Cecília Feliciano Psicóloga

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Na psicanálise, o trauma não é um acontecimento vivido, factual, experimentado. Ele ocorre no encontro com o real, que r...
15/07/2026

Na psicanálise, o trauma não é um acontecimento vivido, factual, experimentado. Ele ocorre no encontro com o real, que resiste à simbolização.

Assim, o sintoma não pode ser reduzido a um problema a ser eliminado, pois funciona como uma resposta singular ao encontro com aquilo que há de mais inquietante na experiência humana: o s**o, a morte, o impossível de dizer por completo.

Em vez de perguntar apenas “como acabar com o sintoma?”, a clínica pergunta: o que um sujeito pode dizer sobre seu sintoma?

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11/07/2026

Qual repetição de Taxi Driver mais chama a sua atenção?

No filme, quase tudo retorna. O táxi atravessa as mesmas ruas molhadas, a fumaça reaparece, a trilha sonora insiste nos mesmos temas e os pensamentos de Travis parecem sempre voltar ao mesmo lugar. À primeira vista, temos a impressão de que ele está seguindo em frente, mas aos poucos percebemos que permanece preso a um circuito que se repete.

Talvez seja justamente isso que torne a história tão desconfortável mesmo depois de tantas décadas. A repetição não pertence apenas ao personagem. Ela também faz parte da experiência de quem assiste.

Muitas vezes acreditamos estar mudando, quando na verdade retomamos as mesmas frases, os mesmos medos e as mesmas maneiras de olhar o mundo. O filme continua avançando, mas Travis permanece girando em torno do que já conhece. A pergunta que f**a é se nós também fazemos algo
parecido sem perceber.

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Há dores que não vêm da perda de alguém, mas sim da perda de quem imaginávamos ser. Nem toda perda faz barulho. Existem ...
08/07/2026

Há dores que não vêm da perda de alguém, mas sim da perda de quem imaginávamos ser. Nem toda perda faz barulho. Existem perdas silenciosas, como a versão de nós mesmos que tentávamos sustentar.

Ouço muito na clínica que, muitas vezes, o sofrimento não está apenas no que terminou, mas na dificuldade de abandonar a imagem que construímos para sermos amados, reconhecidos, necessários, etc.

Talvez crescer, amadurecer, seja isso: permitir que certas imagens caiam para que alguma outra coisa possa ser construída, quem sabe, uma vida menos angustiante.

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10/06/2026

Como você maneja o silêncio em suas sessões?

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26/05/2026

O “dedo podre” talvez aponte para alguma outra coisa: algo familiar que se repete, mas que ainda assim dói e fala sobre o inconsciente. Você já passou por uma situação parecida?

Hoje foi dia de participar da mesa de Psicanálise e Música do congresso organizado pela  ! Pude fazer uma leitura da let...
11/04/2026

Hoje foi dia de participar da mesa de Psicanálise e Música do congresso organizado pela !
Pude fazer uma leitura da letra e do som da música Vilarejo, da Marisa Monte, me valendo dos fundamentos da psicanálise lacaniana. Em breve, falarei mais dessa construção que amei produzir para este encontro.

Agradeço à Liga e aos meus amigos com quem dividi a mesa: , e !

Também agradeço aos meus amigos com quem dividi o palco, para interpretar a música escolhida, e quem ouvi o show com muito carinho: , , e ❤️

Por fim, e muito especialmente, agradeço à minha companheira, , por me acompanhar, incentivar e ser a responsável por todos esses registros! ❤️
Também em breve colocarei à parte a interpretação da música!

Fiquei emocionada em ver um auditório cheio de futuros jovens analistas, engajados com a causa da Psicanálise.

Que dia feliz!

Hoje e amanhã! Vamos lá?
06/03/2026

Hoje e amanhã! Vamos lá?

19/01/2026

Uma ode ao tempo

Das coisas da vida, uma das que mais me encanta é o tempo, e ele também sempre esteve entre meus maiores desafios.

A rapidez do meu raciocínio e a facilidade escolar se revelaram ainda adolescente como altas habilidades/superdotação, e com isso diversas perguntas sobre o que fazer com ela e com seus impasses (eles existem e não são poucos!).

Também minha relação com o tempo é costurada numa memória que pouco esquece. Lembro de tanta coisa, de minúcias de anos e anos atrás. No começo da clínica, me preocupava de esquecer o que meus analisandos diziam (como se fosse necessário lembrar tudo), e minha supervisora na época disse “se você escutou, vai lembrar. Não se preocupe”. Sempre que precisei, me lembrei.

Acho que minha paixão pelas coisas antigas, como o toca-discos e a máquina fotográf**a de filme, também são tentativas de elaboração do tempo, dele mais devagar, na contramão da minha rapidez. De precisar ligar o aparelho, escolher o disco, por a agulha, ouvir uma por uma até chegar na que quero ouvir (e com isso aprender muitas novas), virar o disco quando acabar o lado A; pensar duas ou três vezes se vou tirar certa pose (só temos 36!!!), não saber como saiu o resultado, se divertir no processo, mandar revelar, esperar sair, ver quais queimaram e quais serão recordações materiais. E assim também procuro costurar outra relação com a memória. Não é preciso lembrar tudo.

E, se olharmos direitinho, temos aí noção de inconsciente, sintoma, tempo lógico, savoir-faire. Mas hoje f**arei por aqui!

07/01/2026

Janeiro costuma produzir mais cobrança do que começo. Quando o ideal vira lei, o sujeito some.

Talvez não seja sobre fazer mais, e sim sobre se escutar melhor, diferente.

A clínica começa onde o ideal falha.

Atendo presencialmente em Londrina/PR e on-line. Agende sua sessão e conversamos melhor por lá!

Endereço

Rua Espírito Santo, 536. Sala 22
Londrina, PR
86010510

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