Mauricio Hiroshi Yamada - Cirurgia Vascular e Estética à Laser

Mauricio Hiroshi Yamada - Cirurgia Vascular e Estética à Laser Consultório especializada em cirurgia vascular, trombose, varizes, cirurgia Endovascular. Serviço de depilação de laser com equipamento com Alexandrite.

Medico Cirurgião Vascular graduado pela Universidade Estadual de Londrina com especialização em Cirurgia Vascular reconhecido pelo SBACV

17/03/2026

Doença Venosa Crônica (DVC) e o Ultrassom Doppler
A Doença Venosa Crônica (DVC) afeta grande parte da população. Embora tenha baixa mortalidade, suas complicações — como as úlceras de perna (80% de origem venosa) — impactam severamente a qualidade de vida e a capacidade produtiva.

O que é a DVC?
Surge por alterações nas paredes das veias ou falhas nas válvulas, gerando hipertensão venosa. Isso pode ser causado por obstruções (tromboses) ou incompetência valvar, resultando em refluxo (sangue fluindo na direção errada).

Sintomas Comuns:

Varizes, "vasinhos" e inchaço (edema).

Dor e sensação de peso nas pernas ao final do dia.

Alterações na pele (manchas escuras, eczema) e úlceras.

O Diagnóstico: Ultrassom Duplex Scan
É o método padrão-ouro por ser não invasivo, preciso e seguro. Ele avalia a anatomia e o fluxo sanguíneo em tempo real, descartando também lesões musculares ou cistos.

Como é feito:
O exame deve ser realizado com o paciente em pé. O médico utiliza manobras de compressão ou de Valsalva para testar as válvulas. O diagnóstico de "insuficiência" é definido pelo tempo de refluxo:

Sistema Superficial: > 0,5 s.

Sistema Profundo: > 1,0 s.

Veias Perfurantes: > 0,35 s.

O método também é essencial para investigar a Trombose Venosa Profunda (TVP), identif**ando coágulos que impedem a compressibilidade da veia.

Conclusão
Um laudo padronizado é crucial para o planejamento de tratamentos como laser, cirurgia ou escleroterapia.

Disponível na clínica Dr. Mauricio Hiroshi Yamada (CRM-PR 21.589).

16/03/2026

Tromboembolismo Venoso (TEV) e Câncer: Guia Clínico de Manejo e Diagnóstico
O tromboembolismo venoso (TEV), que compreende a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é um fator de risco independente e uma das principais complicações em pacientes oncológicos. Estima-se que quase 20% dos pacientes com câncer apresentem TEV em algum momento da progressão da doença, sendo esta a segunda causa de morte nessa população. Além disso, o TEV é considerado um fator prognóstico independente de mortalidade.
1. A Conexão Epidemiológica: TVP como Sinal de Alerta
A TVP pode ser a primeira manifestação clínica de uma neoplasia oculta. Pacientes que apresentam TVP idiopática (não provocada por cirurgia, trauma ou imobilização recente) possuem um risco 3 a 4 vezes maior de diagnóstico de câncer do que aqueles com TVP provocada.
• Estatística Crítica: Aproximadamente 10% dos pacientes com TVP idiopática serão diagnosticados com câncer no ano seguinte ao evento.
• Janela de Risco Máximo: O período mais crítico para o diagnóstico após o evento trombótico ocorre nos primeiros 6 meses.
2. Fisiopatologia: A Síndrome Paraneoplásica e a Tríade de Virchow
O câncer altera o equilíbrio da coagulação através de múltiplos mecanismos, frequentemente referidos como o "sequestro" do sistema sanguíneo pelo tumor:
3. Identif**ação de "Red Flags" (Sinais de Alerta)
A suspeita de que uma trombose tenha origem paraneoplásica deve ser intensif**ada na presença dos seguintes fatores:
• Idade: Pacientes com mais de 50 anos.
• Localização Atípica: Tromboses em membros superiores, veias cerebrais ou veias viscerais (porta, hepática) sem cirrose prévia.
• Tromboflebite Migratória (Sinal de Trousseau): Episódios recorrentes de trombose superficial que surgem e desaparecem em locais distintos.
• Bilateralidade: TVP ocorrendo simultaneamente em ambos os membros.
• Recorrência: Novos episódios de trombose mesmo sob anticoagulação adequada.

