27/08/2026
Uma crise pode durar poucos minutos. Mas o medo da próxima pode ocupar dias, meses e até anos.
Para muitas pessoas com epilepsia, a imprevisibilidade interfere em decisões que parecem simples: dirigir, sair sozinha, trabalhar longe de casa, viajar, começar um relacionamento.
Aos poucos, a vida pode começar a ser organizada não em torno do que a pessoa deseja fazer, mas em torno do que ela teme que aconteça.
E existe ainda o peso do preconceito. O receio de passar por uma crise em público, ser julgada, filmada, perder oportunidades ou ser tratada como incapaz.
Por isso, cuidar da epilepsia não é apenas buscar o controle das crises. É também olhar para a saúde emocional, conversar sobre medos e trabalhar para que a pessoa preserve sua autonomia e sua qualidade de vida.
Epilepsia exige cuidado. Não exige que alguém deixe de viver.
Dra. Elaine Keiko Fujisao
CRM/PR 24.745
Neurologista (RQE 19.410) e Neurofisiologista (20.216)
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