Psicóloga Talita Sechim

Psicóloga Talita Sechim Especialista em Políticas Públicas e Direitos Sociais, Desenvolvimento do potencial humano, prest

Esse retrato me representa em tantos níveis.Ali estou eu, à frente, palestrando. Mas, para mim, estar nesse lugar nunca ...
18/03/2026

Esse retrato me representa em tantos níveis.

Ali estou eu, à frente, palestrando. Mas, para mim, estar nesse lugar nunca foi apenas ocupar um espaço de fala. É, antes de tudo, uma oportunidade de levar transformação para o mundo. É uma forma bonita e profundamente humana de tocar o coração das pessoas, acreditando, com sinceridade, que sempre temos algo a oferecer ao outro.

Palestrar, para mim, vai muito além do estudo (embora haja muito estudo, muita entrega, muita preparação silenciosa), existe também aquilo que não se aprende só nos livros. Existem as palavras que saem do meu coração. Palavras que atravessam a técnica, rompem a formalidade e encontram morada em outro coração humano.

E talvez seja isso o que mais me emociona: saber que, às vezes, uma fala alcança alguém exatamente no ponto em que ela mais precisava ser alcançada. Quando alguém me conta que aquelas palavras ajudaram a recalcular a rota, a respirar diferente, a se olhar com mais carinho, com mais compaixão, eu tenho a sensação de que tudo fez sentido. Que a palavra, quando vem de um lugar verdadeiro, pode sim ser abrigo, direção e recomeço.

Há algo de muito sagrado nesse encontro entre quem fala e quem escuta. Porque não se trata apenas de transmitir conteúdo. Trata-se de presença. De verdade. De humanidade compartilhada. De reconhecer que todos nós, em alguma medida, estamos tentando compreender a vida, sustentar nossas dores e encontrar caminhos mais gentis de existir.

Por isso, essa imagem representa tanto. Ela carrega tudo o que eu sou, tudo o que espero ser e tudo o que desejo para o mundo: mais escuta, mais consciência, mais compaixão, mais coragem para tocar e ser tocado. Se minhas palavras puderem ser ponte entre uma pessoa e ela mesma, então ali, naquele instante, já existe transformação.

Entre a descida e a subidaOntem eu fui fazer a trilha da Prainha do Rio Jaguari e ela foi especial por muitos motivos. P...
16/03/2026

Entre a descida e a subida

Ontem eu fui fazer a trilha da Prainha do Rio Jaguari e ela foi especial por muitos motivos. Primeiro porque já fazia alguns meses que eu não fazia trilha, então só de estar ali de volta já foi muito gostoso. Rever os amigos, caminhar em meio à natureza, sentir o solzinho da manhã ainda cedo… tudo isso já fazia o dia valer a pena. Na ida, era só descida. A gente foi conversando, rindo, curtindo o caminho, tão distraídos com aquele momento bom que nem pensamos que, na volta, tudo aquilo que estávamos descendo seria subida.

E como a vida se parece com isso, né? Tem momentos em que a gente vai leve, sorrindo, sem pensar muito. Mas depois vem a subida. E o que antes parecia simples passa a exigir esforço, fôlego, superação. Na volta, já não tinha muita conversa. Era mais o barulho da respiração ofegante e a vontade de continuar, mesmo cansada.

Quando chegamos na cachoeira, também teve desafio. Como a semana tinha sido chuvosa, a correnteza estava mais forte e as pedras mais escorregadias. Em uma delas, eu caí. Caí feio, mas caí rindo. Outras pessoas também caíram, estava tudo bem, ninguém corria risco. E mesmo assim, aquilo me fez pensar. Porque, muitas vezes, os tombos da vida também vêm quando a gente se distrai. O meu tombo foi exatamente isso: eu não prestei atenção onde estava pisando. E quantas vezes não é assim também fora da trilha?

No fim, voltei pensando no quanto a natureza revigora, mas também ensina. Ensina sobre atenção, sobre presença, sobre respeitar o caminho. Nem toda descida é só leveza, porque depois ela cobra subida. Nem toda pedra é firme. E nem todo tombo vem para machucar; às vezes, vem para acordar a gente. Ontem eu voltei para casa cansada, mas com o coração cheio e com essa sensação bonita de que a natureza sempre mostra alguma coisa da vida para quem vai disposta a perceber.

