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Ana Carolina Fernandes - Psicologia Clínica Olá, sejam bem vindos! Atuo como Psicóloga Clínica / Psicoterapeuta Junguiana em Londrina.

Em um encontro, minha analista me pediu que repetisse em voz alta uma frase sobre mim.Era uma afirmação simples, mas hav...
28/08/2026

Em um encontro, minha analista me pediu que repetisse em voz alta uma frase sobre mim.

Era uma afirmação simples, mas havia nela algo que eu ainda não conseguia reconhecer inteiramente como meu. Talvez porque certas verdades, antes de serem ditas, precisem atravessar um longo caminho dentro de nós.

Eu a repeti.

Ela sorriu.

Por um instante, estranhei o sorriso e sorri de volta.

Só depois compreendi que talvez não fosse ela quem precisasse ouvir novamente.

Era eu.

Há coisas que permanecem adormecidas enquanto são apenas pensadas. Quando encontram a própria voz, porém, ganham corpo. Tornam-se mais próximas. Como se, ao serem pronunciadas por nós, deixassem de pertencer ao campo das possibilidades e começassem, enfim, a fazer parte da nossa história.

Talvez seja também essa uma das delicadezas da análise: alguém nos escuta dizer aquilo que ainda não aprendemos a escutar em nós mesmos.

E, às vezes, o sorriso do outro funciona como um pequeno espelho: devolve-nos aquilo que acabamos de revelar sem perceber.

Há palavras que precisam ser repetidas não para convencer o outro, mas para que o próprio sujeito possa se ouvir dizendo: isso também sou eu.

E talvez seja preciso aprender a não passar depressa demais por esses momentos.

Quando a própria voz anuncia algo que por tanto tempo não pôde ser reconhecido, há ali uma pequena celebração da vida psíquica.

É preciso ficar um pouco.
Escutar e reagir.

Feliz dia daqueles que se interessam por alma.

A agressividade não é antirrelacional; ela é a própria matéria da relação. Mas torna-se problemática quando é reprimida ...
11/08/2026

A agressividade não é antirrelacional; ela é a própria matéria da relação.

Mas torna-se problemática quando é reprimida ou dissociada da experiência feminina, sobretudo quando é compreendida como uma expressão própria da natureza masculina, da qual as mulheres deveriam se manter afastadas. Ao contrário, reconhecer e integrar as energias agressivas pode constituir uma dimensão fundamental da agência e da experiência relacional feminina.

Expectativas desleais…
24/05/2026

Expectativas desleais…

O outro não anda no seu ritmo. Não responde no seu tempo, não sente na mesma medida, não organiza o afeto do jeito que v...
28/04/2026

O outro não anda no seu ritmo. Não responde no seu tempo, não sente na mesma medida, não organiza o afeto do jeito que você organiza.

E é nesse ponto que algo te atravessa.

Porque o amor não nasce apenas quando tudo se encaixa,
mas quando não encaixa… e você continua olhando para o que está ali, sem correr para corrigir, suavizar ou inventar outra versão.

O inconsciente não é um monstro demoníaco. Ele é uma entidade da natureza, indiferente do ponto de vista moral e intelec...
27/04/2026

O inconsciente não é um monstro demoníaco. Ele é uma entidade da natureza, indiferente do ponto de vista moral e intelectual que só se torna perigosa se a nossa atitude consciente for inadequada.

O perigo do inconsciente cresce na mesma proporção de sua repressão. No entanto, no momento em que o paciente começa a assimilar-lhes os conteúdos, a sua periculosidade diminui.

C. G. Jung. Vol. 16/2. Ab-reação, análise dos sonhos e transferência.

Se você é perfeita. Nada pode ser leve.Nada pode ser espontâneo. Nada pode ser seu. Porque errar é inaceitável. E viver ...
06/04/2026

Se você é perfeita.

Nada pode ser leve.
Nada pode ser espontâneo.
Nada pode ser seu.

Porque errar é inaceitável.
E viver também.

31/03/2026

No dia em que estive em um espaço de acolhimento para mulheres em um show, eu não saí aliviada, eu saí em alerta.Porque ...
31/03/2026

No dia em que estive em um espaço de acolhimento para mulheres em um show, eu não saí aliviada, eu saí em alerta.

Porque o problema não é só o que acontece.
É o quanto fomos ensinadas a não reconhecer violências.

Acolhimento sem informação não protege.
E estrutura sem consciência só mascara o que continua sendo violência.

A partir da leitura de O vício da perfeição, de Marion Woodman, vamos investigar o “vício” como expressão de uma organiz...
23/03/2026

A partir da leitura de O vício da perfeição, de Marion Woodman, vamos investigar o “vício” como expressão de uma organização psíquica, que atravessa o desenvolvimento feminino e, muitas vezes sustenta formas de aprisionamento.

Mulheres que vivem afastadas do corpo, do limite e do próprio desejo.

Este será um espaço de leitura e elaboração clínica, voltado para profissionais que desejam aprofundar a escuta do feminino para além do sintoma.

Se fizer sentido para você, comenta GRUPO ou me chama no direct.

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