11/08/2026
Ela chegou na minha vida e, desde então, tanta coisa mudou.
Mudei de casa, de cidade, de rotina.
Mudei de planos, de sonhos, de jeito.
Tive fases completamente diferentes umas das outras,
e algumas versões minhas ficaram pelo caminho.
Ela esteve em todas.
Foi descobrindo cada casa nova comigo,
cada cantinho, cada rotina.
Esteve nos dias corridos, dormindo enquanto eu fazia minhas coisas,
e nos dias tranquilos, querendo carinho, brincadeira
ou simplesmente um lugarzinho perto de mim.
E tem uma cena que nunca mudou:
eu abrindo a porta
e ela vindo me receber.
Não importa se saí por dez minutos ou passei o dia inteiro fora.
Ela vem correndo, o rabinho balançando,
fazendo festa como se a minha volta fosse a melhor notícia do dia.
E talvez seja isso que eu mais gosto nela.
Ela continua gostando das coisas simples.
De passear.
De brincar.
De ganhar carinho.
De dormir tranquila.
De ficar por perto.
Enquanto tanta coisa na minha vida foi mudando de lugar,
ela continuou ali,
fazendo parte da minha rotina de um jeito tão simples
que, às vezes, eu nem percebia o quanto isso era importante.
Seis anos depois, quando olho para ela,
penso em quanta vida já aconteceu nesse tempo.
Quantas casas.
Quantas cidades.
Quantos recomeços.
Quantas versões de mim.
E ela estava lá.
Talvez seja por isso que eu goste tanto de voltar para casa.
Porque, em algum lugar dela,
a minha chegada ainda é motivo de festa.
E isso é uma das coisas mais bonitas
que a vida me deu. 🤍