Dr. Hugo Amorim / Cirurgia Tóracica

Dr. Hugo Amorim / Cirurgia Tóracica Informação e Ensino

Três meses tossindo sangue. Quatro médicos. Quatro explicações diferentes. Nenhuma investigou a via aérea.Quando essa pa...
04/08/2026

Três meses tossindo sangue. Quatro médicos. Quatro explicações diferentes. Nenhuma investigou a via aérea.

Quando essa paciente chegou ao meu consultório, não havia exame que tivesse olhado por dentro do pulmão.

Pedi uma broncoscopia. Em menos de 40 minutos, sem corte e sem internação, encontrei uma lesão na parede do brônquio que nenhuma tomografia havia mostrado.

A biópsia confirmou carcinoma epidermoide em estágio inicial. Um câncer que, descoberto nessa fase, tem tratamento com alto índice de controle.

Hemoptise não é detalhe. Não importa a quantidade. Não importa a frequência. Se ninguém olhou por dentro, a investigação ainda não foi feita.

Você já teve sangue na tosse e recebeu uma explicação sem exame da via aérea? Comenta aqui, sua experiência pode ajudar outra pessoa a não esperar três meses.

Hugo Amorim Cirurgião torácico CRM 7676 RQE 2634

No câncer de pulmão, cada dia importa: atrasos na investigação podem reduzir as possibilidades de tratamento e consequen...
01/08/2026

No câncer de pulmão, cada dia importa: atrasos na investigação podem reduzir as possibilidades de tratamento e consequentemente de cura.

No câncer de pulmão, o tempo clínico influencia diretamente as possibilidades de tratamento.

Isso não significa investigar qualquer sintoma de forma alarmista. Significa avaliar com atenção alterações persistentes, principalmente em pessoas com histórico de tabagismo ou outros fatores de risco.

Quando o tumor é identificado em uma fase localizada, existem mais possibilidades terapêuticas. Em casos selecionados, a cirurgia pode fazer parte do tratamento com intenção de cura.

Por isso, tosse persistente não deve ser normalizada. Falta de ar progressiva também precisa ser avaliada, assim como qualquer alteração respiratória que permanece sem explicação.

Neste Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão, a mensagem é objetiva: investigar no momento adequado pode preservar possibilidades que o avanço da doença reduz.

Dr. Hugo Amorim
Cirurgião Torácico
CRM 7676 | RQE 2634

31/07/2026

Quando as pessoas pensam nos danos causados pelo cigarro, normalmente lembram apenas do câncer de pulmão.

Mas o problema é muito maior.

A fumaça do cigarro provoca uma agressão contínua ao sistema respiratório.

Com o passar dos anos, ela destrói estruturas pulmonares, reduz a capacidade de troca de oxigênio, acelera processos inflamatórios crônicos e aumenta significativamente o risco de diversas doenças.

Entre elas estão a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), o enfisema pulmonar, bronquites crônicas, doenças cardiovasculares e diferentes tipos de câncer.

O mais preocupante é que muitos pacientes passam anos convivendo com tosse frequente, produção de secreção, cansaço progressivo e perda de fôlego sem perceber que o pulmão já está sofrendo consequências importantes.

Na cirurgia torácica, frequentemente atendemos pacientes quando parte desse dano já está estabelecida.

Por isso, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz.

Parar de fumar reduz riscos, preserva função pulmonar e diminui significativamente a chance de desenvolver doenças graves ao longo da vida.

O pulmão tem uma capacidade impressionante de recuperação. Mas ela não é infinita.

FONTE DO VÍDEO: https://www.instagram.com/reels/DYZVRKdhENx/

Hugo Amorim | Cirurgião torácico | 7676 RQE 2634

Antes de iniciar na cirurgia torácica, eu precisei da cirurgia geral.Foi nela que aprendi os princípios que carrego comi...
30/07/2026

Antes de iniciar na cirurgia torácica, eu precisei da cirurgia geral.

Foi nela que aprendi os princípios que carrego comigo até hoje, como disciplina, responsabilidade, trabalho em equipe e respeito absoluto pela vida que está na mesa de cirurgia.

E os meus procedimentos são resultado de anos de estudo, treinamento e decisões que precisam ser tomadas com precisão, muitas vezes em momentos decisivos para o paciente e sua família.

Neste Dia do Cirurgião Geral, minha admiração e gratidão a todos os colegas que escolheram uma especialidade que exige preparo técnico, raciocínio rápido e dedicação diária.

Uma homenagem a quem transforma conhecimento em cuidado e encontra, dentro do centro cirúrgico, uma das formas mais profundas de servir ao próximo.

Feliz Dia do Cirurgião Geral.

Hugo Amorim | Cirurgião torácico | 7676 RQE 2634

Quando uma pessoa recebe o diagnóstico de câncer de pulmão, a primeira preocupação costuma ser a doença.A segunda, quase...
24/07/2026

Quando uma pessoa recebe o diagnóstico de câncer de pulmão, a primeira preocupação costuma ser a doença.

A segunda, quase sempre, é a vida.

“Vou conseguir continuar trabalhando?”, “Como vão ficar meus compromissos?”, “Quem vai me acompanhar?”, “Quanto minha rotina vai mudar?”

