Cecília Feliciano Psicóloga

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Uma das perguntas mais importantes da análise pode ser feita também agora: o que fazer diante do real insimbolizável, da...
05/10/2026

Uma das perguntas mais importantes da análise pode ser feita também agora: o que fazer diante do real insimbolizável, da diferença radical com o grande Outro?

Questões e questões.

Olá, pessoal! Tenho recebido alguns pedidos de supervisão e resolvi abrir alguns horários para receber supervisionandos....
07/09/2026

Olá, pessoal! Tenho recebido alguns pedidos de supervisão e resolvi abrir alguns horários para receber supervisionandos. Quem tiver interesse ou dúvidas, entre em contato pelo WhatsApp ou pela dm!

05/09/2026

Você sabia que era assim que usava o divã?!

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29/08/2026

Será que você realmente quer o que deseja?

Traços: o show da Amy Winehouse ❤️Ainda que meu mundo gire em torno da música brasileira, como samba, choro e mpb, acred...
25/08/2026

Traços: o show da Amy Winehouse ❤️

Ainda que meu mundo gire em torno da música brasileira, como samba, choro e mpb, acredito que minha cantora favorita de todos os tempos seja inglesa: Amy Winehouse.

Eu a conheci num programa de tv, tinha uns dez ou onze anos. Minha família tem tradição sertaneja, caipira, então, para quem era acostumada com as modas de viola, Amy soou como grande diferença. Me encantou. Até hoje, não sei qual o impacto avassalador aquilo me causou, mas lembro de seus efeitos.

Minha história com a Amy é gigantesca - talvez até escreva outras coisas sobre isso -, mas quero me deter em dois pontos de, hoje, me parecem muito analíticos.

Herdei um celular do meu pai, dos modelos tijolões da época. Naquele tempo, quando os pais compravam celulares melhores, passavam os antigos para os filhos. Este celular do meu pai, modernoso, tinha fone de ouvido e gravador de voz. Nele, cabia exatamente duas músicas da Amy (naquela época, essa era uma das minhas unidades de tempo): You know I’m no good, que é minha música favorita desde sempre, e Rehab. Gravei da caixinha de som para o celular e escutava incansavelmente no longo caminho do bairro até o centro, onde eu estudava.

Um dia, uma amiga disse: “posso ouvir o que está no seu fone?” e, em seguida, me disse: “ai, não dá para entender nada!” Ali me dei conta que eu tinha uma rara ideia do que era a música original. Era um traço de memória, mas que bastava para me fazer companhia entre as chacoalhadas do busão.

Outro ponto foi que no memorável dia oito de janeiro de 2011 tive a absoluta sorte de ver a Amy ao vivo em Florianópolis, junto com a minha mãe. Eu tinha 14 anos! Sim, eu era uma adolescente que gostava de Amy Winehouse! A maior curiosidade que eu tenho desse dia é que, imaginariamente, não tenho quase lembrança alguma. Me lembro pouquíssimo da ocasião. Mas me lembro em detalhes de como me senti. Joguei um beijo para a Amy (eu estava bem de frente a ela, pertinho); ela pegou o beijo, guardou no coração e mandou um de volta. Amy me viu! Me lembro de sentir a emoção das milhares de vozes atrás de mim, quando Zalon diz “Ladies and Gentlemen! This is… Amy… Wiiineeehouse!!!”

continua nos comentários…

Na psicanálise, o pai é uma função. Não se reduz àquele que é de carne e osso.O pai também não é uma resposta, mas aquil...
09/08/2026

Na psicanálise, o pai é uma função. Não se reduz àquele que é de carne e osso.

O pai também não é uma resposta, mas aquilo que pode produzir, como efeito, a possibilidade de fazer questões.

É por meio da função paterna que se inscreve a barra, introduzindo a falta e a dimensão do signif**ante.

E, com isso, a possibilidade de algumas das perguntas fundamentais da existência:

Quem sou eu?

O que o Outro quer de mim?

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dos pais

Na psicanálise, o trauma não é um acontecimento vivido, factual, experimentado. Ele ocorre no encontro com o real, que r...
15/07/2026

Na psicanálise, o trauma não é um acontecimento vivido, factual, experimentado. Ele ocorre no encontro com o real, que resiste à simbolização.

Assim, o sintoma não pode ser reduzido a um problema a ser eliminado, pois funciona como uma resposta singular ao encontro com aquilo que há de mais inquietante na experiência humana: o s**o, a morte, o impossível de dizer por completo.

Em vez de perguntar apenas “como acabar com o sintoma?”, a clínica pergunta: o que um sujeito pode dizer sobre seu sintoma?

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11/07/2026

Qual repetição de Taxi Driver mais chama a sua atenção?

No filme, quase tudo retorna. O táxi atravessa as mesmas ruas molhadas, a fumaça reaparece, a trilha sonora insiste nos mesmos temas e os pensamentos de Travis parecem sempre voltar ao mesmo lugar. À primeira vista, temos a impressão de que ele está seguindo em frente, mas aos poucos percebemos que permanece preso a um circuito que se repete.

Talvez seja justamente isso que torne a história tão desconfortável mesmo depois de tantas décadas. A repetição não pertence apenas ao personagem. Ela também faz parte da experiência de quem assiste.

Muitas vezes acreditamos estar mudando, quando na verdade retomamos as mesmas frases, os mesmos medos e as mesmas maneiras de olhar o mundo. O filme continua avançando, mas Travis permanece girando em torno do que já conhece. A pergunta que f**a é se nós também fazemos algo
parecido sem perceber.

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Há dores que não vêm da perda de alguém, mas sim da perda de quem imaginávamos ser. Nem toda perda faz barulho. Existem ...
08/07/2026

Há dores que não vêm da perda de alguém, mas sim da perda de quem imaginávamos ser. Nem toda perda faz barulho. Existem perdas silenciosas, como a versão de nós mesmos que tentávamos sustentar.

Ouço muito na clínica que, muitas vezes, o sofrimento não está apenas no que terminou, mas na dificuldade de abandonar a imagem que construímos para sermos amados, reconhecidos, necessários, etc.

Talvez crescer, amadurecer, seja isso: permitir que certas imagens caiam para que alguma outra coisa possa ser construída, quem sabe, uma vida menos angustiante.

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10/06/2026

Como você maneja o silêncio em suas sessões?

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