20/10/2026
Embora a endometriose seja frequentemente associada apenas à região pélvica, o tecido semelhante ao endométrio pode se implantar fora da cavidade uterina. Trata-se de uma doença inflamatória crônica com potencial de acometimento multiorgânico, exigindo uma avaliação médica global e detalhada.
As manifestações pélvicas como o envolvimento do útero, ovários, bexiga e intestino, são as mais comuns. No entanto, a literatura médica documenta a presença de focos ectópicos de endometriose em estruturas extrapélvicas, incluindo o diafragma, órgãos abdominais como o fígado e, em casos raros, a cavidade torácica (pulmões e pleura) e outras regiões.
A diversidade dos locais de acometimento explica por que os sintomas podem variar significativamente entre as pacientes, englobando desde dores cíclicas e alterações intestinais ou urinárias até desconfortos respiratórios atípicos durante o período menstrual. O diagnóstico preciso depende de exames de imagem especializados, como o mapeamento de endometriose por ultrassonografia com preparo intestinal, é capaz de identificar o alcance real das lesões.
Compreender a extensão da doença é fundamental para traçar um plano terapêutico individualizado, focado na restauração da qualidade de vida e na preservação da saúde.
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