Psicóloga Fabiana Tamiko

Psicóloga Fabiana Tamiko Psicóloga Clínica - CRP 08/10026
Atendimento Presencial e Online.

Vivemos em um tempo em que tudo parece urgente. Respostas rápidas, soluções imediatas, decisões aceleradas. Existe uma p...
04/05/2026

Vivemos em um tempo em que tudo parece urgente. Respostas rápidas, soluções imediatas, decisões aceleradas. Existe uma pressão constante para saber, definir e resolver. Mas, na prática, nem tudo que é importante se organiza dessa forma.

Na experiência clínica, muitas vezes não é a resposta que transforma, mas a pergunta. Perguntas que abrem espaço, que deslocam certezas, que permitem olhar para o que antes passava despercebido. Perguntar não é sinal de falta, é um movimento de implicação.

Quando alguém se permite sustentar uma pergunta, algo muda. Em vez de buscar uma solução pronta, passa a observar, refletir e se aproximar da própria experiência com mais profundidade. Isso exige tempo, disponibilidade e, muitas vezes, desconforto.

A cultura da urgência não favorece esse tipo de processo. Ela valoriza respostas rápidas, mesmo que superficiais. Mas a saúde emocional se constrói em outro ritmo. Um ritmo que permite dúvidas, revisões e elaboração.

Perguntar é abrir espaço para compreender. E, em muitos casos, é esse movimento que sustenta mudanças mais consistentes.

A terapia é um lugar onde as perguntas não são apressadas, mas cuidadas. Onde o não saber não é problema, mas ponto de partida.

Existe uma ideia muito difundida de que coragem é algo grandioso, visível e admirável. Grandes decisões, mudanças radica...
27/04/2026

Existe uma ideia muito difundida de que coragem é algo grandioso, visível e admirável. Grandes decisões, mudanças radicais, atitudes que chamam atenção. Mas, na prática, a coragem costuma aparecer de formas muito mais silenciosas.

Ela está presente quando alguém levanta mesmo sem vontade, quando enfrenta um dia difícil sem ter clareza de como vai sustentar tudo, quando decide falar algo que sempre foi guardado, mesmo com medo da reação. Está nos movimentos pequenos, quase imperceptíveis, que exigem esforço interno real.

Redefinir coragem é importante porque muitas pessoas deixam de reconhecer o próprio esforço. Acreditam que só são fortes quando fazem algo extraordinário, ignorando tudo aquilo que já sustentam no cotidiano. E esse olhar distorcido gera mais cobrança do que reconhecimento.

Coragem não é ausência de medo. É ação apesar dele. É continuar, mesmo sem garantia, mesmo com insegurança, mesmo quando o caminho ainda não está claro. E isso, muitas vezes, acontece em silêncio, sem aplauso e sem validação externa.

Reconhecer esses movimentos muda a forma como alguém se vê. O que antes parecia pouco passa a ter valor. O que antes era invisível passa a ser entendido como parte fundamental do processo.

A terapia pode ajudar a construir esse olhar mais justo, onde o esforço não precisa ser negado para que a vida siga.

Falar sobre saúde mental nas redes sociais se tornou comum. Frases de impacto, listas rápidas, explicações simplificadas...
20/04/2026

Falar sobre saúde mental nas redes sociais se tornou comum. Frases de impacto, listas rápidas, explicações simplificadas. Esse movimento amplia o acesso à informação, mas também cria uma ilusão: a de que compreender a própria mente pode ser rápido, direto e facilmente traduzido em poucas palavras.

Na prática clínica, a realidade é diferente. O que atravessa a vida de alguém raramente cabe em uma legenda. Existem histórias complexas, contradições, repetições e conflitos que não se resolvem com identificação imediata ou com uma frase que parece explicar tudo.

A cultura das redes favorece respostas rápidas e reconhecimento imediato. A clínica sustenta perguntas, silêncio e tempo. Enquanto uma oferece identificação, a outra exige implicação. E é nesse processo, muitas vezes desconfortável, que mudanças reais começam a acontecer.

Enfrentar o que não aparece em hashtags exige coragem. Coragem para olhar para o que é evitado, para sustentar dúvidas, para abrir mão de explicações simples e entrar em contato com o que é mais profundo e, muitas vezes, mais difícil de elaborar.

A saúde emocional não se constrói apenas com informação, mas com experiência, escuta e continuidade. E isso não é imediato, nem sempre é leve, e quase nunca é visível para quem está de fora.