Mulher, você é poesiaA mulher de hoje caminha pelo mundo como quem carrega muitos universos dentro de si. Ela acorda ced...
08/03/2026

Mulher, você é poesia

A mulher de hoje caminha pelo mundo como quem carrega muitos universos dentro de si. Ela acorda cedo, organiza a vida, cuida, trabalha, resolve, sustenta sonhos e ainda encontra espaço para acolher quem está ao redor. Entre tarefas, responsabilidades e expectativas, muitas vezes ela mesma se esquece de que há algo extraordinário na maneira como existe. Porque existir sendo mulher já é, por si só, um ato de criação diária.

Ela é muitas em uma só. É a que pensa, a que sente, a que sustenta, a que aprende, a que recomeça. Em alguns dias é força, em outros é silêncio, em outros ainda é lágrima, coragem e ternura misturadas. A mulher de hoje atravessa o mundo exercendo muitos papéis: profissional, mãe, filha, amiga, companheira, cuidadora, sonhadora, e, mesmo assim, segue tentando preservar dentro de si um espaço de verdade.

Mas há algo que talvez ela ainda precise lembrar com mais frequência: mulher, você é poesia.
Poesia no jeito de olhar o mundo, no cuidado que oferece, na sensibilidade que percebe o que muitos não veem. Poesia nas palavras que acolhem, nas decisões difíceis que enfrenta, na delicadeza que resiste mesmo em meio às pressões da vida.

Por onde você passa, algo do mundo se transforma.
Feliz todos os dias MULHER!!!

No Corujinha, tem um lugar que é o meu favorito.Não porque seja bonito apenas — mas porque algo em mim se reconhece ali....
26/02/2026

No Corujinha, tem um lugar que é o meu favorito.
Não porque seja bonito apenas — mas porque algo em mim se reconhece ali.

É o lago.
E, nele, essa árvore.

Eu não sei a idade dela, mas ela não é nova.
O tronco carrega marcas, o corpo já não busca o alto.
Ela cresceu diferente do que se espera: não seguiu a vertical, não apontou para o céu.
Ela se estendeu na horizontal, avançando sobre a água, ocupando o espaço do jeito que deu.

E nunca deixou de ser árvore por causa disso.

As raízes permanecem firmes, presas à terra, sustentando um corpo que decidiu crescer fora do padrão.
Ela não se quebrou tentando se endireitar.
Ela se organizou do jeito que era possível.

Toda vez que eu passo por ali, essa árvore toca o meu coração.
Porque a gente aprende muito cedo como deveria ser.
Como deveria crescer, caminhar, construir uma vida.
E quase nunca aprende que, às vezes, a vida empurra para o lado — e tudo bem.

Essa árvore não pediu licença para existir do jeito que existe.
Ela não corrigiu a própria forma para caber numa expectativa.
Ela permaneceu.

E há uma força imensa nisso.

Ela segue ali, ano após ano, sendo exatamente como cresceu.
Sem romper as raízes.
Sem negar a própria história.
Sem tentar se transformar em algo que nunca foi.

Talvez por isso ela seja tão bonita.
Porque não há esforço em parecer.
Só verdade em ser.

E toda vez que eu a vejo, lembro que nem toda vida cresce reta —
mas toda vida que se sustenta com dignidade já é inteira.

Hoje eu fui caminhar no parque. Foram cerca de 50 minutos.Enquanto caminhava, vi o azul do dia sendo, aos poucos, tomado...
23/02/2026

Hoje eu fui caminhar no parque. Foram cerca de 50 minutos.

Enquanto caminhava, vi o azul do dia sendo, aos poucos, tomado pelo escuro da noite. Não foi algo rápido. Foi acontecendo diante de mim, no ritmo do tempo mesmo. Achei bonito perceber essa passagem.

Depois veio o vento. As folhas começaram a balançar, senti meus cabelos se mexendo e o ar mais frio no rosto. Estava frio, mas era um frio bom.

Segui caminhando e, já à noite, vi um ouriço atravessando a pista. Pequeno, atento, tentando achar o seu próprio caminho. Parei. Esperei ele seguir. Depois, segui também.

A lua estava crescente e bem presente no céu. Consegui enxergar uma única estrela. Talvez houvesse outras, mas foi aquela que se mostrou para mim naquele momento.

Sentei por um tempo. Fiquei ouvindo o som da água do chafariz. Água caindo, constante. Fiquei ali, só escutando. Logo depois, vieram as risadas de uma família andando de bicicleta, se divertindo.

E eu estava ali.

Cinco sentidos despertos. Corpo presente. Pensamento mais quieto.

