30/07/2026
Seguem algumas reflexões sobre esse caso da Pediatra que bloqueou a paciente no WhatsApp.
🔹 Existe uma romantização muito grande de que o "bom médico" é aquele que responde WhatsApp 24 horas por dia. Eu penso diferente.
🔹 Não forneço meu número pessoal aos pacientes.
Tenho um WhatsApp profissional, que acesso nos momentos em que posso. E faço isso sem culpa.
🔹 Sou coerente com aquilo que ensino às famílias: sono de qualidade, menos estresse, presença com quem amamos, atividade física e equilíbrio.
Se eu não viver isso, como poderia orientar alguém a fazer o mesmo?
🔹 Médico não deixa de ser médico quando sai do consultório. Mas continua sendo mãe, pai, filha, marido, esposa, amigo... e, acima de tudo, um ser humano.
🔹 Urgências e emergências não devem ser ser resolvidas por mensagem. Elas existem para serem atendidas em um pronto-socorro.
Se o pediatra consegue ver e orientar antes, ok.
🔹 WhatsApp nunca fez parte da consulta médica.
É uma cortesia criada para facilitar a comunicação, e não um direito adquirido.
🔹 Também não acho justo dar privilégios a alguns pacientes e não a outros.
Prefiro oferecer um atendimento de excelência para todos, dentro dos mesmos princípios.
🔹 A verdade é que um médico exausto toma decisões piores. Descansar não é egoísmo. É responsabilidade com quem confia em nós.
🔹 Sempre explico isso às famílias. As que têm bom senso entendem, respeitam e, muitas vezes, até incentivam que eu preserve meus limites. Porque reconhecem que, antes da médica, existe uma pessoa.
🔹 Amo profundamente a Pediatria e sou apaixonada pelo o que faço ❤️
E qual é a opinião de vocês? Me contem👇