Dr. Rui Alberto Gomes

Dr. Rui Alberto Gomes Especialista em nefrologia, doutor pela Unifesp, professor de medicina. RQE 16983 - CRM-SP 62.826

Experiente e conceituado na área médica, as consultas com o Dr. Rui Alberto Gomes são sempre humanizadas, deixando o paciente à vontade para atendê-lo sem pressa. Como professor universitário, está em atualização constante e, por isso, os atendimentos que faz são baseados nas melhores evidências científicas para abranger a saúde do paciente como um todo.

A hemodiálise é um tratamento essencial para pessoas com insuficiência renal, mas alguns desconfortos podem ocorrer dura...
02/09/2026

A hemodiálise é um tratamento essencial para pessoas com insuficiência renal, mas alguns desconfortos podem ocorrer durante ou após uma sessão.

Entre os mais comuns estão queda da pressão arterial, cãibras, náuseas e dor de cabeça.

A queda da pressão pode causar tontura, fraqueza, enjoo ou suor frio. Já as cãibras podem ocorrer quando há retirada de líquido ou alterações no equilíbrio do organismo. Náuseas e dor de cabeça também podem aparecer e devem ser comunicadas à equipe, que poderá avaliar fatores como pressão arterial, peso seco e velocidade de retirada de líquido.

Por isso, não ignore sintomas durante ou após a hemodiálise. Informar a equipe é fundamental para que a causa seja avaliada e, quando necessário, sejam realizados ajustes individualizados no tratamento.

Seguir as orientações relacionadas à ingestão de líquidos e sal, evitar faltar às sessões e comunicar sintomas que se repetem são medidas importantes para tornar o tratamento mais seguro.

Sintomas fortes, persistentes ou diferentes do habitual não devem ser ignorados.

Informação e acompanhamento adequado fazem parte do cuidado com a saúde.

Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN)

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Mogi das Cruzes, 466 anos.💙Uma cidade que, há muitos anos, faz parte da minha história.Nascido no interior de São Paulo,...
01/09/2026

Mogi das Cruzes, 466 anos.💙

Uma cidade que, há muitos anos, faz parte da minha história.

Nascido no interior de São Paulo, encontrei em Mogi das Cruzes um lugar para construir minha trajetória profissional, exercer a Medicina e, principalmente, cuidar de pessoas.

Ao longo de décadas, acompanhei de perto o crescimento da cidade e tive o privilégio de fazer parte da vida de muitos mogianos por meio da Medicina e do ensino.

Hoje, no aniversário de Mogi das Cruzes, deixo minha homenagem a esta cidade que se tornou parte da minha história.

Parabéns, Mogi das Cruzes, pelos seus 466 anos! 🎉

Que sua história continue sendo construída com saúde, desenvolvimento e qualidade de vida para todos.

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Quando pensamos em doença renal crônica (DRC), geralmente lembramos de fatores como hipertensão, diabetes, obesidade e u...
28/08/2026

Quando pensamos em doença renal crônica (DRC), geralmente lembramos de fatores como hipertensão, diabetes, obesidade e uso inadequado de medicamentos.
Mas existe outro aspecto importante: a genética.

Ter um familiar com doença renal não significa que você necessariamente desenvolverá a doença. Porém, o histórico familiar positivo exige um aumento da atenção e pode ajudar o médico a identificar pessoas com risco de ter DRC.

Além disso, algumas doenças renais estão diretamente relacionadas a alterações genéticas e podem ser transmitidas entre gerações. Dentre elas estão a doença renal policística, a síndrome de Alport e a doença de Fabry.

Por isso, algumas perguntas são importantes:
• Seus pais ou irmãos tiveram ou têm doença renal?
• Existem vários familiares com problemas nos rins?
• Alguém da família desenvolveu doença renal ainda jovem?
• Há histórico familiar de rins policísticos ou outras doenças renais hereditárias?

Essas informações podem ser relevantes para a avaliação médica e, em situações específicas, podem levar à indicação de investigação genética.

Conhecer sua história familiar é uma forma de prevenção.

Se existe doença renal na sua família, converse com um nefrologista sobre o seu risco e sobre quais exames podem ser necessários.

Fonte: National Kidney Foundation (NKF). Your Genes, Your Family, and Kidney Health.

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Doença renal crônica: por que o VSR merece atenção?O vírus sincicial respiratório (VSR) é um vírus respiratório comum. N...
26/08/2026

Doença renal crônica: por que o VSR merece atenção?

O vírus sincicial respiratório (VSR) é um vírus respiratório comum. Na maioria das pessoas, causa sintomas semelhantes aos de um resfriado e melhora espontaneamente.

Mas o cenário pode ser diferente para pessoas com doença renal crônica (DRC), principalmente aquelas que estão em diálise, apresentam insuficiência renal, passaram por transplante renal ou utilizam medicamentos que reduzem a resposta do sistema imunológico.