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Ao longo da vida, cada pessoa constrói uma narrativa sobre si mesma. Uma forma de contar a própria história, de organiza...
13/04/2026

Ao longo da vida, cada pessoa constrói uma narrativa sobre si mesma. Uma forma de contar a própria história, de organizar o que viveu e de dar sentido às experiências.

Muitas vezes, essa narrativa vem carregada de julgamentos, cortes e tentativas de ajustar o passado para que ele pareça mais aceitável. Existe uma tendência de esconder falhas, minimizar dores ou destacar apenas conquistas, como se a história precisasse ser coerente, forte e sem contradições.

Mas são justamente as partes imperfeitas, os conflitos, as dúvidas e os momentos difíceis que tornam essa narrativa humana.

Na clínica, é comum perceber como a forma de contar a própria história influencia diretamente a forma como a pessoa se enxerga.

Quando a narrativa é rígida, crítica ou incompleta, o olhar sobre si também se torna limitado. Quando há espaço para incluir todas as partes, inclusive as que incomodam, algo se amplia.

Humanizar a própria história não significa romantizar o sofrimento, mas reconhecer que ele faz parte do percurso.

Que mudanças, contradições e fragilidades não anulam ninguém. Pelo contrário, ajudam a construir um entendimento mais honesto sobre quem se é.

A forma como alguém se conta pode aprisionar ou pode libertar. E esse processo de reorganizar a própria narrativa não acontece sozinho, ele pede escuta, tempo e elaboração.

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Nem todo sofrimento aparece em forma de pensamento claro ou emoção nomeada. Muitas vezes, ele encontra o corpo como cami...
06/04/2026

Nem todo sofrimento aparece em forma de pensamento claro ou emoção nomeada. Muitas vezes, ele encontra o corpo como caminho. Tensão constante, dores que surgem sem explicação evidente, cansaço que não passa, falta de ar, aperto no peito. O corpo começa a expressar aquilo que, por dentro, ainda não conseguiu ser dito.

Isso não significa que seja algo “da cabeça” no sentido de não ser real. Pelo contrário. O corpo responde diretamente ao que é vivido emocionalmente. Quando sentimentos são acumulados, evitados ou ignorados, eles não desaparecem. Eles procuram outras formas de se manifestar.

Existe um limite para o que pode ser sustentado em silêncio. E quando esse limite é ultrapassado, o corpo sinaliza. Não como inimigo, mas como tentativa de alerta. Algo precisa de atenção, de pausa, de escuta. O sintoma, muitas vezes, não é o problema em si, mas um aviso de que algo mais profundo está pedindo cuidado.

Aprender a olhar para esses sinais com mais atenção muda a forma como se vive o próprio corpo. Em vez de apenas tentar eliminar o desconforto, passa a ser possível compreender o que ele está comunicando.

A terapia pode ajudar nesse processo, permitindo que aquilo que hoje aparece como sintoma encontre espaço para ser elaborado, diminuindo a necessidade do corpo sustentar sozinho o que não foi dito.

Em muitos espaços, existe uma exigência silenciosa de perfeição. Saber o que dizer, agir da forma certa, não incomodar, ...
30/03/2026

Em muitos espaços, existe uma exigência silenciosa de perfeição. Saber o que dizer, agir da forma certa, não incomodar, não falhar, não demonstrar fragilidade. Com o tempo, isso transforma relações em lugares de esforço constante, onde a pessoa precisa se ajustar o tempo todo para ser aceita.

Conexões que não exigem perfeição funcionam de outra maneira. São aquelas em que existe espaço para ser quem se é, inclusive nas partes mais vulneráveis. Onde não é necessário medir cada palavra ou sustentar uma imagem o tempo inteiro. Onde o vínculo não depende de desempenho.

Esse tipo de relação não elimina conflitos ou diferenças, mas sustenta respeito, escuta e presença. Permite que a pessoa exista sem precisar se moldar o tempo todo. E isso reduz um peso importante: o de tentar ser algo que não corresponde à própria experiência.

Quando uma relação exige perfeição constante, ela tende a gerar ansiedade, insegurança e desgaste emocional. Já quando existe espaço para imperfeição, há mais possibilidade de conexão real.

Cuidar da saúde emocional também envolve rever os vínculos que se sustenta. Nem todo lugar é seguro para ser quem se é, mas alguns podem ser construídos a partir dessa verdade.

