Marco Correa Leite - Psicanálise

Marco Correa Leite - Psicanálise Sócio proprietário do Instituto ESPE (Ensino Superior em Psicologia e Educação). Psicanalista e Supervisor Clínico do Instituto Lalangue.

Coordenador da Especialização em Fundamentos da Psicanálise da mesma Instituição. Gruaduado em Psicologia pela UEL. Mestre em Psicologia pela UEM. Psicanalista e Supervisor Clínico. Autor dos livros "Queime Antes de Ler" e "Ainda há Amor?" Atualmente é coordenador e docente do curso de Pós-Graduação em Fundamentos da Psicanálise pelo Instituto ESPE Brasil.

Depressão é sempre foi carregada de fake News sobre no campo da saúde mental. Se existe um mito que muitos acreditam ser...
08/08/2026

Depressão é sempre foi carregada de fake News sobre no campo da saúde mental.

Se existe um mito que muitos acreditam ser verdade é de que a depressão tem como causa algo orgânico ou biológico. Na época de Freud, ela era vista como uma doença moral. As pessoas estavam mentindo, fingindo, ou, quando muito, tinham algum de problema no corpo que não podia ser verificado naquela época. Mas teorias não faltavam. Hoje, acredita-se em diversas causas mas que a ciência verdadeira nunca confirmou empiricamente.

Pensar a depressão como uma patologia apenas, como se uma mesma coisa fosse igual para todos os deprimidos é um equívoco. Freud em 1926 já tinha afirmado isso quando localiza que a depressão é um conjunto de sinais que pode indicar uma inibição ou um processo patológico sendo mais próximo de um sintoma.

Tratar a depressão como sintoma e não como doença é um baita avanço. Sim, pois não temos ideia - a princípio - de sua causa. O que sabemos é que há um processo de adoecimento em curso.

O problema é que não se pode tratar da mesma maneira uma depressão que é uma inibição e uma depressão que é um sintoma. Aqui Lacan nos ajuda com o nó borromeano nos mostrando que para cada caso temos intervenções distintas com efeitos distintos.

Quando a depressão se apresenta como sintoma precisamos pensar sempre em uma depressão que, assim como qualquer sintoma, é uma formação muito singular para dar conta de algo que é da ordem do insuportável. Sim, o sintoma vem como maneira de se defender de alguma coisa ainda pior para o Eu. Mas os psicoterapeutas geralmente não compreendem isso. Eles não conhecem a diferença radical do Eu na teoria de Freud e daquilo que a gente comumente chama de Eu.

Causas e possibilidades de intervenções distintas, chamar tudo de depressão concorre para o insucesso do tratamento.

É justamente isso que vamos trabalhar a partir do próximo encontro no seminário sobre: Inibição, Sintoma e Angústia na clínica contemporânea.

Angústia e psicanálise.Dentro da teoria da psicanálise existem muitos analistas que se propõem a escrever e falar um pou...
05/08/2026

Angústia e psicanálise.

Dentro da teoria da psicanálise existem muitos analistas que se propõem a escrever e falar um pouco sobre a angústia. Eu não sou um deles.

Prefiro retomar os textos de Freud e de Lacan e comparar com o que acontece em minha existência, algo de Kiekgaard também ajuda, algumas músicas, filmes e, principalmente, o que falo em minha análise, o que escuto da boca dos meus pacientes e também o que ouço dos analistas que eu atendo em supervisão.

Mas Marco, cadê Lacan? Tudo tem seu tempo.

Lembro que estava no mestrado nos anos de 2012, lá na época que o mundo tava acabando por causa dos povos pré colombianos. Estava terminando o mestrado, estudando sobre o desamparo humano e as relações humanas naquela época. O desamparo é parceiro real da angústia.

Em Freud, a angústia se produz quando a inovação não dá conta do recado e o sintoma fracassa. Ou ainda, quando o recalque falha em manter afastado do Eu aquilo que ele tanto teme. Logo, o sentimento de desamparo desabrocha junto. Não adianta se colocar como presente, isso pode até aliviar alguma coisa, mas a angústia mesmo aparece como sinal de que algo insuportável se desacortinou a nossa frente.

Agora um pouco de Lacan.

A gente paga caro na vida pra não enxergar que a vida vai muito além de nosso esquemas e organizações neuróticas. Já diria o coringa de Heath Ledger que a nossa vida é fazer esquemas, organizar tudo, tentar manter o máximo possível tudo nos trilhos. E isso é uma ilusão.

A angústia aparece quando a gente se dá conta que a gente não pode mais se iludir. Qua a vida não responde à nossa fantasia, que a vida é Real.

Haja análise e amor para dar conta disso.

Freud, em muitos textos, cita a depressão como um problema real a ser tratado pela psicanálise. No entanto, não a compre...
01/08/2026

Freud, em muitos textos, cita a depressão como um problema real a ser tratado pela psicanálise. No entanto, não a compreende rápido demais nem como uma inibição, nem como um sintoma.

