Psicóloga Andressa Ramos Trevelini

Psicóloga Andressa Ramos Trevelini consultório de psicologia

20/05/2026

Hoje faz 1 ano que fiz minha cirurgia bariátrica e queria dividir com vocês a minha conquista.
Além disso, também gostaria de aproveitar esse momento pra perguntar a vocês se há interesse nesse assunto para que eu possa trazer e compartilhar com vocês essa importante pauta.

20/04/2026

O luto não é espetáculo. Mas, muitas vezes, é assim que ele é tratado.
Diante da dor do outro, algumas pessoas se colocam no lugar de espectadores: observam, comentam, julgam...Como se existisse uma forma “certa” de sofrer, um tempo adequado, uma intensidade aceitável.
Usei no vídeo o exemplo recente envolvendo a perda do pai de Ana Paula do BBB, justamente para ilustrar isso, de como o sofrimento alheio rapidamente vira pauta de opinião.
Mas a verdade é simples e, ao mesmo tempo, difícil de sustentar: não existe régua para o luto.
Cada sujeito é atravessado pela perda a partir da sua própria história, dos seus vínculos, das suas faltas e dos seus signif**ados. O que para um é silêncio, para outro pode ser fala. O que para um é recolhimento, para outro pode ser movimento.
O luto não se mede.
O luto não se compara.
E, definitivamente, não nos cabe julgá-lo.
Talvez o que nos caiba, eticamente, seja apenas sustentar um lugar de respeito diante da dor que não é nossa.

“Cada um de nós deve encontrar seu próprio modo de realizar o trabalho do luto.”
— Sigmund Freud, Luto e Melancolia (1917)

13/04/2026

Você já percebeu o quanto a gente sofre antes mesmo das coisas acontecerem?
Vi um vídeo de uma menina que se angustiava e tinha medo de uma possível dor porque ela ia colocar um sensor de glicemia. Na cabeça dela ia doer muito...mas, na hora não doeu.
Isso me atravessou.
Porque esses dias eu também vivi algo parecido. Passei meses sofrendo, pensando, antecipando sobre cortar o cabelo. Criei cenários, sentindo como se já estivesse acontecendo... E quando aconteceu de fato, não foi nada daquilo que eu tinha imaginado.
Nem sempre é exatamente como queremos, mas também, muitas vezes, não é nem de perto tão ruim quanto aquilo que a gente constrói na mente.
O sofrimento por antecipação é, muitas vezes, um sofrimento imaginado e sentido como se fosse real.
A gente tenta se proteger do futuro, mas acaba se machucando no presente.
Talvez o convite seja esse: voltar um pouco mais para o agora. Confiar que, quando a situação chegar, você vai poder lidar com ela do seu jeito, com os recursos que tiver naquele momento.
Nem tudo precisa ser vivido antes de acontecer.

Como aponta Winnicott:
“A ansiedade associada à antecipação pode, muitas vezes, ser mais difícil de suportar do que a própria experiência.” (D. W. Winnicott, Natureza Humana, 1988)

06/04/2026

A gente aprende desde cedo a olhar pro outro com cuidado, com empatia, com paciência...mas, quando o assunto é a gente mesmo, parece que tudo isso falta.

A gente se cobra mais, se julga mais, se acolhe menos.
Fala com dureza. Exige além do possível. Não perdoa.

E aí f**a a pergunta: você trataria alguém "de fora" da mesma forma como tem se tratado?

Porque, muitas vezes, o carinho que oferecemos ao mundo inteiro é justamente o que nos negamos. E talvez o começo de muita coisa seja aprender a se incluir no próprio afeto.

“É um alívio descobrir que, ao ser aceito, podemos começar a aceitar a nós mesmos.”
— D. W. Winnicott, Tudo Começa em Casa (1986)

Durante muito tempo, nos ensinaram que terapia era coisa de “louco”... e na verdade, nunca foi.Mas talvez loucura seja p...
26/03/2026

Durante muito tempo, nos ensinaram que terapia era coisa de “louco”... e na verdade, nunca foi.
Mas talvez loucura seja passar a vida inteira sem se escutar.

Terapia é para quem sente demais, para quem se cobra demais, para quem se perdeu em algum momento ou simplesmente quer se encontrar melhor. É para quem está cansado de repetir os mesmos padrões, para quem quer entender suas escolhas, ou aprender a se escutar com mais honestidade.
Terapia é um encontro com a própria história, com as próprias dores, com aquilo que pede cuidado há tanto tempo.

