23/06/2026
Quando eu era criança, meu pai costumava questionar minha facilidade para encontrar soluções. Muitas vezes, ele queria apenas evitar que algo acontecesse, enquanto eu já estava pensando em como contornar a situação caso ela acontecesse. Curiosamente, mesmo hoje, adulta, percebo que quando apresento alternativas ou caminhos possíveis isso ainda o incomoda em alguns momentos.
Com o tempo, entendi que existem diferentes formas de lidar com os desafios. Há quem priorize a prevenção e há quem tenha como primeira reação buscar uma solução. Nenhuma dessas posturas, isoladamente, é suficiente.
Gosto de pessoas que resolvem. Mas também valorizo quem sabe analisar antes de agir.
Reclamar, por si só, não é o problema. Muitas vezes, é justamente a reclamação que revela um risco, uma falha ou uma oportunidade de melhoria. Ela se torna produtiva quando vem acompanhada de contexto, diagnóstico ou proposta.
O que pouco agrega é a reclamação recorrente que não busca compreender as causas nem contribuir para um encaminhamento.
Da mesma forma, agir sem refletir também tem custo. Resolver rápido, mas resolver errado, costuma gerar retrabalho, desperdício e novas dificuldades.
O tempo me ensinou que quem enxerga os riscos ajuda a evitar problemas, e quem enxerga soluções ajuda a superá-los. O melhor resultado surge quando essas duas perspectivas trabalham juntas, em vez de competirem entre si.
Nas equipes e na vida, o equilíbrio entre pensamento crítico e capacidade de execução faz toda a diferença. Identif**ar o problema, entender suas causas e agir de forma responsável continua sendo uma das competências mais valiosas que podemos desenvolver.