Se hoje as pessoas acreditam que a depressão é única e tem como causa um desequilíbrio orgânico, é por existir uma pressa imensa em afirmar, mesmo que na contramão das evidências científicas, uma verdade sobre a causa, o processo, o fenômeno e o modo de tratar. Essa verdade, no entanto, não passa de uma teoria nunca empiricamente comprovada.

Por outro lado, ao receber um paciente com esse diagnóstico na clínica e, pacientemente, verificar o que ocorre durante as sessões nas entrevistas preliminares, pensar os processos, a casualidade, os elementos em jogo a partir da fala dos pacientes e do que se produz em transferência, tratamos aquilo que nos chega e, geralmente, alcançamos com o tempo, uma cura.

Mais uma vez, diferenciar as depressões no sentido de saber do que se trata e, consequentemente, como se trata, só é possível quando estamos bem afinados com a teoria e com o fazer clínico.

A partir desta perspectiva, convido a todos e todas a participarem do seminário “Inibição, sintoma e angústia na clínica contemporânea” em que iremos ler e discutir o texto de Freud com o mesmo nome.

Sejam todos bem vindos.
Informações no direct.

A lógica de uma sessão de análise!Em um primeiro momento busca-se um analista para não sei o que. Não sem um que!Qualque...
30/07/2026

A lógica de uma sessão de análise!

Em um primeiro momento busca-se um analista para não sei o que. Não sem um que!

Qualquer que seja a queixa que se traga nas primeiras sessões, ela geralmente conflita com um saber sobre aquilo. Sabe-se e sabe-se muito bem o que fazer, como fazer e com quem fazer. Eis aí o fracasso da psicoeducação. Até que a psicoeducação fracasse, nem sempre uma análise é recomendável.

Depois do fracasso do saber, passamos logo para o campo de algo que insiste. Algo que insiste e é representado pelo problema que se apresenta como sintoma entre as queixas do paciente. Não confundamos queixa com sintoma e nem com uma demanda. A questão é que isso insiste.

Desde as primeiras sessões é necessário que se apresente aquilo que insiste. Que se apresente, como um demônio em um exorcismo, ou um beija flor que parece aparecer magicamente no jardim para logo mais desaparecer.

Isso que insiste, geralmente sem palavras e as vezes como sentimento de angústia, deve se apresentar para que em um segundo momento seja dito.
Insistência - um dizer - a escuta - - repetir em transferência e, só depois, elaborar.

Há lógica em uma sessão de análise.

No desespero para provar o sofrimento, alcançar benefícios, reconhecimento ou um lugar na sociedade, o campo da saúde me...
26/07/2026

No desespero para provar o sofrimento, alcançar benefícios, reconhecimento ou um lugar na sociedade, o campo da saúde mental tem feito um baita de um estrago na vida de milhões de pessoas.

Sim, é preciso denunciar o mau uso da ferramenta diagnóstica e dos diagnósticos apressados, equivocados, ruins, que tendem a levar os pacientes ao pior.

Também é preciso uma denúncia, mais uma vez, do cano da saúde mental que é um negócio multibilionário que só cresce no mundo todo. Basta vermos, mais atualmente, as clínicas ABA para autistas que tem lucrado muito quando a maioria dos pacientes nem sequer de fato precisam daquele tratamento caro, imersivo e que tem comprovadamente gerado mais prejuízo do que benéfico a longo prazo. Já escrevi sobre isso aqui nos posts anteriores.

Agora, é preciso também uma denúncia radical no campo da cultura. Pessoas em sofrimento que nem sempre tem alguma psicopatologia e que procuram nos psiquiatras e profissionais sérios um diagnóstico, uma receita e um encaminhamento para suas vidas. E acreditem, eles estão entre nós em uma medida muito maior do que quem realmente tem alguma psicopatologia ou transtorno mental.

Fico me perguntando, o que aconteceu com nossa sociedade que passamos do ruim de alguém ser considerado estranho, louco ou problemático por ir na terapia e tomar remédios psiquiátricos para o péssimo de que quem não toma remédio ou não está em terapia é estranho, louco, ou deve ter algo de muito errado dentro da cabeça…

SEMINÁRIO TEÓRICO CLÍNICO:Inibição, sintoma e angústia na clínica contemporânea: teoria e manejo clínico.Docente: Dr. Ma...
15/07/2026

SEMINÁRIO TEÓRICO CLÍNICO:

Inibição, sintoma e angústia na clínica contemporânea: teoria e manejo clínico.

Docente: Dr. Marco Leite.
Metodologia: leitura comentada do texto de Freud.
Inibição, sintoma e angustia.
Data: quintas feiras quinzenais a partir de agosto.
Horário: das 19h às 21h.

Investimento:
Alunos de graduação - GRATUITO mediante comprovação.
Público geral - 5x de R$90,00.

Descrição do seminário:

Neste seminário iremos ler e discutir o texto de Freud Inibição, sintoma e angústia, para pensarmos a clínica psicanalítica nos dias atuais. Após a conclusão do texto, iremos discutir a partir da teoria de Jaques Lacan, algumas possibilidades de manejo clínico a partir dos três registros Real, Simbólico e Imaginário que foram trabalhados no nó borromeano pensando em propostas de direção do tratamento e manejo clínico com cada pacientes recebemos para atendimento.