A terapia pode ajudar a identificar padrões nas relações e construir formas mais saudáveis de se vincular, sem a necessidade de se anular para permanecer.

No cotidiano, muitas respostas são rápidas, automáticas e socialmente aceitas. Quando alguém pergunta como você está, o ...
23/03/2026

No cotidiano, muitas respostas são rápidas, automáticas e socialmente aceitas. Quando alguém pergunta como você está, o “estou bem” surge quase sem pensar. Mas nem sempre essa resposta reflete o que realmente está acontecendo por dentro.

Existe um silêncio que acompanha essa fala. Um silêncio feito de cansaço, de pensamentos que não encontram espaço, de emoções que foram deixadas de lado porque pareciam difíceis demais de explicar. Aos poucos, esse silêncio vai se acumulando e começa a pesar.

O problema não está em não conseguir falar tudo o tempo todo. Mas quando o que é sentido nunca encontra lugar, a pessoa passa a se afastar de si mesma. Mantém uma imagem de funcionamento, enquanto internamente lida com dúvidas, inseguranças ou exaustão que ninguém percebe.

Nem tudo precisa ser exposto para todos, mas tudo que é sentido precisa, em algum momento, ser reconhecido. Ignorar o próprio estado emocional não elimina o que está ali, apenas adia o contato com isso.

A terapia pode ser um espaço onde esse silêncio ganha forma, onde o que não foi dito encontra escuta e onde a pessoa pode se aproximar de si com mais clareza e menos cobrança.

Existe um tipo de vergonha que quase nunca é falada. Ela aparece quando alguém já enfrentou grandes desafios, superou do...
16/03/2026

Existe um tipo de vergonha que quase nunca é falada. Ela aparece quando alguém já enfrentou grandes desafios, superou doenças, atravessou perdas ou venceu momentos muito difíceis. Para quem olha de fora, aquela pessoa é forte, resiliente, exemplo de superação. Mas, por dentro, ainda existem fragilidades que continuam pedindo cuidado.

Nesse momento surge um pensamento silencioso: “depois de tudo que já superei, eu não deveria estar assim”. A pessoa sente medo de demonstrar cansaço, tristeza ou insegurança, como se isso anulasse tudo o que já conquistou. E, aos poucos, começa a esconder aquilo que ainda dói.

Mas superar algo não significa que todas as marcas desaparecem. Experiências intensas deixam registros emocionais, e continuar sensível diante delas não diminui a força de ninguém. Pelo contrário, revela humanidade. A vida não exige que alguém se torne invulnerável apenas porque já atravessou grandes batalhas.

A vergonha surge quando a pessoa acredita que precisa manter uma imagem constante de força. O cuidado começa quando ela permite reconhecer que ainda existem partes que precisam de acolhimento.

A terapia pode ser um espaço seguro para olhar essas experiências com mais gentileza, sem a pressão de provar resistência o tempo todo.

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Muitas experiências difíceis não se tornam mais leves apenas com o passar do tempo. O tempo passa, mas aquilo que foi vi...
09/03/2026

Muitas experiências difíceis não se tornam mais leves apenas com o passar do tempo. O tempo passa, mas aquilo que foi vivido permanece sem forma, sem compreensão e, muitas vezes, sem espaço para ser dito. Quando isso acontece, a história continua atuando dentro da pessoa, influenciando emoções, escolhas e relações.

Na psicologia, a fala tem um papel fundamental nesse processo. Colocar experiências em palavras ajuda a organizar aquilo que antes estava confuso. Ao narrar a própria história, a pessoa não apenas relembra fatos, mas também começa a compreender sentidos, identificar padrões e perceber como certos acontecimentos impactaram sua forma de ver a si mesma e o mundo.

Esse movimento é transformador porque permite que a experiência deixe de ser apenas um peso silencioso e passe a ser algo que pode ser elaborado. Quando uma história é contada em um espaço seguro, ela pode ganhar novos significados, novas perspectivas e novas possibilidades de entendimento.

Narrar não muda o passado, mas muda a relação com ele. Aquilo que antes parecia apenas dor pode se tornar aprendizado, compreensão e até um ponto de partida para escolhas diferentes.

A terapia oferece esse espaço de escuta onde a fala não é interrompida, julgada ou apressada. Um lugar onde histórias podem ser contadas com cuidado, permitindo que a pessoa se reconecte com sua própria trajetória de forma mais consciente.

