21/08/2026
A cena é quase sempre a mesma.
A unha do pé foi ficando grossa, amarelada, difícil de cortar. Ele diz que corta depois. Passam meses. Quando alguém finalmente olha, a unha já está deformada — e às vezes já feriu o dedo ao lado.
Isso raramente é descuido. Com a idade, três coisas acontecem ao mesmo tempo:
▪️ A unha engrossa e endurece. Tesoura comum não corta mais.
▪️ A flexibilidade diminui. Alcançar o pé vira um esforço real.
▪️ A visão de perto piora. Ele não enxerga direito o que está cortando.
Some os três e você tem uma pessoa que não consegue, mas tem vergonha de dizer que não consegue.
Por que isso importa mais do que parece: unha malcortada em idoso vira unha encravada, ferida, dor ao calçar. E dor ao calçar faz a pessoa andar menos, pisar diferente, perder equilíbrio. Queda em idoso é assunto sério, e o pé é uma das causas que quase ninguém investiga.
Se ele tem diabetes, o cuidado deixa de ser opcional — a sensibilidade reduzida faz um machucado pequeno passar dias sem ser notado.
O que dá para fazer hoje: olhe o pé dele. Sola, entre os dedos, calcanhar, unhas. Leva menos de um minuto e responde muita coisa.
Aqui o atendimento é feito com material esterilizado, no ritmo dele, com cadeira confortável e sem pressa. Muita gente traz o pai ou a mãe e a consulta vira rotina — a cada 45 a 60 dias.
Se você cuida de alguém, essa avaliação é um dos cuidados mais simples que existem. 👣
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