13/03/2026

Lipedema: Entendendo a Doença do Acúmulo de Gordura Dolorosa

O lipedema é uma doença crônica e progressiva que afeta quase exclusivamente mulheres, caracterizada pelo acúmulo anormal e desproporcional de gordura nos membros inferiores e, por vezes, nos braços. Frequentemente confundido com obesidade ou linfedema, o lipedema possui uma base genética forte (30% a 89% dos casos) e está ligado a gatilhos hormonais, como puberdade, gravidez e menopausa.

Principais Características e Diagnóstico

A gordura do lipedema é inflamatória e resistente a dietas convencionais. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios como:

* Desproporção corporal: Tronco magro com pernas ou braços volumosos.
* Sinal do Manguito: O acúmulo de gordura para nos tornozelos ou pulsos, poupando pés e mãos.
* Sintomas físicos: Dor ao toque, sensibilidade, facilidade de hematomas, sensação de peso e nódulos subcutâneos (textura de "pérolas" ou "casca de noz").

Estágios e Tipos

A doença é classif**ada anatomicamente em cinco tipos (dependendo da área afetada) e funcionalmente em quatro estágios:

Estágio Descrição da Pele e Tecido
1 Pele lisa; tecido subcutâneo espesso com pequenos nódulos.
2 Pele irregular ("casca de laranja"); nódulos maiores e palpáveis.
3 Grandes dobras de gordura; deformação dos membros e dificuldade de locomoção.
4 Presença de lipo-linfedema (comprometimento do sistema linfático).

Abordagem Terapêutica

O tratamento é multidisciplinar e visa aliviar a dor e impedir a progressão:

1. Conservador: Dieta anti-inflamatória/baixo carboidrato, uso de meias de compressão, drenagem linfática e exercícios de baixo impacto (especialmente aquáticos).
2. Medicamentoso: Uso prudente de antioxidantes e flavonoides; evitar corticoides que aumentam o inchaço.
3. Cirúrgico: Lipoaspiração especializada (tumescente) para remover o tecido doente preservando os vasos linfáticos, melhorando a mobilidade e reduzindo a dor.

O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações articulares e a perda de qualidade de vida.

12/03/2026

Prevenção do Tromboembolismo Venoso (TEV) em Situações Especiais

Este documento sintetiza informações essenciais sobre a prevenção do tromboembolismo venoso (TEV) — que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (TEP) — em contextos de mobilidade reduzida e viagens de longa duração.

Imobilização e Traumas de Membros Inferiores

Traumas nas pernas que exigem imobilização (como fraturas abaixo do joelho, rupturas de tendão ou lesões de cartilagem) são fatores de risco para o TEV.

* Controvérsia na Prevenção: A literatura apresenta dados divergentes. Enquanto alguns estudos não mostram eficácia geral da quimioprofilaxia (uso de medicamentos) em pacientes imobilizados, metanálises indicam que o uso de heparina de baixo peso molecular (HBPM) pode reduzir o risco de TVP em até 45%.
* Diretrizes Atuais: A recomendação é a avaliação individualizada. A prevenção medicamentosa é indicada principalmente para pacientes com fatores de risco adicionais (como histórico de TEV anterior) ou que passarão por cirurgias de alto risco (ex: reparo do tendão de Aquiles).

Viagens Aéreas: A "Síndrome da Classe Econômica"

O TEV associado a voos longos resulta da combinação de imobilização prolongada, baixa umidade e pressão da cabine, além de condições predisponentes do passageiro (obesidade, câncer, uso de hormônios).

* Risco Relativo: O risco de desenvolver o problema aumenta aproximadamente 18% a cada 2 horas adicionais de viagem.
* Medidas Preventivas: Embora o risco absoluto para a população geral seja baixo (1 em cada 4.500 voos), ele aumenta signif**ativamente em grupos de risco (gestantes, obesos, pacientes oncológicos ou com histórico de trombose). Para estes, as diretrizes sugerem o uso de meias elásticas de compressão (15 a 30 mmHg) durante o trajeto.

Pacientes Hospitalizados e Doenças Agudas

Em pacientes internados com mobilidade reduzida devido a doenças agudas (como insuficiência cardíaca ou infecções), o uso prolongado de enoxaparina demonstrou reduzir a incidência de TEV e TVP proximal. Entretanto, essa estratégia exige cautela médica, pois aumenta o risco de sangramentos graves.

