Rodrigo Marcelos - Neurocirurgião

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30/07/2026

A dor oncológica pode ter diferentes causas. Ela pode estar relacionada ao próprio tumor, ao comprometimento de nervos ou até mesmo aos tratamentos realizados. E em todas essas situações, o mais importante é entender que existe tratamento e que controlá-la faz parte do cuidado com o paciente.

Quando a dor não é tratada, ela interfere no sono, diminui o apetite, reduz a disposição e compromete a qualidade de vida. E controlar esses sintomas permite que o paciente atravesse essa fase com mais conforto e dignidade.

Não suporte a dor em silêncio. Quanto antes avaliarmos a causa, mais cedo poderemos oferecer o tratamento adequado e melhorar sua qualidade de vida.

Passar por um infarto é uma experiência que marca profundamente a vida de qualquer pessoa. Por isso, quando a dor contin...
22/07/2026

Passar por um infarto é uma experiência que marca profundamente a vida de qualquer pessoa. Por isso, quando a dor continua mesmo após o tratamento cardíaco e com os exames controlados, é comum surgir insegurança, medo e muitas dúvidas.

O que pouca gente sabe é que, em alguns casos, a dor pode persistir mesmo quando o problema inicial já foi tratado. E não, isso não significa que seja algo da cabeça ou que o paciente esteja exagerando. A dor é real e pode ter um impacto importante na qualidade de vida.

Quando isso acontece, é importante investigar. Hoje, existem abordagens específicas para pacientes que continuam convivendo com esse tipo de dor, sempre buscando mais conforto e qualidade de vida.

20/07/2026

Existem sintomas que os pacientes costumam descrever de formas muito parecidas:

“Meus pés queimam.”
“Parece que estou pisando em algodão.”
“Sinto um formigamento que não vai embora.”

O interessante é que, muitas vezes, essas pessoas acreditam que o problema está nos pés, quando na verdade o que está sofrendo são os nervos.

A neuropatia diabética costuma se instalar aos poucos. No início, os sinais podem parecer apenas um incômodo ocasional. Com o tempo, porém, ela pode afetar sensibilidade, equilíbrio, mobilidade e qualidade de vida.

O que mais me chama atenção é que muitos pacientes só procuram ajuda quando os sintomas já começaram a interferir na rotina. Então não, dormência, queimação e perda de sensibilidade não devem ser encaradas como algo normal da idade ou apenas um desconforto passageiro.

É preciso entender o que está acontecendo para aumentarmos as possibilidades de controlar a evolução do problema e preservar a função dos nervos.

17/07/2026

Poucas coisas são mais desgastantes do que ouvir que está tudo bem quando você sabe que não está.

Com o passar do tempo, alguns pacientes começam a duvidar de si mesmos. Outros se sentem incompreendidos, como se precisassem provar o tempo todo aquilo que estão sentindo.

Mas a medicina já mostrou inúmeras vezes que nem toda dor pode ser vista em uma ressonância, tomografia ou exame de sangue. Nem tudo que é real aparece em uma imagem.

Quando o sistema nervoso passa a funcionar de forma diferente, os sintomas podem existir mesmo sem uma lesão evidente explicando cada detalhe do quadro.

Nenhuma pessoa deveria passar anos convivendo com dor e ouvindo que está tudo normal. Quando os sintomas persistem, a investigação não termina no exame. Ela continua até encontrarmos respostas e possibilidades de tratamento.

15/07/2026

Ao falarmos nas sequelas de um AVC, geralmente lembramos da dificuldade para andar, falar ou movimentar um lado do corpo. Mas existem consequências que recebem muito menos atenção. E uma delas é a dor.

E não, eu não estou falando de uma dor muscular ou articular. Estou falando daquela sensação de queimação, ardência, choques ou hipersensibilidade que surge mesmo sem existir uma nova lesão acontecendo no corpo.

E sabe o que torna essa condição tão difícil? É que muitos pacientes não associam os sintomas ao AVC que tiveram meses ou até anos antes. E, enquanto procuram respostas, acabam convivendo com um sofrimento que poderia ser melhor compreendido.

Se você teve AVC e passou a conviver com queimação, choques, ardência ou sensibilidade exagerada, uma avaliação especializada pode ajudar a entender a origem desses sintomas e as opções de tratamento disponíveis.