Em apenas 50 minutos, quanta coisa pôde ser vista, sentida e ouvida. Não foram grandes acontecimentos. Mas foi vida acontecendo — e eu disponível para perceber.

Às vezes a emoção chega sem avisar.Não bate na porta, não pede licença.Ela atravessa o dia, o corpo, o pensamento.Vem a ...
18/02/2026

Às vezes a emoção chega sem avisar.
Não bate na porta, não pede licença.
Ela atravessa o dia, o corpo, o pensamento.

Vem a alegria, leve como quem passa para um café rápido.
Vem a tristeza, senta no sofá e olha tudo em silêncio.
Vem a raiva, inquieta, falando alto, pedindo espaço.
Vem o medo, discreto, tentando proteger, mesmo quando exagera.

Durante muito tempo, acreditei que precisava expulsar algumas delas.
Que certas emoções eram erro, fraqueza, descontrole.
Até entender que emoção não é moradia — é passagem.

Elas vêm contar algo.
Sobre limites, desejos, cansaços, necessidades esquecidas.
Sobre o que precisa ser cuidado, ajustado, respeitado.

Mas quem decide quem f**a…
Quem escolhe o que vira hábito, padrão, identidade…
Sou eu.

Hoje, deixo que passem.
Escuto. Agradeço.
E sigo.

Com mais presença do que medo.
Com mais consciência do que impulso.
Com mais chão do que ruído.

— Talita Sechim

Não é sobre oferecer o mundo inteiro.É sobre oferecer presença.Aprendi que coisas incríveis não se sustentam no excesso,...
14/02/2026

Não é sobre oferecer o mundo inteiro.
É sobre oferecer presença.

Aprendi que coisas incríveis não se sustentam no excesso, mas na intenção. Não nas promessas longas, mas no gesto simples que f**a. No olhar que respeita. No silêncio que acolhe.

Há quem ofereça muito para quem não quer estar.
E há quem queira tudo, mas não saiba sustentar o encontro.

Coisas incríveis só florescem quando o querer é honesto. Quando não há disputa, nem esforço para convencer. Quando pessoas escolhem, com clareza, caminhar na mesma direção — mesmo que o caminho mude.

É bonito quando o encontro acontece nesse lugar:
onde ninguém precisa provar nada,
onde não se negocia essência,
onde ser já é suficiente.

No fim, viver coisas incríveis com alguém é isso:
é estar inteiro, disponível e verdadeiro.
E permitir que o outro esteja também.

Sem pressa.
Sem máscaras.
Com presença.

13/02/2026

Por muito tempo, achei que precisava ser perfeita para merecer amor, reconhecimento e descanso.
Carreguei cobranças que nem sempre eram minhas, tentando dar conta de tudo, o tempo todo.

Com o tempo, entendi que a perfeição me afastava de mim.
Ser suficiente, ao contrário, me aproxima.

Hoje eu escolho menos rigidez e mais gentileza.
Escolho ser humana, presente e possível.

Ser suficiente já é inteiro.

Às vezes a gente acha que a vida é uma sequência de metas cumpridas, listas riscadas, chegadas triunfais.Mas não é.A vid...
09/02/2026

Às vezes a gente acha que a vida é uma sequência de metas cumpridas, listas riscadas, chegadas triunfais.
Mas não é.
A vida acontece no meio.
No caminho que cansa, no desvio que ensina, na pausa que obriga a sentir.
Acontece quando a gente muda de ideia, muda de pele, muda por dentro — mesmo sem perceber.
Hoje eu entendo que cada passo deixou algo em mim:
mais delicadeza onde antes era pressa,
mais verdade onde antes era expectativa,
mais presença onde antes era só futuro.
Não é sobre onde eu cheguei.
É sobre quem eu me tornei enquanto caminhava.

Essa foi uma decisão tomada depois de muito pensar, sentir e escutar a mim mesma.Não foi impulsiva, nem fácil — foi nece...
08/02/2026

Essa foi uma decisão tomada depois de muito pensar, sentir e escutar a mim mesma.
Não foi impulsiva, nem fácil — foi necessária.

Deixo aqui não como regra,
mas como reflexão:

o que você tem exposto?
o que pede cuidado?
o que talvez não precise mais ser mostrado?

Nem tudo que é íntimo precisa virar conteúdo.
Às vezes, viver com presença é também escolher guardar.

Endereço

R. Nicola Argentieri, N. 30 Sala 3, Clínica Médica Louveira
Louveira, SP
13290-000

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