11/10/2026
Nem toda ferida nos ensina a curar. Mas algumas nos ensinam a olhar a dor do outro com mais humanidade.
Na clínica, não é preciso ter vivido a mesma dor para acolher. É preciso escutar sem julgar, respeitar a singularidade e reconhecer que cada história tem seu próprio tempo.
A dor, por si só, não transforma. É preciso elaborá-la.
Freud, em Recordar, repetir e elaborar (1914), nos mostra que o trabalho psíquico não se limita a recordar o que vivemos: implica trabalhar aquilo que insiste em se repetir, para que possamos construir outras formas de nos relacionar com nossa história.
Acolher o outro não é oferecer nossas respostas, mas ajudá-lo a encontrar as próprias palavras para sua dor.
Onde há escuta, há possibilidade de transformação.
Florescere Desenvolvimento Humano