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EmagrecidaMENTE Quer saber mais sobre como a psicologia pode contribuir para o enfrentamento dos pensamentos sabotadores que aparecem durante a dieta? Então seja bem vindo

04/06/2026

Muitos pacientes cresceram acreditando que precisavam lidar sozinhos com a dor, porque suas necessidades emocionais de proteção, acolhimento, validação ou suporte não foram suficientemente atendidas. Com o tempo, essa experiência se transforma em uma crença: “Não posso contar com ninguém.”

O papel do Adulto Saudável é questionar essa crença e oferecer uma nova mensagem:

“Existem pessoas seguras. Existem relações confiáveis. Você não precisa enfrentar tudo sozinho.”

Pedir ajuda, nesse contexto, não é dependência. É a capacidade saudável de reconhecer limites, buscar apoio e permitir-se ser cuidado quando necessário.

Porque, muitas vezes, a Criança Vulnerável não precisa de mais força.

Ela precisa descobrir que não está sozinha. 💛

Vídeo:

04/06/2026

Vem construir comigo um mapa esquemático.
Gostou dessa ferramenta? Comente aqui nos comentários se você quer ter acesso a ela, para potencializar seus atendimentos.

Joana mandou uma mensagem para o namorado.Cinco minutos se passaram.Nenhuma resposta.Ela checou o celular novamente.Nada...
04/06/2026

Joana mandou uma mensagem para o namorado.

Cinco minutos se passaram.

Nenhuma resposta.

Ela checou o celular novamente.

Nada.

Mais alguns minutos.

Ainda nada.

E então Joana começou a pensar:

“Ele deve estar me ignorando.”

“Talvez esteja perdendo o interesse.”

“Fiz alguma coisa errada.”

“Ele vai me abandonar.”

Enquanto isso, em outra cidade, outra pessoa enviou uma mensagem para o parceiro e também não recebeu resposta.

Mas pensou:

“Ele deve estar ocupado. Depois responde.”

A situação foi exatamente a mesma.

A interpretação foi completamente diferente.

É aqui que a Terapia do Esquema nos convida a olhar.

Nós não reagimos aos fatos.

Nós reagimos ao significado que atribuímos aos fatos.

E esse significado raramente nasce no presente.

Ele costuma ser construído muito antes.

Uma pessoa que cresceu sentindo insegurança emocional, imprevisibilidade ou abandono pode aprender que a ausência do outro significa rejeição.

Outra, que recebeu estabilidade e conexão emocional, pode interpretar a mesma situação como algo comum da rotina.

Os esquemas funcionam como lentes invisíveis.

Eles filtram aquilo que vemos, sentimos e acreditamos.

Por isso, muitas vezes, o sofrimento não está apenas no que aconteceu.

Está na história que os esquemas contam sobre aquilo que aconteceu.

A mensagem não respondida pode ser apenas uma mensagem não respondida.

Mas para alguém com um esquema de Abandono ativado, ela pode se transformar em uma prova de que será deixado para trás.

Por isso, na Terapia do Esquema, não trabalhamos apenas os pensamentos.

Trabalhamos as feridas emocionais que moldaram a forma como a pessoa aprendeu a interpretar o mundo.

Porque quando a lente muda, a realidade também começa a parecer diferente.

“Não é o que você olha que importa, é o que você vê.”— Henry David Thoreau

03/06/2026

Você já tentou fazer imaginação guiada, cadeira ou outra técnica vivencial e sentiu que nada aconteceu?

Muitas vezes, o problema não está na técnica.

O problema é que você ainda não encontrou quem realmente está na sala.

Antes de acessar a Criança Vulnerável, frequentemente encontramos modos de enfrentamento trabalhando intensamente para mantê-la protegida.

O Protetor Desligado racionaliza.
O Protetor Esquivo muda de assunto.
O Complacente fala aquilo que acredita que o terapeuta quer ouvir.
O Hipercompensador assume o controle da sessão.
O Autoaliviador busca distrações para não sentir.

