19/08/2026
Genética é fascinante, e eu sou suspeita para falar desse assunto.
Ela guarda detalhes extremamente específicos sobre quem somos, nos mínimos detalhes.
No meu dia a dia como médica geneticista, aprendi que sua aplicação na medicina não deve ser como um último recurso.
É exatamente o contrário do que muita gente imagina, podemos atuar junto de outras especialidades desde o início.
É através da genética médica — minha especialidade — que eu posso e devo atuar ao lado dos meus pacientes e suas famílias desde o início, principalmente para:
🔹 Prevenir doenças;
🔹 Realizar diagnósticos precisos;
🔹 Indicar o tratamento certo.
Quando avalio um paciente, não olho só para o resultado de um exame. Busco entender o componente genético envolvido e como ele interage com os fatores ambientais que fazem aquela condição se manifestar naquela pessoa, de um jeito único.
E, embora a genética médica tenha uma atuação muito própria, ela caminha lado a lado com outras áreas da saúde — nutricionistas, terapeutas ocupacionais, dentistas e tantos outros profissionais que também cuidam dos meus pacientes.
Por isso, meu trabalho vai muito além de ler um laudo laboratorial. Eu examino, investigo, levanto hipóteses diagnósticas para então solicitar o teste genético certo — o que faz toda a diferença no cuidado que ofereço.
No fim, o que se vê "de fora" sobre genética é bem diferente do que vivo como médica geneticista. Para mim, toda essa complexidade tem um único propósito: o melhor cuidado possível para meus pacientes, suas famílias, e um bom trabalho em equipe com meus colegas de outras especialidades.