Para ficar por dentro e não perder as inscrições, é só chamar no direct ;)

Inibição, sintoma e angústia na clínica contemporânea: teoria e manejo clínico.Docente: Dr. Marco LeiteMetodologia: leit...
12/07/2026

Inibição, sintoma e angústia na clínica contemporânea: teoria e manejo clínico.

Docente: Dr. Marco Leite
Metodologia: leitura comentada do texto de Freud Inibição, sintoma e angustia.
Data: quintas feiras quinzenais a partir de agosto.
Horário: das 19h às 21h
Investimento:
Alunos de graduação - GRATUITO mediante comprovação.
Público geral - R$90,00

Descrição do seminário:
Neste seminário iremos ler e discutir o texto de Freud Inibição, sintoma e angústia, para pensarmos a clínica psicanalítica nos dias atuais. Após a conclusão do texto, iremos discutir a partir da teoria de Jaques Lacan, algumas possibilidades de manejo clínico a partir dos três registros Real, Simbólico e Imaginário que foram trabalhados no nó borromeano pensando em propostas de direção do tratamento e manejo clínico com cada pacientes recebemos para atendimento.

Informações e inscrições via direct.

09/07/2026

*Inibição, sintoma e angústia na clínica contemporânea: teoria e manejo clínico.*

*Docente:* Dr. Marco Leite
*Metodologia:* leitura comentada do texto de Freud *Inibição, sintoma e angustia*.
*Data:* quintas feiras quinzenais a partir de agosto.
*Horário:* das 19h às 21h
*Investimento:*
Alunos de graduação - GRATUITO mediante comprovação.
Público geral - R$90,00

*Descrição do seminário:*
Neste seminário iremos ler e discutir o texto de Freud *Inibição, sintoma e angústia* para pensarmos a clínica psicanalítica nos dias atuais. Após a conclusão do texto, iremos discutir a partir da teoria de Jaques Lacan, algumas possibilidades de manejo clínico a partir dos três registros Real, Simbólico e Imaginário que foram trabalhados no nó borromeano pensando em propostas de direção do tratamento e manejo clínico com cada pacientes recebemos para atendimento.

Para ficar por dentro e não perder as inscrições, acesse:

https://chat.whatsapp.com/B6Da4aNd5FZEbn68a8jIB3?mode=gi_t

07/07/2026

A psicanálise
O beija flor
O inconsciente
A flor da pele

Tomo a fala de meu grande amigo Gustavo Volaco quando disse em alto e bom tom que o inconsciente se dá à flor da pele para pensar algumas questões sobre a clínica contemporânea.

Falar do inconsciente está cada vez mais difícil. Não por que um dia foi fácil, mas por que parece que cada vez mais, estamos não querendo saber disso que está o tempo todo nos sinalizando que algo não vai bem.

Pensei na possibilidade de articular um beija flor como o analista que, ao escutar o que sai da boca dos pacientes a cada sessão, pinça, aponta, mostra, aquilo que estava o tempo todo lá.

Tem outro passarinho que também faz uma função parecida, o gavião carrapateiro, mas esteticamente, vamos ficar com o beija-flor.

O psicanalista em sua função, não inventa, não dá sentido, não extrai a fórceps alguma coisa “lá do fundo” ou “lá de dentro” ele apenas aponta para aquilo que já está pronto, que está ali, que qualquer um que passe por perto já consegue tanto ver a flor quanto sentir o seu perfume. E as vezes de longe.

Ora, se consideramos o inconsciente aquilo que está na ponta da língua, na nossa cara, e que fazemos e expressamos o tempo todo na relação com o outro. A função do analista beija-flor, passa ser de extrema importância. Retirar os excessos, demonstrar o que se produziu, recolher o produto.

Caso contrário, na ausência do beija flor, teremos formigas… que também tem sua função. Mas isso é papo para outro post.

30/06/2026

*Psicanálise, Saúde Mental e Neurociências*

*ÚLTIMAS VAGAS!!!*

Seminário teórico clínico com os psicanalistas e professores: Dr. Richard Couto, Me. Nathan Barbosa e Dr. Marco Leite.

Dias 01, 03, 06 e 08 de julho de 2026 das 19h às 22h.

Encontros ao vivo pelo meet com gravação disponível por 60 dias.

Investimento: R$75.00 para ter acesso a todos os encontros e mais a gravação.

*Programação:*
1 de julho - Psicanálise e neurociências - abertura - *Dr. Marco Leite.*

3 de julho - Psicopatologia: uma ciência política? - *Me. Nathan Barbosa.*

6 de Julho - Saúde mental, ciência e política - *Dr. Richard Couto.*

8 de julho - Para que serve a psicanálise? - *Dr. Marco Leite.*

*VAGAS LIMITADAS*

Inscrição via direct.

Endereço

Londrina, PR

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