando precisa se expor, falar em público ou enfrentar um desafio novo? Me conta aqui nos comentários!

01/06/2026

Viver com uma deficiência, muitas vezes, é como estar em um reality show onde você não pediu para entrar.

Quando falamos sobre acessibilidade, é comum a sociedade pensar apenas em rampas, elevadores e adaptações físicas. Mas existe uma barreira gigantesca da qual pouca gente fala: o desgaste emocional.

No vídeo de hoje, trago uma reflexão urgente. Estar o tempo todo exposto a olhares, comentários, preconceitos e àquela necessidade exaustiva de ‘ter que se provar’ o tempo inteiro gera um peso invisível.

Ansiedade, estresse e burnout não surgem por causa da deficiência em si. Eles surgem por causa de um ambiente que não está preparado para nos receber e nos respeitar. O capacitismo adoece.

Por isso, lutar por inclusão, acessibilidade e respeito não é apenas uma questão de direitos civis. É, fundamentalmente, uma questão de saúde pública e mental.

Assista ao vídeo e me conte nos comentários: você já tinha parado para pensar na inclusão por essa perspectiva da saúde mental?

Endereço

Jundiaí, SP

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