31/08/2026
A família tem um papel fundamental no desenvolvimento da criança autista, porque o que é trabalhado na terapia precisa, sempre que possível, ser generalizado para a rotina de casa, escola e outros ambientes. O ideal é que terapeuta e família atuem como uma equipe, com objetivos claros e estratégias consistentes.
Terapia + família
Uma boa parceria pode funcionar assim:
Terapeuta: avalia, define objetivos, ensina estratégias e acompanha a evolução.
Família: aplica as estratégias na rotina e informa o que está funcionando ou não.
Escola: quando possível, utiliza estratégias semelhantes para favorecer a generalização.
Por exemplo, se na terapia a criança está aprendendo “não bater quando está frustrada”, não basta trabalhar isso apenas no consultório. A família pode utilizar a mesma linguagem, oferecer uma alternativa de comunicação — “quero parar”, “me ajuda”, “não gostei” — e reforçar quando a criança consegue expressar a frustração sem agressividade.
O objetivo não é fazer a família virar terapeuta. É ajudá-la a compreender melhor a criança e transformar situações cotidianas em oportunidades naturais de aprendizagem.
“Quando terapia e família caminham na mesma direção, a criança não aprende apenas durante a sessão: ela começa a levar suas conquistas para a vida.”
Edilaine Costa
Psicologa
CRP: 20/06995