13/07/2026

Poucas coisas são mais difíceis para um paciente do que ouvir que a cirurgia foi um sucesso e, ainda assim, continuar sentindo dor. Afinal, o raciocínio é simples: o problema foi resolvido, então a dor deveria desaparecer. Porém hoje sabemos que o corpo nem sempre funciona dessa forma.

Ao longo dos anos, aprendemos que a dor não depende apenas da lesão que aparece nos exames. O sistema nervoso também tem um papel importante nessa história. Em alguns casos, a coluna está bem, o nervo foi descomprimido e a cirurgia atingiu seu objetivo. Mesmo assim, o cérebro continua interpretando sinais como dor.

É justamente por isso que olhar apenas para a ressonância nem sempre responde todas as perguntas. Então, quando alguém me diz que continua sofrendo apesar de ter feito tudo certo, a primeira coisa que procuro entender não é o exame, e sim a dor.

10/07/2026

Algumas das dores mais difíceis de diagnosticar são justamente aquelas que não seguem a lógica que esperamos. O paciente sente dor, a dor é real e interfere no sono, nas atividades do dia a dia e na qualidade de vida. Mas os exames da região que dói não mostram uma explicação clara.

Nessas situações, gosto de lembrar que nem toda dor nasce no local onde ela é sentida. Em alguns casos, a origem pode estar no próprio sistema nervoso central.

E é exatamente isso que torna a dor central pós-AVC tão desafiadora. Muitas vezes, o paciente passa anos tentando entender o que está acontecendo sem imaginar que a resposta pode estar em um evento que ocorreu muito tempo atrás.

Lembre-se: nem todo AVC é percebido no momento em que acontece. E algumas de suas consequências podem surgir muito tempo depois, inclusive através de dores que parecem não ter explicação.

08/07/2026

Eu sei, uma das coisas que mais gera angústia em quem convive com dor crônica é não entender o que está acontecendo. Afinal, o exame não mostra uma nova lesão, a cirurgia resolveu o problema inicial, o tratamento foi realizado e mesmo após tudo isso, a dor continua presente.

Nessas horas, muitos pacientes começam a acreditar que ninguém consegue explicar o que estão sentindo. Só que existe uma diferença importante entre a causa que iniciou a dor e os mecanismos que podem mantê-la ao longo do tempo.

Em alguns casos, o sistema nervoso continua enviando sinais de alerta mesmo depois que a lesão original já não está mais presente. É exatamente isso que torna a dor neuropática tão difícil de compreender para quem está de fora.

Felizmente, a dor neuropática não precisa ser enfrentada sem ajuda. Existem tratamentos que atuam diretamente nos mecanismos da dor e podem trazer alívio mesmo quando outros tratamentos não funcionaram.

06/07/2026

Tem muitas conversas que me marcam muito. E algumas delas acontecem quando o paciente já não fala mais sobre o câncer em si. Ele começa a falar sobre não conseguir dormir, não conseguir caminhar, não conseguir sentar à mesa com a família ou até mesmo não conseguir viver um dia sem dor.

Em momentos assim, gosto de lembrar que aliviar o sofrimento também faz parte do tratamento. A medicina avançou muito no controle da dor oncológica. Hoje existem recursos que podem ajudar pacientes que não encontraram alívio adequado apenas com medicamentos convencionais.

Com isso, conseguimos devolver conforto, autonomia e qualidade de vida dentro de um momento que já é difícil o suficiente.

03/07/2026

Quem já passou por um infarto costuma desenvolver uma relação diferente com qualquer desconforto no peito. E compreendo, não é difícil entender o motivo.

Depois de viver uma experiência como essa, o corpo passa a ser observado de outra forma. Qualquer pontada, pressão ou sensação diferente pode trazer de volta lembranças e preocupações que pareciam ter ficado para trás.

O que pouca gente sabe é que nem toda dor persistente após um infarto significa que um novo evento está acontecendo. Em determinadas situações, o coração está bem, os exames estão controlados, mas o paciente continua convivendo com dor.

Nesses momentos, gosto de ampliar a investigação. Então, se a dor continua impactando sua qualidade de vida mesmo após o tratamento da doença de base, saiba que existe tratamento.

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