05/02/2025
Hormônios, neurotransmissores e nutrientes carregam histórias.
Pesquisas comprovaram que o bebê compartilha das emoções da mãe desde a sua concepção.
“Ao escutar atentamente movimentos e batimentos cardíacos, os pesquisadores estão descobrindo que fetos de mães estressadas ou deprimidas reagem de um modo diferente em relação aos de mulheres emocionalmente saudáveis”. The New York Times, 2004.
Isso significa que o estresse, a ansiedade e a depressão da mãe podem afetar o bebê, reduzindo o volume do hipocampo (estrutura cerebral relacionada à memória) e também reduzindo as conexões do córtex pré-frontal (área responsável pela tomada de decisão, pensamento crítico e outras habilidades complexas).
O resultado disso são recém-nascidos com habilidades de aprendizado menos desenvolvidas, menos reativos a estímulos sociais e com uma menor capacidade de se acalmarem quando agitados.
Diversos outros estudos também apontam que os impactos do estresse materno em estruturas cerebrais como amígdala, responsável por processar o medo e as emoções, e em distúrbios neurológicos como o autismo.
Assim como muitos problemas nos adultos, desde transtornos de saúde mental até hipertensão, de doenças do coração a diabete, da função imunológica à inflamação, e de metabolismo da glicose e equilíbrio hormonal, ocorrem com maior probabilidade por conta do estresse intrauterino.
Este assunto é tão amplo e pouco citado que não caberia aqui, em somente uma publicação.
Mas deixo a você o meu convite para reflexão: do quanto a saúde mental se faz importante.
Compartilhe para que mais pessoas possam tomar consciência disso, não somente as gestantes, mas seus companheiros, familiares e pessoas próximas, que podem ser a sua rede de apoio nesse momento.
Se precisar, não hesite em fazer orientação parental durante a gestação ou em qualquer outra fase de sua criança.
Me encontro à disposição para te auxiliar. 🤍