Nesses casos, uma infecção pelo VSR pode aumentar o risco de complicações respiratórias, hospitalização e também pode dificultar o controle de condições como pressão arterial, diabetes e equilíbrio de líquidos. Uma doença infecciosa grave também pode comprometer a função renal, especialmente quando há desidratação ou necessidade de internação.

Um estudo publicado em 2026, envolvendo mais de 131 mil adultos com 60 anos ou mais, mostrou que as taxas de hospitalização foram maiores entre aqueles com DRC. A vacinação contra o VSR reduziu as hospitalizações relacionadas ao vírus e as hospitalizações cardiorrespiratórias.

Por isso, a prevenção é parte importante do cuidado com a saúde renal.

Se você tem doença renal, converse com seu médico sobre a indicação da vacina contra o VSR e sobre quais medidas de prevenção são adequadas para o seu caso.

Cuidar dos rins é cuidar da saúde como um todo.

Fontes: National Kidney Foundation. RSV and Chronic Kidney Disease (CKD), atualizado em 16/07/2026 e Respiratory syncytial virus vaccination and risk of respiratory and cardiorespiratory hospitalization in adults with chronic kidney disease: a prespecified analysis of the DAN-RSV trial. 2026.

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Nem todo inchaço ao acordar está relacionado aos rins. Mas, quando o inchaço ao redor dos olhos é frequente e persistent...
24/08/2026

Nem todo inchaço ao acordar está relacionado aos rins. Mas, quando o inchaço ao redor dos olhos é frequente e persistente, esse sinal merece atenção.

Algumas doenças renais, especialmente aquelas que afetam os glomérulos e provocam perda de proteínas pela urina, podem causar edema. Um exemplo é a síndrome nefrótica.

Nessas situações, a perda importante de proteínas, principalmente a albumina, pode contribuir para que o líquido saia dos vasos sanguíneos e se acumule nos tecidos, provocando inchaço. O edema pode ser percebido ao redor dos olhos e, por ser influenciado pela posição do corpo, pode ficar mais evidente após um período prolongado deitado.

Além do inchaço, outros sinais podem acompanhar algumas doenças glomerulares, como urina espumosa, alterações na quantidade ou na aparência da urina, aumento de peso por retenção de líquidos e inchaço nas pernas.

Isso não significa que todo rosto inchado pela manhã seja um problema renal. Existem diversas outras causas possíveis.

Mas, se esse sinal é recorrente ou aparece acompanhado de alterações na urina e outros tipos de inchaço, vale conversar com um médico e realizar uma avaliação adequada.

Os rins podem dar sinais antes mesmo de aparecerem sintomas mais importantes. Cuidar da saúde renal começa com a prevenção.

Fontes: Clinical Presentation & Management of Glomerular Diseases. Missouri Medicine, Hedin E et al. Pediatric Nephrology. 2022 e IPNA Clinical Practice Recommendations for Steroid-Sensitive Nephrotic Syndrome. Pediatric Nephrology.

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Você sabia que algumas bebidas podem estar associadas a um maior risco de desenvolver pedras nos rins?Estudos prospectiv...
21/08/2026

Você sabia que algumas bebidas podem estar associadas a um maior risco de desenvolver pedras nos rins?

Estudos prospectivos encontraram associação entre maior consumo de algumas bebidas, especialmente refrigerantes açucarados, punch e determinados sucos de frutas, e maior ocorrência de cálculos renais.

Isso não significa que tomar uma dessas bebidas ocasionalmente fará você desenvolver uma pedra. O risco depende de diversos fatores, como histórico familiar, alimentação, metabolismo, tipo de cálculo e, principalmente, hidratação.

Para a maioria das pessoas, a água continua sendo a principal aliada para manter uma boa hidratação.

E para quem já teve cálculo renal, a prevenção não deve ser baseada em listas genéricas encontradas na internet. O tipo de cálculo e os fatores de risco de cada paciente precisam ser avaliados individualmente.

Deslize o carrossel e veja o que os estudos científicos realmente mostram sobre essas bebidas.
Informação de qualidade também é uma forma de cuidar dos rins.

Fontes: Curhan GC et al. Am J Epidemiol. 1996; Ferraro PM et al. Clin J Am Soc Nephrol. 2013; Borghi L et al. J Urol. 1996.

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Quarenta por cento dos brasileiros avaliados apresentaram redução da função renal. E muitos nem sabiam que estavam em ri...
19/08/2026

Quarenta por cento dos brasileiros avaliados apresentaram redução da função renal. E muitos nem sabiam que estavam em risco.

Foi o que mostrou um estudo multicêntrico brasileiro publicado este ano no Brazilian Journal of Nephrology.

A pesquisa EPI-CKD Brazil avaliou 8.374 adultos com pelo menos um fator de risco para doença renal crônica, utilizando um teste rápido de creatinina para estimar a função renal.

O resultado chamou a atenção: 40,2% dos participantes apresentaram taxa de filtração glomerular estimada abaixo de 60 mL/min/1,73 m².

