27/07/2026
O 25 de julho reafirma a importância da luta das mulheres negras na construção de uma sociedade mais justa, democrática e livre de desigualdades. A data fortalece o reconhecimento da contribuição histórica, política, social e cultural das mulheres negras, protagonistas no enfrentamento ao racismo, ao sexismo e às violações de direitos.
Ao longo dos anos, os movimentos de mulheres negras consolidaram uma agenda de defesa da igualdade racial, da justiça social e do bem viver. Suas mobilizações denunciam o racismo estrutural, a violência e a exclusão, ao mesmo tempo em que apresentam propostas para a transformação da sociedade com base na garantia de direitos e na valorização da diversidade.
No Serviço Social, essa pauta dialoga diretamente com a realidade da profissão. De acordo com a pesquisa “Perfil de Assistentes Sociais no Brasil: Formação, Condições de Trabalho e Exercício Profissional” (CFESS, 2022), 92,9% da categoria é composta por mulheres e 50,3% das(os) profissionais se autodeclaram negras(os), entre pretas(os) e pardas(os). Esses dados evidenciam que o combate ao racismo e às desigualdades também faz parte do compromisso ético-político da profissão.
Mais do que uma data comemorativa, 25 de julho é um momento de reflexão, reconhecimento e fortalecimento da luta das mulheres negras por equidade, respeito e garantia de direitos. O legado de resistência de Tereza de Benguela permanece como símbolo da força e do protagonismo de mulheres que transformam a realidade por meio da organização, da resistência e da defesa da justiça social.