Consultório de Psiquiatria Luiz Eduardo Wawrick Fonseca

Consultório de Psiquiatria Luiz Eduardo Wawrick Fonseca Esclarecer dúvidas sobre psiquiatria e saúde mental Essa página tem como objetivo esclarecer dúvidas pertinentes relação à psiquiatria e saúde mental.

A psicose não é sinônimo de “loucura”. É um conjunto de sintomas que pode alterar a forma como a pessoa percebe e interp...
09/07/2026

A psicose não é sinônimo de “loucura”. É um conjunto de sintomas que pode alterar a forma como a pessoa percebe e interpreta a realidade.

Ela pode se manifestar por meio de delírios (crenças persistentes que não correspondem à realidade), alucinações (como ouvir vozes ou ver coisas que outras pessoas não percebem), pensamento desorganizado e mudanças importantes no comportamento.

Esses sintomas podem estar associados a diferentes transtornos psiquiátricos, condições neurológicas ou ao uso de substâncias. Por isso, cada caso exige uma avaliação cuidadosa e individualizada.

Quanto mais cedo houver reconhecimento e tratamento, maiores são as chances de reduzir o sofrimento, preservar a funcionalidade e melhorar a qualidade de vida.

Informação baseada em evidências combate o preconceito. A psicose é uma condição clínica que merece acolhimento, diagnóstico preciso e tratamento adequado — nunca julgamento.

Se você ou alguém próximo apresenta sintomas compatíveis com psicose, procure avaliação com um psiquiatra.

02/07/2026

Quantas das suas escolhas são realmente conscientes?

Muitas vezes, é repetido padrões sem perceber. Medos, experiências passadas e conflitos não elaborados podem influenciar relacionamentos, decisões e emoções.

Quando compreender a origem desses padrões, deixa de apenas reagir à vida e passa a fazer escolhas com mais consciência.

O autoconhecimento não muda o passado, mas pode transformar a forma como você constrói o seu futuro.

Você já identificou algum padrão que insiste em se repetir?

💥 Nem toda explosão de raiva é apenas “temperamento forte”.O Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) é caracterizado por...
26/06/2026

💥 Nem toda explosão de raiva é apenas “temperamento forte”.

O Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) é caracterizado por episódios recorrentes de agressividade verbal ou comportamental desproporcionais à situação que os desencadeou.

Após a crise, é comum que a pessoa sinta culpa, arrependimento ou vergonha pelo que fez ou disse.

Não se trata de falta de caráter, má educação ou ausência de limites. Trata-se de uma condição que pode causar sofrimento significativo e prejuízos nos relacionamentos, no trabalho e na qualidade de vida.

Reconhecer os sinais e buscar ajuda especializada é um passo importante para desenvolver estratégias de controle emocional e promover bem-estar.

25/06/2026

Quando o filho perdia o controle, o pai escolheu não responder com mais intensidade.

Escolheu permanecer.

Em meio às crises, aos momentos de desorganização e às dificuldades de comunicação, tornou-se um porto seguro. Uma presença constante que oferecia acolhimento quando o mundo parecia difícil demais de processar.

Para muitas crianças com TEA nível 3 de suporte, a regulação emocional não acontece sozinha. Ela é construída na relação, na previsibilidade, na segurança e no vínculo.

Antes de aprender a se acalmar, a criança precisa sentir que está segura.

E, naquele momento, o pai não foi apenas um cuidador. Foi a segurança emocional que o filho precisava para atravessar a tempestade.

Nem todo sofrimento emocional é “frescura”, “fase” ou “falta de força de vontade”.Se um comportamento está causando sofr...
22/06/2026

Nem todo sofrimento emocional é “frescura”, “fase” ou “falta de força de vontade”.

Se um comportamento está causando sofrimento, prejudicando relacionamentos, trabalho, estudos ou sua qualidade de vida, ele merece atenção.

A pergunta não é: “Isso é normal?”

A pergunta é: “Isso está me fazendo sofrer?”

Quando a resposta é sim, uma avaliação psiquiátrica pode ser um importante passo para compreender o que está acontecendo e encontrar o tratamento adequado.

O Transtorno de Ansiedade de Separação vai muito além de sentir saudade ou apego excessivo.Trata-se de uma condição em q...
16/06/2026

O Transtorno de Ansiedade de Separação vai muito além de sentir saudade ou apego excessivo.

Trata-se de uma condição em que a possibilidade de afastamento de figuras importantes gera sofrimento intenso, medo persistente e prejuízos significativos na vida social, acadêmica, profissional ou familiar.

