Ísis Falsete

Ísis Falsete Eu ajudo você a ter qualidade de vida. Ter uma vida íntima e saudável. CRM 139983

11/08/2026

O consultório ginecológico também é um lugar seguro para falar

LEGENDA: Agosto Lilás é o mês de conscientização sobre a violência contra a mulher. E esse tema tem tudo a ver com o meu dia a dia como médica.



Muitas mulheres chegam ao consultório com queixas físicas que, por trás, escondem algo muito maior. Uma dor que não tem explicação clara. Uma lesão que “aconteceu sem querer”. Um olhar que diz mais do que as palavras.



A violência contra a mulher raramente aparece com esse nome. Ela chega disfarçada de vergonha, de medo, de “não é tão grave assim.”



É grave. Sempre.



Como ginecologista, fui treinada para cuidar do corpo da mulher. Mas cuido também de tudo que vem com ele… a história, a dor, o silêncio.



Se você está vivendo uma situação de violência, saiba:



🟣 Você não tem que provar que merece ajuda

🟣 Você não precisa estar com marcas visíveis para ser acreditada

🟣 Você pode falar comigo. Sem julgamento.



O consultório é um espaço seguro. E você merece segurança. 💜

06/08/2026

A gente fala tanto sobre os benefícios do leite materno (eles são reais e incríveis) que às vezes esquece de dizer o que ninguém conta antes:

Amamentar pode doer. Pode ser exaustivo. Pode gerar culpa, ansiedade e a sensação de que você está fazendo algo errado quando, na verdade, está apenas aprendendo.

A pega errada machuca. A apojadura pode surpreender. A noite viram muitas, a fome do bebê parece não ter fim, e o corpo ainda está se recuperando do parto.

Tudo isso é real. E não diminui em nada o seu amor.

Se você está amamentando e está difícil: você não está sozinha, e pedir ajuda não é fraqueza, é sabedoria.

Se você tentou e não conseguiu: você não falhou. Você fez o que estava ao seu alcance naquele momento. 💕

03/08/2026

O que o leite materno faz pelo seu bebê que nenhum outro alimento consegue.



Ele é um alimento vivo, que muda de composição ao longo do dia e conforme as necessidades do bebê. Isso não existe em nenhuma fórmula.



Veja o que ele oferece:



🛡️ Proteção imunológica — anticorpos presentes no leite ajudam a proteger o bebê de infecções enquanto o sistema imune ainda está se desenvolvendo



🧠 Desenvolvimento cerebral — gorduras essenciais presentes no leite materno são fundamentais para a formação do sistema nervoso



🌱 Microbioma saudável — o leite materno contribui para o equilíbrio da flora intestinal do bebê desde os primeiros dias



💛 Vínculo afetivo — o contato da amamentação estimula ocitocina, o hormônio do vínculo, em mãe e bebê



🩺 Benefícios para a mãe também — amamentar reduz o risco de câncer de mama e ovário, auxilia na recuperação uterina pós-parto e queima calorias extras

A recomendação é amamentação exclusiva até os 6 meses, e complementar até os 2 anos ou mais.



Tem alguma dúvida sobre amamentação? 💬

29/07/2026

Quando a primeira menstruação chega, é um momento delicado, de descoberta, de insegurança e às vezes de timidez.



E é justamente nesse momento que muitas meninas vivem algo desconfortável: a notícia vira assunto de todo mundo. Avó sabe, tia comenta, prima br**ca no grupo da família.



Mas esse momento não pertence à família. Pertence a ela.



A menarca pode (e deve) ser acolhida com naturalidade dentro de casa, mas sem se transformar em comunicado público. Isso pode gerar constrangimento justamente na fase em que ela mais precisa se sentir segura com o próprio corpo.



O que ajuda de verdade:

🩷 Conversar com antecedência, antes mesmo de acontecer

🩷 Deixar claro que é normal e que ela pode contar com você

🩷 Respeitar o tempo dela de processar essa novidade

🩷 Guardar essa informação como algo íntimo, não como notícia



Cuidar da saúde da sua filha também é cuidar de como ela vai se relacionar com o próprio corpo no futuro. 🤍

24/07/2026

Em 25 de julho de 1978, nasceu o primeiro bebê concebido por fertilização in vitro no mundo. Essa data marca o Dia Mundial da FIV.



O que antes parecia distante se tornou, com o tempo, um caminho possível para milhares de famílias que sonhavam em ter filhos e enfrentavam dificuldades nessa jornada.



A medicina avançou muito desde então. Os protocolos são mais cuidadosos, os índices de sucesso aumentaram, e cada tratamento hoje é pensado de forma individual — respeitando a história, o tempo e o momento de cada mulher.



Se esse é o seu caminho agora, você não está sozinha. Muitas vezes, esse processo começa com uma conversa tranquila e uma escuta cuidadosa, sem pressa e sem julgamento.



A ciência continua abrindo novas portas para quem sonha em ser mãe. E essa esperança se renova todos os dias. 🤍



Quer conversar sobre o seu momento? Estou aqui. 💬

21/07/2026

Julho é o mês de conscientização sobre os cânceres ginecológicos: colo do útero, endométrio, ovário, v***a e va**na.



No Brasil, esses tumores somam cerca de 30 mil novos casos e mais de 16 mil mortes por ano. Números que poderiam ser bem menores com diagnóstico precoce.



Alguns pontos importantes:



🔸 O câncer de colo do útero é o mais frequente entre eles, cerca de 17 mil casos por ano, e está fortemente ligado ao HPV. Mas uma ótima notícia: existe vacina disponível, inclusive pelo SUS.



🔸 O câncer de ovário é mais silencioso: mais de 70% dos casos são descobertos em estágio avançado, justamente porque os sintomas iniciais são discretos e inespecíficos.