Você sabia que, em cerca de 10% dos casos, uma Trombose Venosa Profunda (TVP) sem causa aparente pode ser o primeiro sin...
11/03/2026

Você sabia que, em cerca de 10% dos casos, uma Trombose Venosa Profunda (TVP) sem causa aparente pode ser o primeiro sinal de um câncer oculto? 🩺

Isso acontece devido a uma condição chamada Síndrome de Trousseau (ou Trombose Associada ao Câncer). As células tumorais podem "sequestrar" o sistema de coagulação do sangue, tornando-o mais espesso e propenso a coágulos.

🚨 Mas atenção: nem toda trombose é câncer! O alerta acende principalmente quando a trombose é "idiopática" (sem cirurgia ou trauma recente) e apresenta certos sinais de risco que detalhei nos slides.

Neste carrossel você vai aprender: ➡️ A estatística real por trás dessa conexão. ➡️ A "Tríade de Virchow" paraneoplásica (o mecanismo). ➡️ Os sinais de alerta (Red Flags). ➡️ O que as diretrizes dizem sobre check-up (Spoiler: menos é mais).

👩‍⚕️ O conhecimento é a melhor prevenção. Se você teve uma TVP sem explicação clara, converse com seu angiologista ou hematologista sobre o rastreamento adequado.

💬 Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe nos comentários.

Será que varizes é mesmo apenas "coisa de mulher"? 🤔 Os dados da SBACV mostram que a história é bem mais complexa (e per...
10/03/2026

Será que varizes é mesmo apenas "coisa de mulher"? 🤔 Os dados da SBACV mostram que a história é bem mais complexa (e perigosa) do que o senso comum imagina. Arrasta para o lado para entender a diferença! ➡️

👩 Lado Feminino: A Tempestade Hormonal (45% afetadas) As mulheres lideram em quantidade de casos. O motivo? Nascem com uma "bomba-relógio" vascular. A progesterona relaxa as veias e o estrogênio as dilata. Somado às gestações (onde o útero comprime a circulação), o cenário é propício. ✅ O Trunfo: Por se incomodarem esteticamente com os vasinhos, elas buscam ajuda CEDO. Isso evita cirurgias complexas na maioria dos casos.

👨 Lado Masculino: O Perigo Silencioso (30% afetados) Eles têm menos casos, mas ganham em gravidade. Aqui mora o perigo: 1️⃣ Camuflagem: Os pelos nas pernas escondem as veias iniciais. 2️⃣ Cultura: Homens tendem a ignorar a sensação de peso e cansaço, achando que é "normal do trabalho". 🚫 O Resultado: Quando o homem chega ao consultório, frequentemente já apresenta complicações severas como úlceras (feridas), dermatite ocre (manchas escuras) ou trombose.

💡 Resumo Clínico: A doença é a mesma (Insuficiência Venosa), mas o comportamento do paciente define o futuro da perna.

Para Elas: Atenção redobrada na gravidez e uso de anticoncepcionais.

Para Eles: Inspeção visual! Olhe suas pernas no espelho. Sentiu peso no fim do dia? Não é normal.

Você se encaixa no time que previne ou no time que remedia? 👇 Envie este post para seu marido/esposa que precisa saber disso!

"Doutor, meus pés queimam à noite, tenho certeza que é má circulação!" 🦵🔥Escuto essa frase quase diariamente no consultó...
09/03/2026

"Doutor, meus pés queimam à noite, tenho certeza que é má circulação!" 🦵🔥

Escuto essa frase quase diariamente no consultório. É extremamente comum que pacientes confundam problemas vasculares (veias e artérias) com problemas neurológicos (nervos), pois os sintomas podem ser muito parecidos.

No entanto, o tratamento para cada um é completamente diferente. Por isso, o diagnóstico diferencial é tão importante.

Como cirurgião vascular, é meu papel investigar se a origem da sua dor é sanguínea. Mas também preciso saber identif**ar quando o problema pode ser, na verdade, uma Neuropatia Periférica.

🔍 A principal dica para diferenciar:

🔴 Problema Vascular (Circulação): A dor geralmente aparece com o esforço físico (como uma cãibra forte na panturrilha ao caminhar) e melhora rapidamente quando você para e descansa. Os pés costumam f**ar frios.

🔵 Problema Neurológico (Nervos): A dor é frequentemente descrita como queimação, choques, formigamento ou agulhadas. Ela tende a ser constante e, muitas vezes, piora durante o repouso, principalmente à noite na cama. A pele pode ter temperatura normal, mesmo com a sensação de ardor.