Em crianças, adolescentes e adultos, os sintomas podem incluir preocupação excessiva com perdas, dificuldade em permanecer sozinho, resistência a se afastar de pessoas significativas e sintomas físicos diante da separação.

Nem todo apego é patológico. O diagnóstico depende da intensidade dos sintomas, da duração e do impacto funcional que eles causam.

Saúde mental é compreender quando uma emoção natural passa a gerar sofrimento e limitações.

15/06/2026

O filme *Temple Grandin* mostra, de forma sensível, algo que vemos frequentemente na prática: cada pessoa autista é única.

A trajetória de Temple nos lembra que, por trás de cada comportamento, existe uma forma própria de perceber, sentir e interagir com o mundo.

Mais do que enxergar um diagnóstico, o convite é compreender singularidades, respeitar diferenças e construir estratégias que façam sentido para cada indivíduo.

Não se trata de corrigir quem a pessoa é, mas de oferecer suporte, acolhimento e oportunidades para que ela desenvolva seu potencial.

Porque quando há compreensão, há espaço para desenvolvimento.

08/06/2026

Você consegue descansar sem sentir culpa?

Quando você trabalha para provar que tem valor, descansar começa a parecer culpa.

Aos poucos, o trabalho ocupa o jantar, as conversas, os finais de semana e os momentos que realmente importam.

Você conquista metas, reconhecimento e resultados. Mas, muitas vezes, perde presença, leveza e tempo com quem ama.

O arrependimento raramente vem por ter trabalhado pouco.

Ele costuma vir pelos momentos que não voltam.

Sua ambição não é o problema. O problema é acreditar que seu valor depende dela.

Algumas crianças e adolescentes começam a mudar a relação com o celular não quando recebem mais proibição… mas quando de...
26/05/2026

Algumas crianças e adolescentes começam a mudar a relação com o celular não quando recebem mais proibição… mas quando desenvolvem consciência sobre o funcionamento das telas.

Documentários como O Dilema das Redes, Privacidade Hackeada, Infância 2.0, “Adolescentes Digitais – Crescer na Era Digital” e Desatentos ajudam muitos jovens a perceberem algo importante: grande parte das plataformas digitais é construída para capturar atenção, estimular permanência e gerar repetição comportamental.

O impacto clínico aparece cada vez mais cedo: aumento de ansiedade, irritabilidade, alterações de sono, dificuldade de concentração, intolerância ao tédio, conflitos familiares e sensação constante de comparação social.

E talvez o ponto mais interessante seja este: quando adolescentes entendem o mecanismo por trás do uso compulsivo, muitos começam espontaneamente a rever hábitos. Não pela lógica da imposição, mas pela percepção de que estavam sendo conduzidos por sistemas desenhados para manter engajamento contínuo.

No fim, a discussão não é “celular bom” versus “celular ruim”. A questão é desenvolver pensamento crítico, autonomia emocional e capacidade de perceber quando a tecnologia começa a ocupar espaços que deveriam pertencer ao sono, aos vínculos, à presença e à própria identidade.

Porque quando a consciência aumenta, o comportamento frequentemente muda junto.

O Transtorno de Conduta, não se resume a “rebeldia”, “maldade” ou “falta de educação”. Trata-se de um quadro complexo, m...
21/05/2026

O Transtorno de Conduta, não se resume a “rebeldia”, “maldade” ou “falta de educação”. Trata-se de um quadro complexo, multifatorial e frequentemente atravessado por vulnerabilidades emocionais, familiares, sociais e neurobiológicas.

Na prática clínica, muitos desses pacientes chegam já marcados por rótulos. Antes mesmo de receberem escuta, já foram definidos como “problemáticos”, “manipuladores” ou “sem jeito”. Mas por trás da agressividade, da impulsividade e das violações recorrentes, muitas vezes existem histórias de negligência, violência, desorganização emocional, falhas de vínculo e dificuldade importante na regulação afetiva.

Mas, o diagnóstico exige análise cuidadosa de frequência, persistência, contexto e prejuízo funcional, não podendo ser reduzido a episódios isolados ou interpretações morais simplistas.

Quando a sociedade interpreta sofrimento psíquico apenas como “falta de limite”, perde-se a oportunidade de intervenção precoce. E, em saúde mental infantil, tempo importa.

Crianças não nascem prontas para destruir vínculos. Muitas aprendem a sobreviver em ambientes onde afeto, previsibilidade e segurança emocional foram insuficientes.

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