01/06/2026
Antes da internet existiam os pitacos sobre a maternidade, ora vindos da sogra, da cunhada, da amiga, da vizinha. Na era da internet os pitacos ganharam sustância e estão mais intensos, colocando a mãe entre deveres com os filhos e dívida consigo mesmo. A conta não fecha, a culpa só cresce e a angústia só aumenta, pois f**amos entre a ideia da maternidade real que prega o direito da mãe sentir o que sente, inclusive esgotamento, e a maternidade que o filho precisa, e ao que parece ele precisa de muito, caso contrário terminará traumatizado.
Por tudo isso e porque como mãe me sinto muito mal cada vez que vejo esses conteúdos, quero trazer aqui alguns materiais para amenizar esses opostos. E o 1º, é essa brincadeira da imagem, com o intuito de te lembrar que a busca pela perfeição, você já sabe disso, é uma baita besteira. Mas talvez você não saiba o porquê e aqui está o pulo do gato:
Um filho naturalmente ama a mãe que o cuida, a criança devolve amor quando é amada. E se essa mãe que ele ama, tem falhas, inadequações e tantos outros acertos a criança cresce se identif**ando com as duas partes. Ele vê o bom e a falha e aprende que é possível amar a essa mãe inteira, como ela é.
Logo, ele aprende que também é possível se amar como ele é. Alguém com qualidades e defeitos. Ou seja, a mãe que se aceita ajuda o filho a se aceitar também.
Amar uma mãe real ensina a ele que seus atos, nem sempre instagramáveis, são parte da vida, e não algo a ser evitado ou escondido. E isso não é compactuar com os erros, mas olhá-los com cumplicidade.
Há coisas que são possíveis de melhorar. Outras são nossos limites. Outras ainda são o nosso jeito de ser. E há aquelas que são simplesmente do nosso momento (a idade, as circunstâncias, o ambiente em que estamos…)
Uma mãe suficientemente boa acertará em um tanto e errará em outro. Será ótima em algumas circunstâncias. Em outras, terá muito a aprender. E em outras ainda, errará feio, e tudo isso só faz dela quem ela é. O filho não se importa com seus limites, ele nos ama mesmo que esses existam, assim como nós os amamos como são. Que delícia aprender com você que ele também pode ser de verdade.
Fernanda Rossi - Psicóloga