17/09/2026
Quem cuida também precisa ser cuidado. E isso não é egoísmo. 💛
Quando uma criança precisa de acompanhamento, terapias e cuidados frequentes, é natural que grande parte da atenção da família se volte para ela.
Consultas. Terapias. Rotinas. Decisões. Preocupações com o presente e com o futuro.
E, no meio de tudo isso, existe alguém que muitas vezes vai ficando para depois.
A ciência tem chamado atenção para essa realidade. Pesquisas com pais e cuidadores de crianças neurodivergentes mostram níveis importantes de estresse parental e maior vulnerabilidade a dificuldades relacionadas à saúde mental. Também sabemos que fatores como apoio familiar, social e profissional podem fazer diferença nessa experiência.
E há outro ponto importante, cuidar do cuidador não é apenas uma frase bonita. Estudos que avaliaram intervenções voltadas aos próprios pais encontraram benefícios para aspectos como estresse, ansiedade, sintomas depressivos e bem-estar.
Por isso, talvez seja necessário desconstruir uma ideia que acompanha muitas mães, pais e responsáveis:
cuidar de si não significa cuidar menos do outro.
Você também pode precisar de descanso.
De ajuda.
De escuta.
De dividir responsabilidades.
De acompanhamento profissional.
E de momentos em que sua própria vida também tenha espaço.
Não é preciso esperar a exaustão chegar para reconhecer as próprias necessidades.
Afinal, por trás de cada pessoa que recebe cuidado, existe também alguém oferecendo cuidado e essa pessoa continua tendo sentimentos, limites e necessidades.
Quem cuida também precisa ser cuidado.
Isso não é egoísmo. É cuidado. 💛