23/02/2026
Nem toda desatenção é desinteresse.
Nem toda inquietação é falta de limite.
Algumas crianças com altas habilidades cognitivas podem parecer distraídas na sala de aula.
Mas, na realidade, podem estar subestimuladas.
Quando o conteúdo não desafia, o cérebro busca estímulo em outro lugar.
Quando a velocidade de raciocínio é maior do que o ritmo da aula, surge a impaciência.
Quando há pensamento complexo, podem aparecer questionamentos excessivos — muitas vezes interpretados como oposição.
Altas habilidades não se manifestam apenas em notas altas.
Elas podem coexistir com desorganização, tédio, dificuldade de engajamento e até queda de rendimento.
Sem avaliação adequada, é comum que essas crianças sejam vistas como:
“distraídas”,
“desmotivadas”,
“desinteressadas”.
A avaliação neuropsicológica permite diferenciar desatenção de subestimulação,
dificuldade real de aprendizagem de potencial não reconhecido.
Compreender o funcionamento cognitivo é o primeiro passo para oferecer o desafio certo —
nem menos, nem mais.
Se isso fez sentido para você, me procure.
Avaliar é esclarecer caminhos.
—
Giuliana Cordiolli
Psicóloga | CRP 08/10311
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