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O dia 8 de março costuma ser marcado por homenagens, flores e mensagens bonitas. Mas a origem dessa data não nasce apena...
08/03/2026

O dia 8 de março costuma ser marcado por homenagens, flores e mensagens bonitas. Mas a origem dessa data não nasce apenas da celebração. Ela surge da história de mulheres que lutaram por condições dignas de trabalho, por direitos básicos e por reconhecimento em uma sociedade que por muito tempo limitou suas possibilidades.

Ao longo das décadas, muitas conquistas foram alcançadas. Ainda assim, ser mulher continua exigindo força emocional diária. Muitas sustentam múltiplos papéis ao mesmo tempo: trabalham, cuidam da casa, dos filhos, da família, das relações e, muitas vezes, ainda precisam provar constantemente sua capacidade.

Existe também um peso silencioso que nem sempre aparece nas fotos ou nas comemorações. A pressão para dar conta de tudo, para parecer forte, para não demonstrar cansaço. Muitas seguem sustentando responsabilidades enormes enquanto carregam emoções que quase nunca encontram espaço para serem ditas.

Celebrar o Dia Internacional da Mulher também é reconhecer essa realidade. É lembrar que força não precisa significar exaustão constante. Que cuidar da saúde emocional é parte fundamental da vida, não um detalhe secundário.

Ser mulher envolve coragem, resistência e sensibilidade. Mas também envolve o direito de descansar, de pedir apoio e de ser acolhida sem precisar provar nada.

Vivemos em um tempo em que conselhos circulam com facilidade. Listas prontas, frases rápidas, explicações simplificadas....
02/03/2026

Vivemos em um tempo em que conselhos circulam com facilidade. Listas prontas, frases rápidas, explicações simplificadas. A informação está acessível, mas isso não significa que exista aprofundamento. Em meio a esse cenário, é importante diferenciar orientação de experiência clínica.

Certificados são importantes. Formação é necessária. Mas a autoridade na clínica não se constrói apenas com títulos. Ela se sustenta na capacidade de olhar, escutar e sustentar processos com responsabilidade. A experiência de anos acompanhando histórias reais oferece algo que nenhuma lista de dicas consegue substituir: compreensão singular.

Cada pessoa chega com uma história própria, um contexto específico e uma forma única de sentir. A prática clínica humanizada não trabalha com respostas padronizadas. Ela exige presença, análise cuidadosa e disposição para permanecer no processo, mesmo quando ele é lento ou desconfortável.

Em um mundo saturado de fórmulas rápidas, a escuta profunda se torna diferencial. Não porque promete soluções imediatas, mas porque oferece elaboração. E é na elaboração que mudanças consistentes acontecem.

Autoridade clínica não se impõe, se constrói na relação. No vínculo. Na ética. No cuidado contínuo.

Vivemos em uma era em que a comunicação acontece em segundos. Mensagens chegam a qualquer hora, redes sociais mostram vi...
23/02/2026

Vivemos em uma era em que a comunicação acontece em segundos. Mensagens chegam a qualquer hora, redes sociais mostram vidas em tempo real e a sensação é de proximidade constante. Ainda assim, cresce um sentimento que parece contraditório: a solidão.

A solidão contemporânea não é apenas estar fisicamente sozinho. É sentir que não há espaço para ser verdadeiro, vulnerável ou imperfeito. É manter conversas superficiais enquanto emoções profundas permanecem guardadas. É ter muitas interações e poucos vínculos reais.

A hiperconexão cria a ilusão de pertencimento, mas pertencimento exige presença. Exige tempo, escuta e disposição para atravessar conversas que não cabem em respostas rápidas. Quando tudo é imediato, o aprofundamento se torna raro. E sem aprofundamento, os vínculos enfraquecem.

Esse cenário impacta diretamente a saúde emocional. A comparação constante, a busca por validação e a exposição contínua também contribuem para sentimentos de inadequação e isolamento interno. A solidão deixa de ser ausência de pessoas e passa a ser ausência de conexão significativa.

Reconhecer essa realidade é importante. Nem toda interação é vínculo. Nem toda conversa é presença. E cuidar da saúde emocional hoje inclui aprender a diferenciar conexão de exposição.

A terapia pode oferecer um espaço de presença real, onde a escuta é contínua e o vínculo é construído com profundidade e respeito.

Endereço

Av. Madre Leonia Milito, 1500 Sala 904
Londrina, PR
86050-270

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