07/07/2026
Dessa vez, a vitória não veio 😮💨. E, se formos honestos, na vida o pódio é muito menos frequente do que nos prometeram. Eu vejo isso todos os dias no consultório.
Bruno Guimarães perdeu um pênalti. Vini Jr. sentiu o peso. Mas o jogo continuou rolando, sem tempo para recomposição emocional, apenas com a urgência do apito do árbitro. Seguramos no primeiro tempo. No segundo, o baque veio em dobro. Ainda arrancamos um gol no último suspiro dos acréscimos, mas não foi o suficiente. Fomos eliminados.
Foi difícil, mas ninguém desistiu antes do fim (ou quase isso 😅).
Na Psicologia, isso é Resiliência. Mas esqueça aquela ideia romântica de "dar a volta por cima" sorrindo. Resiliência é a capacidade de manter o funcionamento adaptativo durante e depois de uma adversidade. Ela é sustentada por bases reais: regulação emocional, rede de apoio e autoeficácia (percepção de que, mesmo ferido, o que você faz a seguir ainda importa).
É por isso que ninguém nasce pronto. Ninguém tem uma "reserva mágica" de resiliência guardada no armário esperando a próxima crise.
O que existe é um sistema nervoso que, de tanto tentar, aprendeu que dá para continuar funcional mesmo sem ter tido tempo de processar a dor que acabou de sentir.
No consultório, é exatamente isso que trabalho com quem chega exausto, dizendo: "Luciana, eu já devia estar bem melhor disso a essa altura."
Não, você não devia.
Resiliência não é a ausência de sofrimento, nem um campeonato de quem se recupera mais rápido. É a permanência da sua função enquanto o machucado ainda arde.
Quando o seu sistema nervoso teve que continuar funcional antes de ter processado o que doeu? Me conta aqui nos comentários, ou apenas reflita sobre o peso que você tem carregado.