23/07/2026
Você já observou um cachorro quando ele pega um osso? Ele morde com força, balança a cabeça de um lado para o outro e parece não querer soltar aquilo por nada. Esse comportamento faz parte da biologia. É uma expressão de força, de conquista, de defesa e de posse.
Pela visão da Medicina Germânica, o bruxismo pode carregar esse mesmo simbolismo. O músculo mais envolvido é o masseter, responsável pela força da mastigação. Biologicamente, ele está relacionado ao ato de “morder”: enfrentar um oponente, defender seu espaço, conquistar algo desejado ou reagir diante de uma situação.
Quando observo esse sintoma na clínica, também percebo um padrão que aparece com frequência: a necessidade de controlar ou reter algo. São pessoas que seguram a raiva, evitam conflitos, engolem o que sentem e tentam manter tudo sob controle. O corpo permanece em estado de alerta.
Durante o dia, elas controlam as palavras, as emoções e as próprias reações. À noite, esse controle continua através da mandíbula.
Isso não significa que todo bruxismo tenha a mesma origem. Cada história precisa ser compreendida de forma individual. Mas vale a reflexão: o que você está tentando segurar há tempo demais? Qual limite você deixou de colocar? O que ainda desperta em você uma vontade de reagir, mas continua sendo contido?
Às vezes, o sintoma não surge pela falta de força. Surge porque essa força ficou presa por tempo demais.
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