09/09/2026
Me despeço de uma das formas mais bonitas que encontrei de amar você.
E, curiosamente, também foi leve.
Sem pressa.
Sem dor.
Sem aquela sensação de estar perdendo alguma coisa.
Talvez porque, dessa vez, eu soubesse que o fim de uma fase não apaga tudo o que ela foi.
Você me salvou de lugares em mim que eu nem sabia que ainda precisavam de cura.
Você chegou tão leve… e foi me ensinando a ser leve também.
No seu colo, eu desacelerei.
No seu olhar, eu me reencontrei.
Na nossa amamentação, eu descobri que podia viver a maternidade de um jeito diferente.
Você não sabe, mas enquanto eu te alimentava, muitas vezes era você quem alimentava alguma coisa em mim.
E agora, quando olho para você tão grande, tão inteiro, tão você… eu sinto uma gratidão imensa.
Não é sobre deixar de precisar de mim.
É sobre saber que o nosso amor nunca dependeu disso.
A gente só mudou a forma de se encontrar.
Obrigada, meu filho, por ter sido brisa quando eu precisava respirar.
Por ter chegado tão doce, tão leve, tão profundamente transformador.
Você me curou de um jeito que talvez nunca consiga entender.
E eu espero que, algum dia, você saiba:
eu também fui salva por você. 🤍