Glaucia Pessoa Psicóloga

Glaucia Pessoa Psicóloga 🌻 Autoconhecimento é liberdade para ser você mesma
🌾 Gestalt-terapeuta | CRP02/20526
🌱 Psicoterapia on-line com adultas e idosas

Tem momentos em que você olha pra vida e percebe que mudou, mas ainda não sabe bem o que fazer com o espaço que essa mud...
15/05/2026

Tem momentos em que você olha pra vida e percebe que mudou, mas ainda não sabe bem o que fazer com o espaço que essa mudança deixou.

Não é tristeza exatamente. É uma espécie de estranhamento silencioso, como se você tivesse atravessado algo sem ter tido tempo de se despedir direito.

Crescer costuma ser apresentado como acúmulo. Mas talvez seja tanto sobre o que f**a quanto sobre o que vai.
E às vezes o que vai ainda dói, mesmo quando era necessário ir.

E essa é a parte que ninguém te conta sobre amadurecer: que algumas mudanças não chegam com alívio, chegam como luto. E ainda assim fazem parte de continuar vivendo.

Evitar não é fraqueza. Na maioria das vezes, é uma resposta inteligente que a gente desenvolveu num momento em que senti...
11/05/2026

Evitar não é fraqueza. Na maioria das vezes, é uma resposta inteligente que a gente desenvolveu num momento em que sentir era demais, ou perigoso, ou inútil, ou simplesmente não havia espaço pra isso.

O problema não é a evitação em si. É quando ela começa a ocupar tanto espaço que a gente perde o contato com o que está embaixo dela.

Com o cansaço que não é só cansaço, a irritação que carrega outra coisa, com o vazio que aparece exatamente quando tudo parece estar bem.

Às vezes o que a gente mais evita é o que mais precisa de atenção, não pra ser resolvido, mas pra ser reconhecido.

O que você tem desviado o olhar ultimamente? 🍃

Tem algo curioso em postar esse conteúdo aqui, no lugar feito pra acelerar.Mas é justamente por isso que vale a pergunta...
08/05/2026

Tem algo curioso em postar esse conteúdo aqui, no lugar feito pra acelerar.

Mas é justamente por isso que vale a pergunta: o que você tem deixado passar rápido demais?

Não nas telas, nas pessoas, nas conversas, nas suas próprias sensações…

A velocidade vai moldando o olhar de um jeito silencioso. E quando a gente percebe, já está olhando pra tudo, inclusive pra si, sem muito tempo de demora.

Na Gestalt, a gente fala muito sobre contato. E contato exige presença. Exige que você fique tempo suficiente pra algo te alcançar de verdade.

Isso não é nostalgia de um tempo sem tela. É uma pergunta sobre o que a gente quer que chegue até nós, e o que estamos dispostos a deixar.

O que você percebe quando desacelera?

Tem dias em que eu escuto alguém dizer: “acho que não estou bem”, só porque está sentindo.E, muitas vezes, o que aparece...
06/05/2026

Tem dias em que eu escuto alguém dizer: “acho que não estou bem”, só porque está sentindo.

E, muitas vezes, o que aparece ali não é exatamente um problema a ser corrigido, é algo que precisa ser escutado com mais cuidado.

Eu tenho pensado muito sobre como a gente foi se acostumando a tratar qualquer sinal de dor como algo que precisa desaparecer rápido. Como se sentir fosse, por si só, um desvio.

Mas, na prática, é justamente quando algo aparece que existe a possibilidade de se aproximar de si, de entender melhor o que está acontecendo, de reorganizar o que for possível.

E isso nem sempre é simples de fazer sozinho.

Talvez por isso a terapia faça sentido pra tanta gente. Não como um lugar pra “f**ar bem” o tempo todo, mas como um espaço onde o que aparece pode ser olhado sem tanta pressa de mudar, e com mais possibilidade de compreensão.

Tem coisas em mim que eu já quis muito mudar, silenciar, controlar, ou dar um jeito de não sentir mais. E, com o tempo, ...
04/05/2026

Tem coisas em mim que eu já quis muito mudar, silenciar, controlar, ou dar um jeito de não sentir mais. E, com o tempo, fui percebendo que nem tudo que me incomoda está ali à toa.

Algumas dessas partes apareceram como um jeito de dar conta do que eu estava vivendo. Mesmo que hoje já não faça mais tanto sentido.

Pode ser um jeito antigo de se proteger, um modo possível de atravessar uma fase, ou uma tentativa de manter algum equilíbrio quando, por dentro ou por fora, muita coisa parece difícil.

Mas olhar para isso apenas como “problema” pode fazer a gente perder uma parte importante da história.