E faz sentido que eles estejam ali.

Esses modos não surgiram para atrapalhar o processo terapêutico. Eles surgiram para proteger uma parte da pessoa que aprendeu, muito cedo, que sentir era perigoso, que depender era arriscado ou que demonstrar vulnerabilidade tinha um custo alto demais.

Por isso, quando o terapeuta tenta acessar diretamente a emoção sem antes compreender e trabalhar os modos de enfrentamento, o paciente pode até falar sobre a dor, mas não consegue realmente entrar em contato com ela.

Na Terapia do Esquema, não buscamos derrubar os modos à força.

Primeiro os compreendemos.
Depois validamos a função protetiva que desempenharam.
E então ajudamos o paciente a perceber que talvez ele não precise mais deles da mesma forma.

Só então a Criança Vulnerável começa a aparecer.

E é nesse encontro que o trabalho mais profundo realmente começa.

03/06/2026

Na Terapia do Esquema, isso é um sinal importante: o paciente pode ter compreendido cognitivamente, mas a emoção ainda está presa em uma memória, necessidade ou modo esquemático.

Passo a passo:

1. Valide primeiro.
Diga algo como:
“Faz sentido você conseguir entender racionalmente e, ainda assim, sentir como se aquilo continuasse verdadeiro. Às vezes, a mente entende antes do corpo e da emoção.”

2. Localize a sensação emocional.
Pergunte:
“Onde você sente isso no corpo?”
“Essa sensação parece medo, tristeza, vergonha, culpa ou solidão?”
“Se essa sensação pudesse falar, o que ela diria?”

3. Conecte com o modo ativado.
Ajude o paciente a perceber:
“Talvez agora não seja o seu Adulto Saudável falando. Pode ser uma parte mais vulnerável sua que ainda se sente sozinha, rejeitada ou insuficiente.”

4. Busque a necessidade emocional por trás da sensação.
Pergunte:
“O que essa parte sua precisava ouvir naquele momento?”
“O que faltou para ela se sentir segura?”
“Ela precisava de proteção, acolhimento, validação, limite ou presença?”

5. Faça uma resposta emocional corretiva.
Convide o paciente a responder para essa parte vulnerável:
“Eu vejo você.”
“Você não está exagerando.”
“Você não precisava ter dado conta sozinha.”
“Hoje eu posso cuidar de você de outro jeito.”

6. Traga o Adulto Saudável para a cena.
Diga:
“Agora vamos tentar sair apenas do entendimento racional e entrar numa postura interna de cuidado. Como o seu Adulto Saudável poderia se aproximar dessa parte ferida?”

7. Feche com integração.
Pergunte:
“O que mudou na sensação agora?”
“Ela ficou menor, mais distante ou mais compreensível?”
“O que essa parte sua precisa que você leve para a semana?”

Na Terapia do Esquema, não basta o paciente pensar diferente. Ele precisa viver uma experiência emocional diferente com aquilo que um dia doeu.

Referência-base: Young, Klosko & Weishaar, Schema Therapy: A Practitioner’s Guide.

Muitas vezes, o sofrimento não nasce apenas das nossas limitações.Ele nasce da distância entre quem somos hoje e quem po...
03/06/2026

Muitas vezes, o sofrimento não nasce apenas das nossas limitações.

Ele nasce da distância entre quem somos hoje e quem poderíamos ter nos tornado se nossas necessidades emocionais tivessem sido atendidas.

Ao longo da vida, criamos esquemas para dar sentido às experiências dolorosas. Desenvolvemos modos para sobreviver, nos proteger, evitar rejeições, suportar abandonos, esconder vergonhas e controlar medos.

O problema é que aquilo que um dia nos ajudou a sobreviver pode, anos depois, nos impedir de viver.