Cuidar da saúde mental não é sinal de fraqueza,
é um movimento de responsabilidade consigo...e nem sempre é fácil, mas é profundamente transformador. Porque, no fundo, cuidar da mente também é um ato de amor...e esse espaço existe para isso: para acolher, elaborar e transformar.
Sem julgamentos.
No seu tempo.

“A voz do intelecto é baixa, mas não descansa até ser ouvida.”
— O Futuro de uma Ilusão (1927)

23/03/2026

No meio do caminho também existe progresso.

A gente foi ensinado a buscar o perfeito: a dieta perfeita, a rotina perfeita, a casa impecável, o treino ideal. E quando isso não acontece vem a frustração...e, muitas vezes, o abandono.

Mas e se o problema não for você e sim essa lógica do “tudo ou nada”?

Entre o 8 e o 80 existe um espaço potente: o do possível!
É ali que a vida real acontece. É ali que a constância se constrói.

Comer melhor, mesmo que não seja perfeito.
Se movimentar, mesmo que não seja o treino ideal.
Organizar um pouco, mesmo que não dê tempo de fazer tudo.

Pequenas conquistas também contam. E contam muito!

Sustentar o processo, com menos rigidez e mais gentileza, é o que realmente transforma.

Porque no fim, não é sobre fazer perfeito.
É sobre não desistir de si no meio do caminho.

“A angústia não é sem objeto.” — Jacques Lacan, Seminário 10: A angústia.

16/03/2026

Cuidar da saúde mental nem sempre começa em processos complexos.

Muitas vezes começa no básico!

Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e movimentar o corpo com regularidade são hábitos simples, mas profundamente reguladores para o nosso organismo e para a nossa mente.

Na vida contemporânea, tendemos a procurar soluções rápidas quando algo não vai bem. Porém, antes mesmo de pensarmos em intervenções mais complexas, vale olhar para aquilo que sustenta o nosso funcionamento psíquico e físico no dia a dia.

O básico bem feito pode ser um importante fator de proteção para a saúde mental. Uma rotina minimamente organizada e hábitos de autocuidado ajudam a regular o humor, a energia e até a forma como lidamos com o estresse cotidiano.

Nem sempre é sobre fazer mais.
Às vezes é sobre voltar ao essencial.

“O ego é, antes de tudo, um ego corporal.”
— Freud, S. (1923). O Ego e o Id.

09/03/2026

Vivemos em uma cultura que valoriza a produtividade constante, estar ocupado virou quase um sinônimo de valor pessoal...e descansar, muitas vezes, vem acompanhado de culpa.

Mas a mente também precisa de pausas.

O descanso mental não é perda de tempo. Pelo contrário: ele é uma forma de cuidado psíquico. Atividades que não têm finalidade produtiva, como hobbies, arte, leitura ou simplesmente momentos de ócio, podem funcionar como espaços de respiro para a mente.

Nem tudo precisa gerar resultado. Algumas coisas existem apenas para nos sustentar por dentro.

Cuidar da saúde mental também passa por permitir-se parar.

“É no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o adulto pode ser criativo e utilizar toda a sua personalidade.”
— Donald W. Winnicott, O Brincar e a Realidade (1971)

02/03/2026

Recomeçar não é apagar o que foi vivido, é seguir com novas signif**ações.

“Os inconsciente é atemporal.”
— Sigmund Freud, O inconsciente (1915), publicado em Edição Standard Brasileira, vol. XIV.

Me conta nos comentários quais são seus planos e/ou objetivos desse ano...já começou a colocar algum deles em prática?

Nem todo sofrimento precisa ser silenciado.Emoções não elaboradas encontram outros caminhos para se expressar — no corpo...
19/01/2026

Nem todo sofrimento precisa ser silenciado.
Emoções não elaboradas encontram outros caminhos para se expressar — no corpo, nas relações e na forma como nos colocamos no mundo.
Falar sobre o que se sente não é excesso, nem fraqueza.
É cuidado!

Janeiro Branco te convida à escuta e à reflexão sobre saúde mental.

No mês do Janeiro Branco, dedicado à conscientização sobre a saúde mental e emocional, realizarei um Plantão Psicológico...
07/01/2026

No mês do Janeiro Branco, dedicado à conscientização sobre a saúde mental e emocional, realizarei um Plantão Psicológico Gratuito 🤍

O plantão é voltado a pessoas que ainda não estão em psicoterapia, justamente para abrir espaço a quem ainda não tem acesso ao atendimento psicológico.
Um espaço breve de escuta, acolhimento e orientação, sem necessidade de agendamento.

Lembrando que plantão psicológico é um atendimento pontual, não é e nem substitui a psicoterapia.

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