19/05/2026
O sujeito sofre não só pelo que viveu, mas pelo que não pôde dizer, simbolizar ou elaborar.
Lacan dizia que “o inconsciente é estruturado como linguagem”. Se somos constituídos pela palavra, aquilo que não encontra possibilidade de ser dito também produz efeitos no sujeito.
A angústia não aparece como inimiga, mas como um sinal. Ela aponta para algo, convoca o sujeito a falar, a produzir sentido, a construir algo possível diante daquilo que insiste.
Quando algo não encontra lugar na palavra, pode retornar no corpo, nos sintomas e nas repetições. Por isso a fala tem um lugar tão importante na análise: é a partir dela que algo pode começar a se construir diante daquilo que antes apenas sufocava.