24/09/2019
Pontos a serem desenvolvidos: Deixar claro que os pais continuarão sendo sua família. Os filhos devem estar cientes do processo que levou ao fim do casamento, mas não precisam saber dos detalhes, pois pode ser doloroso. O ideal é que eles entendam que a melhor solução foi a separação e que não há culpados, nem mesmo se alguém tiver cometido erro. Errar é diferente de ser culpado pelos erros. Os pais precisam permitir que os filhos expressem o que pensam nesse momento. É importante haver pertences dos filhos nas duas casas, no entanto é essencial que uma das casas seja a morada fixa. Há casos em que o fim do casamento ocorre de modo conturbado (agressões, abandono por um dos pais) e, em determinadas situações, pode ser melhor para o desenvolvimento sadio dos filhos e para a harmonia da família não ter mais essa pessoa por perto. É uma decisão difícil, mas encarar a realidade é mais construtivo do que induzir um filho a elaborar fantasias no sentido de que o outro é pior ou melhor do que realmente é. Os acordos entre os pais são importantes, desde o início, e é imprescindível que evitem colocar os filhos no meio de uma guerra, uma disputa em busca de favorecer um lado no meio deste conflito.
Novos relacionamentos podem surgir, e deve-se dar à criança o tempo que ela precisa para se aproximar gradualmente da nova pessoa. Não é adequado "forçar a barra" para que haja a aceitação de início. É importante frisar que o novo parceiro do pai ou da mãe não irá substituir ninguém.
Nos casos mais difíceis, é essencial procurar ajuda psicoterapêutica. A Terapia pode ser um instrumento facilitador deste processo na vida dos pais e também possibilita para os filhos o desenvolvimento de repertório para lidar com as novas situações e com os sentimentos.