Mariah Caroline Cardoso B Barbosa - Psicóloga Clínica

Mariah Caroline Cardoso B Barbosa - Psicóloga Clínica Psicóloga Clínica (Lorena SP)
Mariah Caroline Cardoso B. Barbosa. CRP 06/151630
Terapia Cognitivo

A neurociência do estresse voluntárioVocê entra no jogo sabendo que vai se estressar. Ainda assim, continua. Isso costum...
02/05/2026

A neurociência do estresse voluntário

Você entra no jogo sabendo que vai se estressar. Ainda assim, continua. Isso costuma ser interpretado como teimosia, mas a explicação mais consistente está na forma como o cérebro aprende com recompensa.

O sistema dopaminérgico não responde apenas ao prazer em si, mas principalmente à diferença entre o que era esperado e o que realmente acontece. Esse mecanismo é conhecido como erro de previsão de recompensa. Quando o resultado é melhor do que o previsto, ocorre um aumento abrupto de dopamina. Quando é pior, há uma queda.

Em jogos com dificuldade imprevisível, como os chamados “troll games”, o jogador acumula uma sequência de falhas que elevam a tensão cognitiva e emocional. Nesse contexto, a vitória não é apenas um alívio, ela se torna estatisticamente improvável do ponto de vista da expectativa interna do jogador. É exatamente aí que o sistema de recompensa é mais ativado.

Ou seja, quanto mais inesperada a vitória, maior o pico dopaminérgico. E quanto maior esse pico, maior a probabilidade de repetição do comportamento.

Esse ciclo cria um padrão interessante:
não é o prazer constante que mantém o jogador engajado, mas a intermitência da recompensa.

Esse mesmo princípio aparece em outros contextos, como jogos de azar, redes sociais e até dinâmicas relacionais instáveis. A lógica é simples, mas poderosa: quando o cérebro não consegue prever quando a recompensa virá, ele se mantém mais engajado na tentativa de antecipá-la.

Além disso, jogos que violam expectativas cognitivas ativam processos ligados ao erro, surpresa e atualização de modelo mental. Isso exige maior esforço do córtex pré-frontal e aumenta o envolvimento atencional, mesmo diante de frustração.

Por isso, a experiência subjetiva pode ser paradoxal:
a pessoa se sente irritada, mas não consegue parar.

Não é só sobre gostar. É sobre como o cérebro aprende.

Vou te falar uma coisa meio desconfortável, mas honesta, vam lá:Quando você se trata mal, tem alguém ganhando nisso e nã...
23/04/2026

Vou te falar uma coisa meio desconfortável, mas honesta, vam lá:

Quando você se trata mal, tem alguém ganhando nisso e não é você.
Você começa a aceitar menos do que merece, se cala mais do que gostaria e vai, aos poucos, saindo do centro da própria vida.
E isso vai virando padrão.
Você se cobra demais, se compara, se diminui e chama isso de consciência, de responsabilidade, de “pé no chão” mas, na prática, só te afasta de quem você poderia ser com um pouco mais de gentileza com você mesma
Não é sobre virar alguém que se acha incrível o tempo todo, não é sobre acomodar no medíocre…
é sobre parar de se machucar como se isso fosse te fazer melhorar (porque não faz, né?)

agora me diz, com sinceridade
quem ganha quando você se odeia?

Tem coisas que não aparecem na faculdade, mas aparecem na sua sala. Equando aparecem, você precisa estar preparada.Atend...
20/04/2026

Tem coisas que não aparecem na faculdade, mas aparecem na sua sala. Equando aparecem, você precisa estar preparada.
Atender mulheres não é só sobre escuta clínica.
É também sobre responsabilidade ética, proteção e posicionamento.
Você sabe o que fazer quando:
• há suspeita de violência?
• o sigilo entra em conflito com a segurança da paciente?
• existe risco real e imediato?

Ignorar essas perguntas não te protege.
Mas saber lidar com elas pode proteger alguém.

Como supervisora, eu vejo isso de perto: muitas profissionais são excelentes na clínica, mas inseguras quando o caso exige decisão. E a nossa profissão é permeada por essas decisões!

20/04/2026
02/04/2026

Nem sempre com certeza. Nem sempre com vontade.
Mas com uma força silenciosa que você quase não percebe. Tem uma parte sua que não desiste fácil.
E talvez você ainda não tenha parado pra reconhecer isso. 💓

É comum associar terapia a alívio, acolhimento e leveza.E, de fato, esses momentos fazem parte do processo.Mas a terapia...
31/03/2026

É comum associar terapia a alívio, acolhimento e leveza.
E, de fato, esses momentos fazem parte do processo.

Mas a terapia também pode incomodar.

Pode tocar em assuntos que você evitava.
Pode trazer à tona emoções que estavam guardadas.
Pode questionar padrões que, até então, pareciam naturais.

