13/07/2026
Na terapia, costumamos falar sobre os incômodos do dia a dia: o relacionamento, o trabalho, as pessoas. Raramente nos perguntamos qual é a nossa participação nessas mesmas situações. E, muitas vezes, é justamente aí que reside o maior obstáculo. Nos apegamos ao sofrimento conhecido ao invés de lidar com algo novo.
O que nos impede de amadurecer não é apenas o sofrimento, mas a dificuldade de perceber que um ciclo continua se repetindo, mesmo quando já estamos exaustos de reclamar dele.
Se não conseguimos reconhecer de onde esse movimento se origina, como saber o que precisa ser elaborado?
É nesse ponto que a análise deixa de procurar culpados e passa a investigar aquilo que, sem percebermos, insistimos em repetir.