Antes de tentar arrancar algo de si, talvez valha chegar um pouco mais perto e se perguntar: o que isso tentou fazer por mim até aqui? E do que eu preciso agora para poder me organizar de outro modo? 💭

Às vezes uma pergunta simples revela algo que a gente não esperava encontrar. Você se reconhece fora do seu trabalho?Não...
01/05/2026

Às vezes uma pergunta simples revela algo que a gente não esperava encontrar. Você se reconhece fora do seu trabalho?

Não necessariamente existe uma resposta pronta. E talvez nem precise ter. Mas o que acontece quando você f**a um momento com essa pergunta, sem pressa de respondê-la?

Há partes nossas que não produzem, que não precisam ser úteis, que existem sem finalidade clara. Partes que descansam, que simplesmente estão.

Às vezes vale se perguntar: quando foi a última vez que você esteve em contato com essas partes? 🍃

Tem experiências que não chegam com nitidez.Elas não se explicam de imediato.Não cabem em uma palavra só.E, mesmo assim,...
27/04/2026

Tem experiências que não chegam com nitidez.

Elas não se explicam de imediato.
Não cabem em uma palavra só.
E, mesmo assim, estão ali.

O incômodo nem sempre está no que você sente, mas na dificuldade de sustentar algo que ainda não faz sentido.

Na Gestalt-terapia, existe um cuidado com esse tempo das coisas. Porque nem tudo precisa ser traduzido rápido. Algumas experiências precisam primeiro ser vividas, percebidas… pra depois, talvez, serem compreendidas.

Você costuma tentar entender rápido o que sente
ou consegue f**ar um pouco mais nesse espaço? 🍃

Nem sempre a dificuldade está em sentir. Às vezes, está no reconhecimento do que sentiu.Você sente e quase no mesmo inst...
23/04/2026

Nem sempre a dificuldade está em sentir. Às vezes, está no reconhecimento do que sentiu.

Você sente e quase no mesmo instante começa a avaliação:

“isso é exagero?”
“tenho motivo para estar assim?”
“será que eu devia me afetar tanto?”
“isso faz sentido?”

Como se a experiência precisasse passar por uma banca antes de existir.

Há contextos em que certas emoções são acolhidas. Outras, não. Algumas ganham nome, espaço e escuta. Outras são tratadas como excesso, fraqueza, inconveniência ou descontrole. A questão é que, com o tempo, isso deixa de vir só de fora.

A própria pessoa passa a regular a vida afetiva a partir do que parece aceitável sentir. E então já não se pergunta apenas “o que estou sentindo?”, pergunta, antes: “posso sentir isso?”

Talvez uma parte importante do trabalho terapêutico esteja justamente aí: não em autorizar sentimentos, mas em perceber quem foi ocupando esse lugar de autorização dentro de você.

Ser uma gestalt-terapeuta, para mim, foi amor à primeira vista. Quando tive meu primeiro contato com essa abordagem, alg...
21/04/2026

Ser uma gestalt-terapeuta, para mim, foi amor à primeira vista. Quando tive meu primeiro contato com essa abordagem, algo fez sentido de um jeito muito profundo. Não era só teoria, era sobre a forma como eu já via o mundo.

A Gestalt conversa com a minha maneira de experienciar, de acolher, de me colocar em relação.

Ser gestalt-terapeuta é:

- olhar o ajustamento antes do rótulo
- compreender o para quê do sintoma
- sustentar a fronteira de contato
- lembrar que mudança não se força, se experiencia
- confiar no aqui-agora

Gestalt, para mim, não foi apenas uma escolha profissional. Foi um reconhecimento. 🤍

Crescer, para muita gente, não foi exatamente aprender a escolher. Foi aprender a se adaptar, a fazer o que era esperado...
16/04/2026

Crescer, para muita gente, não foi exatamente aprender a escolher. Foi aprender a se adaptar, a fazer o que era esperado, evitar conflito, aceitar sem questionar…

Em alguns contextos, isso funciona. Ajuda a manter vínculos, organiza a convivência, dá uma certa direção.

Mas, na vida adulta, a lógica muda. Nem sempre vai ter alguém dizendo o que fazer, nem sempre existe um “certo” tão claro assim.

E aí aparece um tipo de dificuldade que nem sempre é nomeada: decidir, sustentar escolhas, perceber o que faz sentido, pode ser mais difícil quando isso não foi exercitado antes.

Na Gestalt-terapia, falamos de introjeções para nos referir a tudo aquilo que foi incorporado sem muita elaboração. Ideias, regras, formas de agir que foram aprendidas, mas nem sempre escolhidas.

Isso não acontece de um dia para o outro. Mas pode começar quando você passa a se perguntar, com mais cuidado: O que aqui ainda faz sentido pra mim, e o que eu só aprendi a manter?

Endereço

Lençóis, BA

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Glaucia Pessoa Psicóloga posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Glaucia Pessoa Psicóloga:

Atalhos

Compartilhar

Categoria