Patricia Stankowich

Patricia Stankowich Psicóloga e Psicanalista. Graduada em Filosofia e Psicologia. Mestrado em Psicologia. Palestrante. Escritora. Psicanalista. Espc.

Criadora da Comunidade MAJA - Mães Atípicas na Jornada para Autonomia e dos Encontros Terapêuticos; voltado aos cuidados da saúde mental. no atendimento clínico a crianças com problemas no desenvolvimento.

Muitas mães aprenderam que precisavam escolher: ou o filho, ou elas mesmas.Ou ser forte, ou pedir ajuda. Ou se dedicar a...
26/08/2026

Muitas mães aprenderam que precisavam escolher: ou o filho, ou elas mesmas.
Ou ser forte, ou pedir ajuda. Ou se dedicar ao cuidado, ou olhar para si.

Ou amar a maternidade, ou sentir falta de quem eram antes.
Mas essas oposições machucam porque não são verdadeiras.
Você pode cuidar do seu filho e ainda precisar de cuidado.

Seu filho precisa de suporte. E você também.

Patrícia Stankowich
CRP AL 15/3396

Tem dias em que acreditar no amanhã parece exigir mais do que esperança.Exige continuar mesmo cansada. Mesmo depois de u...
24/08/2026

Tem dias em que acreditar no amanhã parece exigir mais do que esperança.
Exige continuar mesmo cansada. Mesmo depois de uma crise.
Mesmo quando a rotina desorganiza.

Mesmo quando o medo do futuro aparece antes do fim do dia.
Para muitas mães, a coragem não está em “dar conta de tudo”.
Está em seguir sem ter todas as respostas.

E, ainda assim, continuar construindo o próximo passo.
Continue, você está no caminho certo 🧡

Patrícia Stankowich
CRP AL 15/3396

Você aprendeu a perceber mudanças no olhar, no comportamento, no tom de voz, no ambiente.Aprendeu a antecipar necessidad...
21/08/2026

Você aprendeu a perceber mudanças no olhar, no comportamento, no tom de voz, no ambiente.
Aprendeu a antecipar necessidades antes mesmo que elas fossem ditas.

Mas, enquanto você ficou cada vez melhor em perceber seu filho, muita gente ao redor parou de perceber você.
Seu cansaço. Seus limites. Sua necessidade de ajuda.

Os dias em que você também precisava ser acolhida.
Cuidar bem de alguém não deveria tornar suas próprias necessidades invisíveis.

Patrícia Stankowich
CRP AL 15/3396

Tem coisa que parece organização, mas na verdade é um corpo tentando evitar que tudo saia do controle.Repassar horários,...
19/08/2026

Tem coisa que parece organização, mas na verdade é um corpo tentando evitar que tudo saia do controle.
Repassar horários, antecipar crises, pensar no ambiente antes de chegar...

Explicar cada detalhe antes de pedir ajuda. Por fora, isso pode parecer competência. Por dentro, pode ser exaustão, medo de imprevistos e a sensação de que, se você relaxar, alguma coisa vai sobrar para você resolver depois.

Nem sempre essa mãe precisa de uma agenda melhor.
Às vezes, precisa de uma rede que divida o peso antes que viver em alerta vire apenas “o jeito dela”.

Patrícia Stankowich
CRP AL 15/3396

Você aprendeu a prever horários, crises, mudanças de rotina, reações, compromissos e tudo o que pode dar errado.E, com o...
17/08/2026

Você aprendeu a prever horários, crises, mudanças de rotina, reações, compromissos e tudo o que pode dar errado.
E, com o tempo, isso pode até parecer apenas competência.

Mas viver antecipando tudo também cansa. Porque quando uma mulher se torna boa demais em sustentar a rotina, as pessoas ao redor podem começar a esquecer que ela também precisa ser sustentada.

Nem toda organização é leveza.
Às vezes, é só uma forma de sobreviver ao excesso.

Patrícia Stankowich
CRP AL 15/3396

Quem cuida também precisa ser cuidada, e isso não pode depender apenas de boa vontade, de alguém “se oferecer” quando so...
14/08/2026

Quem cuida também precisa ser cuidada, e isso não pode depender apenas de boa vontade, de alguém “se oferecer” quando sobra tempo ou de uma ajuda que existe só no discurso.

Quando uma mulher sustenta consultas, terapias, escola, crises, adaptações e decisões todos os dias, ela também precisa de rede, orientação e espaço para não carregar tudo sozinha.

Cuidar de quem cuida não é um gesto extra.
É parte da estrutura necessária para que o cuidado continue sendo possível.

Patrícia Stankowich
CRP AL 15/3396

Estar na sala de aula não é, por si só, estar incluído. Inclusão acontece quando a criança consegue participar, compreen...
12/08/2026

Estar na sala de aula não é, por si só, estar incluído.

Inclusão acontece quando a criança consegue participar, compreender a rotina, acessar as atividades e ser considerada nas próprias necessidades. Também acontece quando a escola adapta sem transformar cada diferença em obstáculo.

E quando a família não precisa explicar, insistir e negociar o básico todos os dias.
A matrícula abre a porta. Mas inclusão de verdade acontece quando a criança pertence àquele espaço.

Patrícia Stankowich
CRP AL 15/3396

Dizer “conte comigo” pode ser acolhedor.Mas, para uma mãe de criança neurodivergente, o cuidado costuma aparecer melhor ...
10/08/2026

Dizer “conte comigo” pode ser acolhedor.
Mas, para uma mãe de criança neurodivergente, o cuidado costuma aparecer melhor nas atitudes.

É respeitar quando ela precisa cancelar.
Perguntar antes de chegar.
Incluir a criança sem exigir que ela se comporte como as outras.
Oferecer uma ajuda específ**a, em vez de esperar que essa mãe peça.

Porque presença não é cobrar disponibilidade.
É permanecer sem transformar a rotina dela em motivo de culpa.

Patrícia Stankowich
CRP AL 15/3396

07/08/2026

Família e maternidade atípica. Delicado, né? Porque, muitas vezes, a mulher que tem um filho com desenvolvimento atípico ou com deficiência até escuta: “Qualquer coisa, é só me chamar.”

Mas quando chega a consulta, a crise, a reunião da escola ou o dia em que ela está física e emocionalmente exausta, o telefone f**a silencioso. Agora, para dar opinião, quase sempre aparece alguém.

Conviver com uma criança que tem um diagnóstico exige mais do que opinião.
Exige compreensão, paciência e disponibilidade afetiva.

Patrícia Stankowich
CRP AL 15/3396

É fácil chamar de exagero quando você não conhece tudo o que acontece antes, e tudo o que ela precisa reorganizar depois...
06/08/2026

É fácil chamar de exagero quando você não conhece tudo o que acontece antes, e tudo o que ela precisa reorganizar depois. A mãe de filho com desenvolvimento atípico não protege demais porque quer controlar tudo.

Ela antecipa porque conhece os sinais.
Cancela porque sabe quando o ambiente deixou de ser possível.
Insiste porque, muitas vezes, ninguém percebe o que está em jogo.

Quem olha de fora vê uma reação. Ela vê o acúmulo, os riscos, a sobrecarga e as consequências que quase sempre recaem sobre ela. Antes de julgar, talvez seja preciso perguntar:

“O que essa mãe está tentando evitar sozinha?”

Patrícia Stankowich
CRP AL 15/3396

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