O Protetor Desligado nos afasta das emoções.
O Perfeccionista nos afasta do descanso.
O Complacente nos afasta da autenticidade.
O Hipercompensador nos afasta da vulnerabilidade.

E, pouco a pouco, vamos nos afastando também de quem realmente somos.

Por trás da ansiedade, da procrastinação, da autossabotagem e dos padrões repetitivos que encontramos na clínica, muitas vezes existe uma Criança Vulnerável que precisou abrir mão de partes importantes de si para ser aceita, amada ou protegida.

Talvez a felicidade não esteja em se tornar alguém melhor.

Talvez ela esteja em remover, camada por camada, tudo aquilo que os esquemas e modos construíram sobre nós, até que possamos reencontrar a pessoa que sempre esteve ali.

Aquela que nasceu para viver, sentir, se conectar e existir de forma autêntica. ✨

02/06/2026

Ei, terapeuta do esquema… você percebeu isso na fala da Natália?

Aquilo que muitos chamam de personalidade forte pode, em alguns momentos, representar um modo de enfrentamento de ataque.

Na Terapia do Esquema, aprendemos que os modos de enfrentamento não surgem por acaso. Eles existem para proteger necessidades emocionais que não foram atendidas.

Por trás do ataque, frequentemente existe uma vulnerabilidade que a pessoa aprendeu a esconder.

A pergunta clínica nunca é apenas “por que ela faz isso?”

A pergunta é:

“Qual dor esse comportamento está tentando proteger?” 💡🧠

02/06/2026

“A Terapia do Esquema não existe apenas para enfraquecer modos de sobrevivência. Ela existe para fortalecer a parte saudável capaz de cuidar da Criança Vulnerável.”

Durante muito tempo, muitos terapeutas acreditaram que o principal objetivo da Terapia do Esquema era reduzir sintomas, enfraquecer esquemas ou diminuir modos desadaptativos.

Mas a literatura mais recente nos convida a ampliar esse olhar.

Susan Simpson e colaboradores destacam a importância de desenvolver modos saudáveis e promover o atendimento das necessidades emocionais básicas como eixo central do processo terapêutico. Em outras palavras, não basta apenas diminuir a força das estratégias de sobrevivência. É preciso fortalecer o Adulto Saudável que será capaz de acolher, proteger e cuidar da Criança Vulnerável.

A transformação não acontece apenas quando o paciente sofre menos.

Ela acontece quando ele desenvolve recursos emocionais para cuidar de si de uma forma que talvez nunca tenha aprendido.

📚 Referências

Brockman, R. N., Simpson, S. G., Hayes, C. et al. (2023). Research Support for Schema Therapy. In: The Cambridge Guide to Schema Therapy. Cambridge University Press. (ResearchGate)

Brockman, R. N., Simpson, S. G., Hayes, C. et al. (2023). From Core Emotional Needs to Schemas, Coping Styles and Schema Modes. In: The Cambridge Guide to Schema Therapy. Cambridge University Press. (Cambridge University Press & Assessment)

Muitos terapeutas procuram dominar cada vez mais técnicas vivenciais, mas esquecem que a potência dessas intervenções nã...
02/06/2026

Muitos terapeutas procuram dominar cada vez mais técnicas vivenciais, mas esquecem que a potência dessas intervenções não está na técnica em si.

Está na capacidade de compreender profundamente a história do paciente, seus esquemas, modos e necessidades emocionais não atendidas.

A cadeira vazia não é o tratamento.

A imaginação guiada não é o tratamento.

A confrontação empática não é o tratamento.

Elas são caminhos para promover reparação emocional quando utilizadas dentro de uma formulação consistente.

Antes de perguntar “qual técnica devo usar?”, talvez a pergunta mais importante seja:

“O que este paciente realmente precisa?”

Essa é uma das transições que diferenciam quem aplica técnicas de quem faz Terapia do Esquema de forma profunda.

💬 Na sua opinião, qual é a habilidade mais difícil de desenvolver na Terapia do Esquema?

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