Dependendo do tratamento indicado, podem existir períodos de recuperação, consultas frequentes, exames, deslocamentos e momentos em que o paciente precisará desacelerar para priorizar a própria saúde.

A incerteza costuma ser mais pesada do que o planejamento.

Quando o paciente entende o cronograma do tratamento, sabe quais etapas virão pela frente e consegue organizar sua rede de apoio, a sensação de perda de controle diminui.

Preparar-se para o tratamento significa construir condições para atravessar essa fase com mais segurança, mais organização e menos sobrecarga para quem está enfrentando a doença e para quem está ao seu lado.

Hugo Amorim | Cirurgião torácico | 7676 RQE 2634

22/07/2026

Conviver diariamente com pacientes que enfrentam o câncer muda a forma como enxergamos a vida.

Em muitos momentos, o que mais ouvimos não são arrependimentos por bens materiais ou conquistas profissionais. O desejo mais comum é ter passado mais tempo com quem realmente importava.

Essa convivência nos lembra que o futuro é incerto e que o presente merece ser vivido com mais intenção.

Valorizar a família, cultivar amizades, criar memórias e cuidar da própria saúde são escolhas que fazem diferença muito antes de qualquer diagnóstico.

A medicina trata doenças, mas também ensina sobre o valor da vida.

Se esta reflexão fez sentido para você, compartilhe este vídeo com alguém especial.

Hugo Amorim Cirurgião torácico CRM 7676 RQE 2634

Ela chegou com uma cirurgia marcada e nenhuma resposta completa sobre a própria doença.Ninguém tinha feito estadiamento ...
20/07/2026

Ela chegou com uma cirurgia marcada e nenhuma resposta completa sobre a própria doença.

Ninguém tinha feito estadiamento completo. Ninguém tinha pedido estudo molecular. Ninguém tinha discutido o caso com uma equipe multidisciplinar.

Na LIGA CONTRA O CÂNCER, o primeiro passo foi entender o que aquele tumor era antes de decidir como abordá-lo. Os exames voltaram, o caso foi discutido, e o caminho cirúrgico mudou.

A cirurgia aconteceu por videotoracoscopia, com menor tempo de internação e preservação de tecido saudável.

Segunda opinião não é desconfiança. É o direito de saber que o caminho escolhido é o melhor que a medicina pode oferecer para aquele caso.

Hugo Amorim Cirurgião torácico CRM 7676 RQE 2634

Durante anos, câncer de pulmão e cigarro foram tratados como sinônimos.O tabagismo continua sendo o principal fator de r...
17/07/2026

Durante anos, câncer de pulmão e cigarro foram tratados como sinônimos.

O tabagismo continua sendo o principal fator de risco, mas a história é mais complexa do que isso.

Pacientes com histórico familiar, principalmente parentes de primeiro grau, podem ter um risco aumentado que merece atenção clínica.

E a MEDICINA MOLECULAR trouxe algo que antes não existia: a capacidade de olhar dentro do tumor e entender quem ele é, não apenas que ele está ali.
Alterações como EGFR, ALK e KRAS abrem caminhos terapêuticos que há uma década eram impensáveis.

O diagnóstico deixou de ser um ponto final. Para muitos pacientes, passou a ser o começo de uma resposta que antes simplesmente não existia.

Dr. Hugo Amorim
Cirurgião torácico
CRM 7676 RQE 2634

14/07/2026

Quando uma alteração aparece na tomografia, a decisão depende de uma análise individualizada.

O tamanho da lesão é importante, mas está longe de ser o único fator considerado.

Alguns sinais costumam acender um alerta maior:

🔸 Crescimento da lesão em exames sequenciais

🔸 Bordas irregulares ou espiculadas

🔸 Nódulos maiores ou com características suspeitas na tomografia

🔸 Captação aumentada em exames como o PET-CT

🔸 Histórico de tabagismo ou fatores de risco importantes

🔸 Lesões associadas a sintomas como tosse persistente, perda de peso ou sangramento nas vias aéreas

Nessas situações, a biópsia pode ser necessária para identificar exatamente qual é a natureza da lesão e definir o tratamento mais adequado.

Em alguns pacientes, a melhor decisão será acompanhar.

Em outros, investigar rapidamente pode fazer toda a diferença no planejamento terapêutico.

Por isso, encontrar uma lesão é apenas o começo.

A decisão mais importante vem depois: entender o que ela realmente representa.

Hugo Amorim | Cirurgião torácico | 7676 RQE 2634

08/07/2026

O laudo radiológico é uma ferramenta essencial para orientar a investigação de um exame.

Mas ele não substitui a avaliação do médico que conhece a doença e analisa a imagem dentro do contexto clínico de cada paciente.

Algumas alterações podem passar despercebidas ou exigir uma interpretação mais detalhada quando associadas ao histórico, aos sintomas e aos fatores de risco da pessoa.

Por isso, diante de um nódulo pulmonar ou de qualquer outra alteração encontrada em exames de imagem, o mais seguro é que o caso seja avaliado por um especialista, como um pneumologista ou um cirurgião torácico.

A combinação entre o laudo, a análise das imagens e a avaliação clínica é o que permite um diagnóstico mais preciso e um tratamento adequado.

Se você ou alguém da sua família recebeu um exame com alguma alteração pulmonar, compartilhe este vídeo.

Hugo Amorim Cirurgião torácico CRM 7676 RQE 2634

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