⚠️ Atenção: Em muitos pacientes, especialmente diabéticos, as duas condições podem existir ao mesmo tempo.

Não tente adivinhar o que você tem. O diagnóstico precoce evita complicações graves, tanto vasculares quanto neurológicas. Se você sente dores persistentes, agende uma avaliação.

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada Cirurgia Vascular CRM PR 21589

🧐 Nem tudo é "vasinho": Entenda as diferenças na sua pernaQuando você olha para as suas pernas, pode parecer tudo a mesm...
06/03/2026

🧐 Nem tudo é "vasinho": Entenda as diferenças na sua perna

Quando você olha para as suas pernas, pode parecer tudo a mesma coisa, mas na Angiologia dividimos as veias doentes em três grupos principais. Saber qual é o seu caso ajuda a entender o tratamento! 👇

1️⃣ Telangiectasias (Os famosos "Vasinhos") São aqueles risquinhos vermelhos ou roxos, bem fininhos (menos de 1mm) que parecem teias de ar**ha. Eles f**am dentro da pele. Geralmente incomodam mais pela estética, mas podem arder.

2️⃣ Veias Reticulares (Microvarizes) Sabe aquela veia azulada ou esverdeada que aparece por transparência na pele? Elas são um pouco maiores (até 3mm) e f**am logo abaixo da pele. ⚠️ O Segredo: Muitas vezes, são essas veias reticulares que "alimentam" os vasinhos. Se não tratarmos elas, os vasinhos voltam!

3️⃣ Veias Tributárias (Varizes) São aquelas veias que fazem relevo na pele, f**am saltadas e tortuosas (calibre maior que 3mm). Geralmente são ramos conectados à veia safena. Elas indicam uma pressão maior no sistema e precisam de atenção redobrada.

💡 Por que isso importa? Porque para cada tipo, existe uma estratégia ideal:

Vasinhos 👉 Laser Transdérmico ou Escleroterapia (aplicação).

Reticulares 👉 Escleroterapia com espuma ou Laser.

Tributárias 👉 Microcirurgia ou Espuma densa.

O tratamento de sucesso começa pelo diagnóstico correto de qual veia está doente.

Identificou alguma dessas nas suas pernas? Agende sua avaliação para definirmos o melhor plano para você!

👨‍⚕️ Dr. Mauricio Hiroshi Yamada crm-pr 21589
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Muitas vezes, as varizes que vemos na pele (como na foto do canto superior) são apenas a "ponta do iceberg". Para entend...
05/03/2026

Muitas vezes, as varizes que vemos na pele (como na foto do canto superior) são apenas a "ponta do iceberg". Para entender o tratamento, precisamos olhar para dentro, como mostram os esquemas da imagem. Vamos descomplicar? 👇

1️⃣ O Sistema Venoso Profundo e a Safena No diagrama da perna, vemos a complexa rede que traz o sangue de volta ao coração. 🔹 Sistema Profundo: São as veias que f**am entre os músculos (como a Femoral e a Poplítea). Elas são as grandes "rodovias" que transportam o maior volume de sangue. 🔹 Veias Safenas: Parte do sistema superficial, elas correm logo abaixo da pele. A Safena Magna (a grande veia que vai do tornozelo à virilha) é fundamental nesse processo.

2️⃣ O Que é o Refluxo? Dentro das veias, existem pequenas válvulas que funcionam como portões de mão única: o sangue sobe e elas fecham para ele não descer. Quando a veia dilata ou a válvula falha (veja a ilustração da "Veia Varicosa"), ocorre o Refluxo Venoso. O sangue vaza para baixo pela força da gravidade, se acumula e aumenta a pressão na perna.

⚠️ É esse aumento de pressão e volume que deforma a veia, causando as varizes tortuosas e visíveis, além de sintomas como peso, cansaço e inchaço.

Tratar varizes vai além da estética: é restabelecer a função correta dessa circulação!