🔸 Exames preventivos de rotina continuam sendo a ferramenta mais poderosa que temos contra esses números.



Prevenção não é sobre viver com medo. É sobre se dar a chance de descobrir cedo, quando o tratamento tem muito mais eficácia.



Quando foi seu último exame preventivo? Vamos cuidar disso juntas.👭

16/07/2026

A medicina não para. E é bom que seja assim.



Olha só o quanto a ginecologia avançou em duas décadas:



📍 Métodos contraceptivos: em 2006, a pílula era praticamente a única opção oferecida. Hoje, existe uma variedade de métodos, e a escolha é feita junto com a paciente, respeitando seu perfil e suas preferências.



📍 DIU: antes reservado para casos específicos e mulheres que já tinham filhos. Hoje, os métodos de longa duração são a primeira indicação para praticamente qualquer paciente.



📍 Rastreamento do câncer de colo do útero: o papanicolau isolado deixava escapar diagnósticos importantes. Hoje, o exame de PCR para HPV identifica o vírus com mais precisão e orienta melhor a investigação de lesões.



📍 Incontinência urinária: antes, as opções eram basicamente cirurgia ou medicação. Hoje, existem diversas tecnologias menos invasivas para tratar a condição.



📍 Terapia hormonal na menopausa: o medo era tanto que quase nenhuma mulher se sentia segura para iniciar. Hoje, a segurança e o conhecimento avançaram muito (fala mais sobre isso lá no post sobre TH! 👀).



📍 Coceira va**nal: tratada antes só com antifúngico, sem investigação. Hoje, sabemos que o tratamento vai muito além disso.



A ciência muda. E a boa medicina é aquela que muda com ela. 💜

13/07/2026

No início dos anos 2000, um grande estudo (o WHI) associou a terapia hormonal a riscos aumentados, e isso assustou gerações de mulheres e médicos. Por anos, muitas abandonaram a reposição hormonal por medo, mesmo sofrendo com os sintomas da menopausa.



Mas o que pouca gente sabe é o que essa terapia pode oferecer quando bem indicada:



🌸 Alívio real dos sintomas — fogachos, insônia e oscilações de humor diminuem significativamente

🦴 Proteção óssea — reduz o risco de osteoporose e fraturas, um dos maiores riscos silenciosos da menopausa

❤️ Saúde cardiovascular — quando iniciada no momento certo, pode favorecer a saúde do coração

💜 Qualidade de vida — sono melhor, libido preservada, mais disposição no dia a dia

🧠 Bem-estar emocional — muitas pacientes relatam melhora significativa no humor e na clareza mental



A medicina evoluiu. Algumas das medicações utilizadas no famoso estudo não são mais utilizadas atualmente (entre elas estrogênio que era obtido através da urina de éguas grávidas). E o próprio estudo anos depois revelou alguns erros tais como mais da metade das mulheres eram obesas (hoje a obesidade é sabidamente o principal fator de risco para câncer de mama) e o fato de a reposição hormonal ter sido iniciada após o período visto como “janela de oportunidade” para a sua introdução.

E sobre o medo do câncer? A ciência caminhou muito desde os anos 2000. Hoje sabemos que a terapia combinada, bem indicada, com via de administração seguras, não carrega o risco que se imaginava para a maioria das mulheres, e o estrogênio isolado nem chega a ser associado a esse aumento de risco de câncer de mama.



O único ponto de atenção real é em mulheres com útero que usam estrogênio sem progesterona, por isso a progesterona é sempre associada nesses casos, justamente para proteger o endométrio.



Reposição hormonal hoje é segura se bem indicada, individualizada e pode transformar a sua experiência na menopausa. 🤍



Não deixe o medo de duas décadas atrás decidir por você.😉💕

09/07/2026

Existe uma área da ciência chamada epigenética e ela vem revelando descobertas fascinantes sobre a conexão entre mãe e bebê.



Durante a gestação, hormônios do estresse materno, como o cortisol, podem atravessar a placenta. Isso não altera o DNA do bebê, mas pode influenciar como certos genes se “expressam”, funcionando quase como um interruptor que liga ou desliga determinadas respostas no organismo.



Calma: isso não significa que qualquer momento de estresse vai prejudicar seu filho. Estresse pontual faz parte da vida, e o corpo sabe lidar com isso.



O que a ciência destaca é a importância de cuidar do estresse crônico e prolongado durante a gestação, porque cuidar da sua saúde emocional também é, literalmente, cuidar da saúde do seu bebê.



Gestante: priorizar seu bem-estar emocional não é luxo, é parte do pré-natal. 🤍



Está passando por um momento difícil na gravidez? Você não precisa carregar isso sozinha. 💬

07/07/2026

Um estudo internacional, publicado recentemente na revista científica Nature Genetics, analisou dados genéticos de quase 1,4 milhão de mulheres, sendo mais de 105 mil com diagnóstico de endometriose. É a maior pesquisa do tipo já realizada sobre a doença.



O resultado? Foram identificadas 80 regiões do genoma relacionadas ao risco de desenvolver endometriose, 37 delas nunca tinham sido descritas antes.



Por que isso importa para você:

🔬 Mostra que a endometriose tem uma base genética muito mais complexa do que se imaginava

🔬 Ajuda a entender por que a doença afeta o corpo de formas tão diferentes em cada mulher

🔬 Abre caminhos para tratamentos mais direcionados no futuro



A ciência está, finalmente, dando à endometriose a atenção que ela sempre mereceu.



Se você convive com endometriose, saiba: sua dor tem explicação biológica real, e cada vez mais a medicina está avançando para te entender melhor. 💜

Endereço

R. Vicente Ortiz De Camargo, 80
Mogi Guaçu, SP
13843-214

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Ísis Falsete posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar