30/05/2026
Hoje é um dia de saudade.
Mas também tenho tentado lembrar que, antes de ser um dia marcado pela ausência, ele foi um dia de chegada.
Recentemente, vi um relato do que me tocou profundamente.
Depois da perda do seu filho Chico, no dia que seria o aniversário da criança, ele escolheu reunir os amiguinhos em casa para celebrar aquela data. E a frase que ele disse ficou comigo:
“nunca será um dia triste, pois já foi o dia mais feliz da minha vida. Dia em que carreguei o Chico nos braços pela primeira vez”
Desde então, venho pensando sobre as formas que encontramos de ressignificar o luto.
Porque existem datas que continuam doendo.
Mas que também podem continuar significando amor.
Hoje seria o aniversário do meu irmão.
E, pela primeira vez, tenho tentado olhar para o dia 30 de maio não apenas pela ausência que ele deixou, mas também pelo significado da sua chegada.
Antes de ser um dia de saudade, foi o dia em que ele nasceu.
O dia em que ele existiu entre nós.
O dia em que passou a ocupar um lugar que permanece até hoje.
Talvez ressignificar o luto não seja esquecer a dor.
Talvez seja permitir que o amor também continue existindo na memória.
Tatiana Ramos
Irmã do Mose - Psicóloga — CRP 06/139141
Especialista em Psicologia Hospitalar | Psico-Oncologia
Oferece acompanhamento psicológico a pacientes, familiares e profissionais de saúde, com foco no cuidado emocional diante das vivências do adoecimento, tratamento e luto.
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