03/02/2026
"E o ninho vazio?"
Outro dia, uma conhecida me perguntou se, com a saída de casa da Manu, eu me sentiria com o ninho vazio.
Como sentir vazio se meu coração guarda tantas gargalhadas? Confesso que recorro a elas com a mais absoluta frequência. Ele guarda histórias, confissões, choros e pedidos.
Meu celular guarda chamadas, às vezes não atendidas, mensagens, figurinhas e piadas.
Mas, sobretudo, minha alma guarda a marca indelével de ter carregado nove meses no ventre e, depois, uma vida inteira no meu ser.
Sim, minha casa ficará mais quieta, bem mais arrumada. Meus dias serão mais longos. Mas em nada isso se parece com vazio.
Porque, além do amor que por ela carrego, há uma família, uma história construída, um casamento que não se esvazia. Há gatos, livros, sonhos antigos e novos. Há interesses que me chamam.
Há pacientes, aulas, cursos, palestras, congressos. Uma vida em movimento, pulsante, viva.
E, acima de tudo, há o Pai que habita em mim. Presença constante e amorosa, que sustenta meus dias e dá sentido a cada novo tempo.
Me conte aqui nos comentários se você, assim como eu, está vivendo um novo tempo em sua vida 👇
Com muito amor, Angel ❤️