Dúvidas sobre o funcionamento das safenas ou sobre tratamentos? Deixe aqui nos comentários! 💬

👨‍⚕️ Dr. Mauricio Hiroshi Yamada crm-pr 21589
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Você passa o dia relativamente bem, mas é só deitar na cama que começa o tormento: os pés parecem que estão pegando fogo...
04/03/2026

Você passa o dia relativamente bem, mas é só deitar na cama que começa o tormento: os pés parecem que estão pegando fogo, formigam ou dão pontadas que não te deixam dormir. 🛌⚡

Muitas pessoas convivem com essa dor achando que é "apenas" má circulação ou varizes. Embora problemas vasculares causem dor nas pernas, essa sensação específ**a de queimação intensa que piora em repouso é um sinal clássico de alerta para outra condição: a Neuropatia Periférica.

A neuropatia é um dano nos nervos das extremidades, muito comum em pessoas com diabetes, mas que pode ter outras causas. Os nervos começam a enviar sinais errados de dor ao cérebro.

O problema vascular "clássico" costuma doer mais quando exigimos dos músculos (ao andar, subir escadas) e aliviar com o descanso. A neuropatia muitas vezes faz o oposto: ela ataca no seu momento de descanso.

Por que um cirurgião vascular está falando disso? Porque para tratar corretamente, precisamos primeiro excluir as causas vasculares.

Não normalize viver com dor. Se você se identif**a com esses sintomas, procure ajuda especializada para investigar a fundo.

Conte comigo para cuidar da sua saúde vascular.

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada Cirurgia Vascular CRM PR 21589

Desvendando o Edema de Membros Inferiores: O Roteiro de Raciocínio! 🦵🔍O edema é uma das queixas mais comuns na prática m...
03/03/2026

Desvendando o Edema de Membros Inferiores: O Roteiro de Raciocínio! 🦵🔍

O edema é uma das queixas mais comuns na prática médica, mas o diagnóstico diferencial exige método. A "regra de ouro" começa simples: olhe para a lateralidade.

1️⃣ É Unilateral ou Assimétrico? 🚨 A causa provavelmente é LOCAL (Vascular ou Mecânica).

TVP: Início súbito, dor na panturrilha e empastamento. Cuidado com o sinal de Homans!

Insuficiência Venosa: Piora ao longo do dia, melhora elevando as pernas.

Linfedema: Duro, não faz cacifo e tem o Sinal de Stemmer (não pinça a pele do dedo).

Infecção (Erisipela): Sinais flogísticos claros + porta de entrada.

2️⃣ É Bilateral e Simétrico? ⚖️ A causa provavelmente é SISTÊMICA (metabólica ou medicamentosa).

Coração (IC): Edema ascendente, mole e frio. Atenção à turgência jugular.

Rins: Edema pálido, podendo afetar a face (periorbitário).

Fígado: Frequentemente associado a ascite e estigmas periféricos.

Medicamentos: Bloqueadores de Canal de Cálcio (ex: anlodipino) causam edema de tornozelo quente e ruborizado.

💡 A Pegadinha: Lembre-se do Lipedema! É gordura, não líquido. Dói ao toque, poupa o pé (sinal do manguito) e não melhora com elevação.

O segredo está em cruzar a história clínica com o exame físico antes de pedir exames. 📝

👇 Me conta aqui: Qual dessas etiologias você mais pega no seu plantão ou consultório?

❌ MITO.Nem toda dor, inchaço ou queimação nas pernas signif**a que suas veias ou artérias estão com problemas. Existe um...
02/03/2026

❌ MITO.

Nem toda dor, inchaço ou queimação nas pernas signif**a que suas veias ou artérias estão com problemas. Existe um grande "imitador" das doenças vasculares chamado Neuropatia Periférica.

Você sabe a diferença básica entre a dor do nervo e a dor da circulação? 👇

🦶 É provável que seja Neuropatia (Nervo) se: 🔹 A dor parece choque, agulhada ou queimação intensa. 🔹 Você sente dormência ou perda de sensibilidade (parece que está pisando em algodão). 🔹 A dor piora quando você está descansando ou dormindo.

🦵 É provável que seja Vascular (Circulação) se: 🔸 A dor parece um peso ou cãibra forte na "batata da perna". 🔸 A dor aparece quando você caminha e te obriga a parar. 🔸 O pé f**a pálido ou muito frio.

O diagnóstico correto é a chave para o alívio. Se você tem dúvidas sobre a origem da sua dor, uma avaliação vascular detalhada é o primeiro passo para descartar problemas graves de circulação e te encaminhar para o tratamento correto.

Sua saúde merece atenção. Agende sua consulta.

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada Cirurgia Vascular CRM PR 21589

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