04/06/2026
Eu ouço isso com frequência no consultório: 'Ele não me ouve', 'Ela não se esforça', 'Parece que eu não sou prioridade'.
Depois de 14 anos trabalhando com relacionamentos e neuropsicologia, posso te afirmar: em muitos casos, o problema não é a falta de amor. É o funcionamento cerebral.
Quando um dos parceiros tem TDAH, o cotidiano é atravessado por desafios que a boa vontade sozinha não resolve:
- A cegueira temporal que gera atrasos e esquecimentos de datas importantes;
- A desatenção que é interpretada como falta de interesse no que o outro diz;
- A impulsividade que gera falas sem filtros e feridas emocionais.
Sem o conhecimento da neurobiologia, o casal entra em um ciclo de acusação e defesa que adoece a relação. o amor é o combustível, mas a estratégia (e o tratamento adequado) é o mapa.
Entender como o cérebro do seu parceiro (ou seu) funciona, é o ato mais profundo de empatia que você pode praticar.
Você sente que o TDAH tem sido um "terceiro elemento" invisível nas suas brigas?