06/09/2026
Na madrugada de sábado, o ator João Victor Gonçalves, intérprete de Mau Mau em Quem Ama Cuida, foi cercado, hostilizado e ridicularizado enquanto se dirigia ao Rock in Rio. A abordagem foi transmitida ao vivo. Depois, o argumento apresentado foi o de que aquilo seria “entretenimento”.
Mas desde quando o constrangimento do outro virou diversão?
Quando chamamos uma violência de “brincadeira”, “exagero” ou “mimimi”, ignoramos quem precisou lidar com o medo, a exposição e a dúvida sobre estar ou não seguro para reagir. Por trás do conteúdo existe uma pessoa. E nenhuma audiência torna aceitável transformar a dignidade de alguém em espetáculo.
Homofobia não é opinião nem humor. É crime. No Brasil, atos homofóbicos e transfóbicos são enquadrados nos tipos penais da Lei do Racismo, conforme decisão do STF.
Posicionar-se não significa enfrentar um grupo sozinho ou colocar-se em risco. Pode significar afastar-se, procurar apoio, preservar provas, denunciar, estabelecer limites e recusar-se a participar do riso que sustenta a violência.
Para pessoas LGBTQIA+, a psicoterapia pode ser um espaço de fortalecimento da identidade, reconhecimento das violências que foram naturalizadas e construção de formas mais seguras e assertivas de se posicionar. Não para aprender a suportar o preconceito, mas para não permitir que ele determine seu valor, sua voz ou sua existência.
Minha solidariedade a João Victor e a todas as pessoas que reconheceram, naquela cena, medos que também já viveram. Nenhuma pessoa deveria ter sua identidade transformada em motivo de humilhação.
Se você precisa compreender o que viveu, fortalecer seus limites e construir maneiras de se posicionar sem se abandonar, agende sua sessão de psicoterapia comigo pelo link da bio.
🏳️🌈 Homofobia não é entretenimento.