E isso não significa que algo deu errado.
Na maioria das vezes, significa que o processo está acontecendo.

O desconforto, quando bem conduzido, pode ser um sinal de que você está acessando partes importantes da sua história, dos seus comportamentos e das suas formas de se relacionar.

Claro, isso não quer dizer que toda dor é válida ou que você deve ignorar o que sente.
A terapia precisa ser um espaço seguro, onde o incômodo pode ser falado, elaborado e compreendido, não imposto.

Se algo começou a incomodar, leve isso para a sessão.
Falar sobre o processo também faz parte dele.

Nem sempre é fácil.
Mas muitas vezes, é aí que começam as mudanças mais significativas.

Seu sono pode dizer muito sobre como sua mente está.Quando estamos passando por períodos de ansiedade, estresse ou sobre...
24/03/2026

Seu sono pode dizer muito sobre como sua mente está.

Quando estamos passando por períodos de ansiedade, estresse ou sobrecarga emocional, é comum que o sono seja um dos primeiros a se alterar. Algumas pessoas têm dificuldade para dormir, acordam várias vezes durante a noite ou sentem que o descanso nunca é suficiente. Outras começam a dormir mais do que o habitual e ainda assim acordam cansadas.

Essas mudanças nem sempre significam apenas cansaço físico. Muitas vezes, elas são sinais de que algo no campo emocional precisa de atenção.

O sono é um processo profundamente conectado com o nosso bem-estar psicológico. Quando estamos preocupados, sobrecarregados ou vivendo conflitos internos, o cérebro permanece em estado de alerta, dificultando o relaxamento necessário para um descanso reparador.

Observar essas mudanças é um passo importante para cuidar da própria saúde mental.

Se o seu sono tem sido afetado com frequência, talvez seja o momento de olhar com mais atenção para o que você está sentindo. Cuidar das emoções também é uma forma de cuidar do descanso.

O início da carreira na psicologia pode vir acompanhado de uma pressão silenciosa: a sensação de que você precisa dar co...
20/03/2026

O início da carreira na psicologia pode vir acompanhado de uma pressão silenciosa: a sensação de que você precisa dar conta de tudo.

Dar conta de entender cada caso.
Dar conta de não errar.
Dar conta de ser segura o tempo todo.

Mas a verdade é que a prática clínica se constrói ao longo do caminho. Nenhum profissional começa sabendo tudo, e nem deveria. A clínica é um espaço de aprendizado contínuo, onde dúvidas, revisões e trocas fazem parte do amadurecimento profissional.

É justamente por isso que a supervisão, o estudo constante e o diálogo com outros profissionais são tão importantes. Eles ajudam a organizar o que aparece na prática e a lembrar que você não precisa sustentar tudo sozinha.

Ser psicóloga não é sobre perfeição.
É sobre responsabilidade, cuidado e crescimento constante.

E isso se constrói passo a passo.

Você não errou física.Você só tentou responder sem organizar o pensamento. A forma como você entende o problema muda a r...
19/03/2026

Você não errou física.
Você só tentou responder sem organizar o pensamento. A forma como você entende o problema muda a resposta.
Na terapia é igual.
Quem aprende a conceitualizar, para de andar em círculo.
Conta aqui, o que você respondeu? 🧠

A prática clínica envolve muito mais do que escuta e técnica. Todos os dias, o psicólogo entra em contato com histórias ...
17/03/2026

A prática clínica envolve muito mais do que escuta e técnica. Todos os dias, o psicólogo entra em contato com histórias complexas, emoções intensas e experiências que mobilizam não apenas o paciente, mas também quem está ali escutando.

Quando esse processo acontece sem espaço para troca, reflexão e elaboração, o risco de sobrecarga emocional aumenta. E é justamente nesse ponto que a supervisão se torna essencial.

Supervisão não é apenas um lugar para discutir casos ou revisar manejos clínicos. Ela também funciona como um espaço de sustentação profissional, onde é possível organizar pensamentos, reconhecer limites e compreender melhor aquilo que o trabalho clínico mobiliza internamente.

Sustentar a clínica sozinho pode levar ao desgaste, à insegurança e até ao adoecimento emocional. Compartilhar a prática, refletir sobre os atendimentos e olhar para si dentro do processo são atitudes que fortalecem não só o profissional, mas também a qualidade do cuidado oferecido ao paciente.

Cuidar da própria saúde mental também faz parte da ética profissional.

Porque quem cuida também precisa ser cuidado.

A gente dá poder demais pra gente que não deveria ter nem microfone.Nem toda opinião é conselho. Nem toda crítica é cons...
13/03/2026

A gente dá poder demais pra gente que não deveria ter nem microfone.
Nem toda opinião é conselho. Nem toda crítica é construtiva. E nem toda pessoa merece acesso ao que você sente.
Aprenda a filtrar.

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