E há outro dado preocupante: apenas 35,2% dos participantes conheciam seus próprios fatores de risco para doença renal crônica (DRC).
Isso reforça uma característica importante da DRC: ela pode evoluir durante anos sem apresentar sintomas claros.

Hipertensão, diabetes, idade avançada, obesidade, doença cardiovascular, histórico de lesão renal aguda, cálculos renais recorrentes e histórico familiar estão entre os fatores que podem aumentar o risco.

Por isso, esperar pelos sintomas para investigar os rins pode significar perder uma oportunidade importante de prevenção.

A avaliação da função renal, especialmente em pessoas com fatores de risco, pode permitir a identificação precoce de alterações e a adoção de medidas para reduzir a progressão da doença.

Cuidar dos rins começa antes que eles apresentem sintomas.

A prevenção não deve acontecer apenas quando existe uma doença instalada. Ela começa com informação, acompanhamento médico e exames adequados para cada pessoa.

Fonte: Calice-Silva V, et al. EPI-CKD Brazil: point-of-care screening for chronic kidney disease during World Kidney Day. Brazilian Journal of Nephrology. 2026;48(3):e20250298.

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Amamentar também é cuidar dos rins do bebê.Pode parecer uma relação pouco conhecida, mas existe um ponto importante entr...
17/08/2026

Amamentar também é cuidar dos rins do bebê.
Pode parecer uma relação pouco conhecida, mas existe um ponto importante entre amamentação, hidratação e saúde renal.

A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida. Para o bebê saudável em aleitamento exclusivo, o leite materno fornece a água e os nutrientes necessários, não sendo necessário oferecer água ou outros líquidos.

Mas existe um cuidado fundamental: o bebê precisa mamar adequadamente.

Quando a ingestão de leite é insuficiente, especialmente nos primeiros dias de vida, pode ocorrer desidratação hipernatrêmica. Em situações graves, essa condição pode levar à lesão renal aguda. Estudos científicos já documentaram essa associação em recém-nascidos.

Por isso, alguns sinais merecem atenção, como perda excessiva de peso, redução da urina, dificuldade para mamar ou sinais de desidratação.

A própria OMS destaca a frequência de fraldas molhadas, o crescimento e outros sinais clínicos como elementos que ajudam a avaliar se o bebê está recebendo leite suficiente.

O objetivo não é gerar preocupação, mas reforçar a importância do acompanhamento adequado da amamentação, principalmente nos primeiros dias de vida.

Cuidar da alimentação do bebê também é cuidar da sua saúde. E a saúde renal merece atenção desde cedo.

Este conteúdo é educativo. Em caso de dúvidas sobre amamentação, hidratação, perda de peso ou redução da urina do bebê, procure avaliação do pediatra ou da equipe de saúde que acompanha a criança.

Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS); Journal of Clinical Neonatology; PubMed/NCBI.

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Desde ontem, a Dra. Silvana Kesrouani e eu estamos no NefroUSP 2026, curso de atualização em Nefrologia da FMUSP, em uma...
14/08/2026

Desde ontem, a Dra. Silvana Kesrouani e eu estamos no NefroUSP 2026, curso de atualização em Nefrologia da FMUSP, em uma verdadeira imersão na especialidade.

Mais do que acompanhar as novidades da área, estar em um encontro como este significa revisar conceitos, discutir evidências, compartilhar experiências e manter o olhar clínico constantemente atualizado.

A Medicina está em permanente evolução. E, na Nefrologia, acompanhar esse movimento é essencial para que o conhecimento científico continue chegando onde realmente importa: na prática e no cuidado com cada paciente.

Aprender continuamente é uma das formas de cuidar.

📍 NefroUSP 2026 • FMUSP
📚 Atualização • Ciência • Experiência • Cuidado

Encontrou proteína no exame de urina? Não ignore, mas também não entre em pânico.A presença de proteína na urina, chamad...
14/08/2026

Encontrou proteína no exame de urina? Não ignore, mas também não entre em pânico.

A presença de proteína na urina, chamada proteinúria, pode acontecer por diferentes motivos.

Em algumas situações, ela pode ser temporária, como após exercício físico intenso, desidratação, febre ou infecção.

Por outro lado, quando a perda de proteína é persistente, pode ser um sinal de lesão nos rins e está associada a maior risco de progressão da doença renal.

É por isso que um resultado alterado não deve ser interpretado isoladamente.

A investigação pode incluir a repetição do exame e a quantificação da albuminúria, especialmente pela relação albumina/creatinina urinária (ACR), além da avaliação da função renal por exames de sangue.

E um detalhe importante: urina com espuma pode chamar atenção, mas não é suficiente para confirmar a presença de proteína. Somente o exame pode avaliar isso adequadamente.

Se apareceu proteína no seu exame de urina, converse com seu médico nefrologista. O diagnóstico precoce pode fazer diferença na preservação da função renal.

Fontes: National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK) e National Kidney Foundation (NKF).

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